O PORQUÊ DO SOFRIMENTO EMOCIONAL

Sem sombra de dúvidas, como escreveu alguém: é a mente que nos torna bons ou doentes. Partindo dessa premissa podemos deslindar a mais forte relação entre o pensamento, o significado que a ele damos e, por conseguinte, os sentimentos oriundos dessa dicotomia – pensamento versus seu significado.

Na verdade criamos os pensamentos. E, essa criação está intimamente relacionada com as crenças que temos em relação a nós mesmos, no que tange nossas necessidades. Partindo-se deste pressuposto básico, podemos afirmar que, sempre que sentimos algo, esse sentimento está relacionado, com algo que acreditamos ser verdade, bem como com o produto de sentimentos penosos tais como: ansiedade, medo, perfeccionismo, dificuldade de dizer não, compulsões, sentimento de abandono, baixa autoestima, sentimento de inadequação e inferioridade, ressentimento, solidão, autopiedade, racionalização, negação, dependência emocional, codependência, depressão, ciúme, e outros.

Podemos descrever o seguinte exemplo (os nomes são fictícios, embora o exemplo seja real). Ana Maria tem um namorado que sistematicamente se encontra com ela aos sábados à noite. Eles saem, vão ao cinema, e quase sempre vão a um motel. Esse padrão de comportamento se transforma numa rotina. Semana após semana Ana Maria se alimenta da expectativa de vir seu namorado, a quem chamaremos de Lucas.

Lucas trabalha como agrimensor numa empresa de construção civil. Precisa dar plantão no canteiro de obras, tendo muitas vezes que trabalhar até tarde, inclusive nos sábados. Em seus encontros aos sábados, está sendo reclamando de estar cansado, com sono, pede a Ana que passe as mãos em suas costas e geralmente dorme, o que tem deixado Ana extremamente irritada, porque quer a companhia de Lucas, mas este dorme. Lucas está sempre falando para Ana que a ama e que deseja casar com ela, embora precise, primeiro, fazer uma Faculdade, o que tem deixado Ana desconfiada e insegura, pois gostaria que Lucas lhe dissesse que gostaria de casar com ela logo.

Em um dos sábados em que se encontraram como era de costume, Lucas, reclama de seu cansaço e propõe para Ana a mudança do dia em que eles devem se encontrar, sugerindo os dias em que ele ficasse de folga (uma vez por semana), assim estaria mais em condição física e emocional para dar-lhe mais atenção.

Ana tem um sobreassalto e começa a criar seus pensamentos em relação ao que acaba de ouvir: ”Ela já não gosta mais de mim; já deve ter arrumado outra; quer me descartar por isso não quer mais me ver aos sábados”. Começa ai um louco processo de ruminações e angustia. Ana cria seu drama, tendo como aliada, a força dos seus pensamentos, e seu próprio sofrimento. Ela tem necessidades emocionais que não foram satisfeitas e que a levam a criar todo um esquema neurótico como força propulsora de seu sofrimento. Sente-se só. Abandonada. Sua carência emocional transforma-se numa angustia impenitente. Espera ansiosamente pelos telefonemas de Lucas. Ela precisa ter certeza de que não o está perdendo. Sua angustia a levam a um estado de autopiedade mórbido, seus pensamentos se multiplicam, sempre em direção à crenças mórbidas que acentuam ainda mais sua dor. Ana não leva em conta a realidade. Que Lucas a ama. Que o sábado é extremamente cansativo. Que ele, não está querendo abandoná-la. Lucas está seguro do amor de Ana, e está vivendo a vida de forma normal e ansioso por encontrá-la. Em outras palavras, embora já estejam juntos há algum tempo, seus sentimentos assumem proporção gigantesca, quando, num sábado, justamente no horário em que geralmente se encontravam, Lucas liga para Ana para dizer-lhe que está saindo de uma academia, onde tinha ido nadar. Ana fica muda e rumina:”Ta vendo..ele não gosta mais de mim.Essa história de vernos só nas folgas dele, era uma desculpa para se afastar de mim”. Pensa. Ai começa a entrar em depressão. Vai para o “fundo do poço”. Sofre como uma mártir.

Sua mente está embotada. Nesse momento ela esquece que Lucas tem o direito de fazer algo diferente, relaxante, como nadar em uma academia. Ela só pensa em suas necessidades, pois qualquer padrão de comportamento dele em que ela não é o foco, é uma forma de rejeição de abandono logo, de seu sofrimento também.

Para sentir-se segura do amor de Lucas, ele terá que reforçar isso com palavras e até mesmo com algum sacrifício em seu favor, embora tudo isso não seja suficiente, haja vista que as crenças e os sentimentos provenientes das percepções distorcidas de Ana e de suas necessidades emocionais, muitas vezes inconscientes, a levam a perpetuar seu estado de ruminações que, muitas vezes se transformam em obsessões ou compulsões.

Enquanto isso Lucas está bem. Está ciente do carinho e do amor que sente, por Ana. E nem de longe imagina o quanto Ana sofre. Diz-lhe constantemente que ela pode tê-lo sempre que precisar. É só ligar. Mostra-se aberto para ouvir Ana, mas Ana tem medo de falar-lhe o que sente. Prefere sofrer em silêncio, pois teme perder Lucas, em virtude de tudo quando vem pensando ultimamente.

Ana está fazendo terapia. E já começa sentir-se mais segura em relação a si mesma e ao Lucas.

Á luz do exposto, se confirma o fato de que não existe uma realidade objetiva. Nós a criamos, e a fazemos o motor propulsor de nosso sofrimento emocional, haja vista que a visão que temos das experiências é o produto de nossa percepção. E aqui convém citar um dos fortes postulados da Programação Neurolinguistica que diz: "o mapa não é o território que ele representa", isto é, não é a representação total do território", pois a abstração e a linguagem, que também é uma abstração, nos afasta da realidade e de seus detalhes, pois os seres humanos não conseguem perceber a realidade, já que utilizam "filtros" para a leitura dessa realidade. Nossas mentes trabalham com "mapas" dessa realidade. "Mapas" são abstrações ou representações da realidade. Da mesma forma que a planta de uma casa não é a casa que ela representa, nosso mapa do mundo não é o mundo.

Aprendemos a realidade com os cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) que são geneticamente determinados. Uma pessoa não percebe o mesmo que um gato que habite o mesmo ambiente. São distintos seus equipamentos genéticos, são diferentes as percepções. Nossas percepções são limitadas e focalizadas. Não vemos necessariamente tudo o que nos é visível. Também não prestamos atenção a tudo que é audível ao ser humano. Nossos "filtros" não nos permitem um contato direto com a realidade – contatamos a representação ou "mapa" que fazemos dela. Nosso modelo de mundo, aliás, é como uma impressão digital: é único.

Entendo que cada ser humano possui, ou pode adquirir, os recursos de que necessita para sair do estresse criado por pensamentos mórbidos, desenvolver-se e realizar-se criativamente. Entre tais recursos, o mais fundamental é o da capacidade de aprender e, consequentemente, de progredir. Ora o que o quê uma pessoa consegue fazer, outra também poderá: basta obter a estratégia para tal. Tal assertiva, e tantas outras, não são necessariamente verdadeiras – mas o importante é verificar sua utilidade, e não sua veracidade.

As chances das pessoas conquistarem sua independência emocional em suas vidas familiar, social ou profissional, são diretamente proporcionais à flexibilidade de seus mapas internos. Considerando-se que a realidade está continuamente mudando, é mais vantagem ter um mapa flexível do que ter um mapa idêntico à realidade. Nenhum mapa é "melhor", "maior" ou "mais adequado" do que o mapa de outra pessoa. Isso é especialmente verdadeiro, por duas razões:

a) Todo o mapa era o mais ecológico e adequado possível, para o momento e as circunstâncias em que foi gerado e;

b) Independente das intenções, o valor de todo ato interativo emocional está na resposta emocional que elicia em alguém

As pessoas normais estão continuamente buscando o equilíbrio em relação a si mesmas e à sua interação com as outras pessoas e com o mundo (Homeostase). Se as pessoas fazem escolhas inadequadas, isso não significa que sejam incapazes de interagirem consigo mesmas ou com o mundo, significa apenas que as escolhas que fizeram para a elaboração de seus mapas, era a mais adequada que podiam (ou sabiam) dispor no momento em que fizeram a escolha. Isso significa que, se o contexto do seu mapa for respeitado, ela está disposta a acolher uma escolha mais apropriada que lhe seja sugerida.

Nenhuma pessoa é uma ilha isolada - cada pessoa é causa e conseqüência ao mesmo tempo; cada atitude ou ação dela provoca reações nela mesma e/ou nas outras pessoas e isso a retroalimenta. As pessoas são influenciadas pelas atitudes e ações que adotam; são influenciadas pelas atitudes e ações que os outros adotam e; são influenciadas pelos efeitos que suas atitudes e ações provocam em si mesmas e nas outras pessoas.

Nada é bom ou mau, apenas é útil ou inútil; não existem falhas nem fracassos, apenas respostas e resultados. Quando a pessoa se conscientiza disto, se torna capaz de fazer escolhas cada vez mais apropriadas; fazer verificações de resultados e se encaminhar inexoravelmente a uma melhor Inteligência Emocional. Se o que faz não a leva aonde tem que ir, a pessoa pode escolher fazer outras coisas até que tenha obtido respostas e resultados desejados.

Além do mais todo o comportamento tem uma função positiva. Inexistem, portanto, atos gratuitos – o comportamento baseia-se em algo, até na sua ausência de criatividade. Quem fuma cigarros o faz por um bom motivo. É lógico alegar que se o fumante vislumbrasse outra alternativa não estaria fumando. Precisa de novos "mapas", para ampliar seu horizonte, para substituir o ato de fumar, que é limitante, por outro social e pessoalmente mais ecológico e criativo.

Assim sendo o comportamento "x" de determinada pessoa constitui o melhor comportamento que conseguiu eleger, tendo em conta as opções que possuía no momento da atuação. Assim acontece com a Ana de nossa história.

Um aspecto interessante a ser considerado é que as relações entre as pessoas, por um lado, e as pessoas e suas inclinações, por outro, formam um sistema. Supõe-se que nenhum comportamento tem sentido fora do contexto em que foi gerado. É impossível conhecer o sentido da atitude de uma pessoa se ignoram as circunstâncias em que se manifestam estas atitudes, no caso de Ana, seus problemas emocionais. Sem nenhuma dúvida, seu comportamento será diferente em outras circunstâncias. Podemos afirmar que entre duas pessoas é impossível não haver comunicação, não influenciar ou não ser influenciado por ela. Ficar calado e olhar para outro lado não representa uma ausência de comunicação, mas uma atitude que terá uma cristalina influência sobre nós, sobre o outro e sobre a conseqüente interação. Por isso que para sair de um estado mórbido de pensamentos que afetam nossos sentimentos e que por sua vez afetam nossos comportamentos, precisamos:

Reconhecer que não sabemos ou que ainda temos muito a aprender. Assumir a nossa ignorância é aproximarmo-nos do portal da aprendizagem.

Encontrar alguém com que possamos aprender e/ou modelar, alguém que nos possa ensinar e assumir que será o nosso professor ou modelador numa determinada área. Atitude semelhante podemos ter diante de um livro.

Sustentar uma disposição emocional favorecedora de aprendizagem.

Começar com a prática assídua das capacidades que se pretenda adquirir para que produza uma modificação emocional que mude a conduta anterior.

Além disso, precisamos mudar nossos pensamentos (interpretações que damos aos eventos), para que afetem de forma positiva nossos sentimentos, e, que, por sua vez há de afetar, também de forma positiva, nossos comportamentos. E dessa forma nos levar à SERENIDADE.

Sem sombra de dúvidas, como escreveu alguém: é a mente que nos torna bons ou doentes. Partindo dessa premissa podemos deslindar a mais forte relação entre o pensamento, o significado que a ele damos e, por conseguinte, os sentimentos oriundos dessa dicotomia – pensamento versus seu significado.

Na verdade criamos os pensamentos. E, essa criação está intimamente relacionada com as crenças que temos em relação a nós mesmos, no que tange nossas necessidades. Partindo-se deste pressuposto básico, podemos afirmar que, sempre que sentimos algo, esse sentimento está relacionado, com algo que acreditamos ser verdade, bem como com o produto de sentimentos penosos tais como: ansiedade, medo, perfeccionismo, dificuldade de dizer não, compulsões, sentimento de abandono, baixa autoestima, sentimento de inadequação e inferioridade, ressentimento, solidão, autopiedade, racionalização, negação, dependência emocional, codependência, depressão, ciúme, e outros.

Podemos descrever o seguinte exemplo (os nomes são fictícios, embora o exemplo seja real). Ana Maria tem um namorado que sistematicamente se encontra com ela aos sábados à noite. Eles saem, vão ao cinema, e quase sempre vão a um motel. Esse padrão de comportamento se transforma numa rotina. Semana após semana Ana Maria se alimenta da expectativa de vir seu namorado, a quem chamaremos de Lucas.

Lucas trabalha como agrimensor numa empresa de construção civil. Precisa dar plantão no canteiro de obras, tendo muitas vezes que trabalhar até tarde, inclusive nos sábados. Em seus encontros aos sábados, está sendo reclamando de estar cansado, com sono, pede a Ana que passe as mãos em suas costas e geralmente dorme, o que tem deixado Ana extremamente irritada, porque quer a companhia de Lucas, mas este dorme. Lucas está sempre falando para Ana que a ama e que deseja casar com ela, embora precise, primeiro, fazer uma Faculdade, o que tem deixado Ana desconfiada e insegura, pois gostaria que Lucas lhe dissesse que gostaria de casar com ela logo.

Em um dos sábados em que se encontraram como era de costume, Lucas, reclama de seu cansaço e propõe para Ana a mudança do dia em que eles devem se encontrar, sugerindo os dias em que ele ficasse de folga (uma vez por semana), assim estaria mais em condição física e emocional para dar-lhe mais atenção.

Ana tem um sobreassalto e começa a criar seus pensamentos em relação ao que acaba de ouvir: ”Ela já não gosta mais de mim; já deve ter arrumado outra; quer me descartar por isso não quer mais me ver aos sábados”. Começa ai um louco processo de ruminações e angustia. Ana cria seu drama, tendo como aliada, a força dos seus pensamentos, e seu próprio sofrimento. Ela tem necessidades emocionais que não foram satisfeitas e que a levam a criar todo um esquema neurótico como força propulsora de seu sofrimento. Sente-se só. Abandonada. Sua carência emocional transforma-se numa angustia impenitente. Espera ansiosamente pelos telefonemas de Lucas. Ela precisa ter certeza de que não o está perdendo. Sua angustia a levam a um estado de autopiedade mórbido, seus pensamentos se multiplicam, sempre em direção à crenças mórbidas que acentuam ainda mais sua dor. Ana não leva em conta a realidade. Que Lucas a ama. Que o sábado é extremamente cansativo. Que ele, não está querendo abandoná-la. Lucas está seguro do amor de Ana, e está vivendo a vida de forma normal e ansioso por encontrá-la. Em outras palavras, embora já estejam juntos há algum tempo, seus sentimentos assumem proporção gigantesca, quando, num sábado, justamente no horário em que geralmente se encontravam, Lucas liga para Ana para dizer-lhe que está saindo de uma academia, onde tinha ido nadar. Ana fica muda e rumina:”Ta vendo..ele não gosta mais de mim.Essa história de vernos só nas folgas dele, era uma desculpa para se afastar de mim”. Pensa. Ai começa a entrar em depressão. Vai para o “fundo do poço”. Sofre como uma mártir.

Sua mente está embotada. Nesse momento ela esquece que Lucas tem o direito de fazer algo diferente, relaxante, como nadar em uma academia. Ela só pensa em suas necessidades, pois qualquer padrão de comportamento dele em que ela não é o foco, é uma forma de rejeição de abandono logo, de seu sofrimento também.

Para sentir-se segura do amor de Lucas, ele terá que reforçar isso com palavras e até mesmo com algum sacrifício em seu favor, embora tudo isso não seja suficiente, haja vista que as crenças e os sentimentos provenientes das percepções distorcidas de Ana e de suas necessidades emocionais, muitas vezes inconscientes, a levam a perpetuar seu estado de ruminações que, muitas vezes se transformam em obsessões ou compulsões.

Enquanto isso Lucas está bem. Está ciente do carinho e do amor que sente, por Ana. E nem de longe imagina o quanto Ana sofre. Diz-lhe constantemente que ela pode tê-lo sempre que precisar. É só ligar. Mostra-se aberto para ouvir Ana, mas Ana tem medo de falar-lhe o que sente. Prefere sofrer em silêncio, pois teme perder Lucas, em virtude de tudo quando vem pensando ultimamente.

Ana está fazendo terapia. E já começa sentir-se mais segura em relação a si mesma e ao Lucas.

Á luz do exposto, se confirma o fato de que não existe uma realidade objetiva. Nós a criamos, e a fazemos o motor propulsor de nosso sofrimento emocional, haja vista que a visão que temos das experiências é o produto de nossa percepção. E aqui convém citar um dos fortes postulados da Programação Neurolinguistica que diz: "o mapa não é o território que ele representa", isto é, não é a representação total do território", pois a abstração e a linguagem, que também é uma abstração, nos afasta da realidade e de seus detalhes, pois os seres humanos não conseguem perceber a realidade, já que utilizam "filtros" para a leitura dessa realidade. Nossas mentes trabalham com "mapas" dessa realidade. "Mapas" são abstrações ou representações da realidade. Da mesma forma que a planta de uma casa não é a casa que ela representa, nosso mapa do mundo não é o mundo.

Aprendemos a realidade com os cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) que são geneticamente determinados. Uma pessoa não percebe o mesmo que um gato que habite o mesmo ambiente. São distintos seus equipamentos genéticos, são diferentes as percepções. Nossas percepções são limitadas e focalizadas. Não vemos necessariamente tudo o que nos é visível. Também não prestamos atenção a tudo que é audível ao ser humano. Nossos "filtros" não nos permitem um contato direto com a realidade – contatamos a representação ou "mapa" que fazemos dela. Nosso modelo de mundo, aliás, é como uma impressão digital: é único.

Entendo que cada ser humano possui, ou pode adquirir, os recursos de que necessita para sair do estresse criado por pensamentos mórbidos, desenvolver-se e realizar-se criativamente. Entre tais recursos, o mais fundamental é o da capacidade de aprender e, consequentemente, de progredir. Ora o que o quê uma pessoa consegue fazer, outra também poderá: basta obter a estratégia para tal. Tal assertiva, e tantas outras, não são necessariamente verdadeiras – mas o importante é verificar sua utilidade, e não sua veracidade.

As chances das pessoas conquistarem sua independência emocional em suas vidas familiar, social ou profissional, são diretamente proporcionais à flexibilidade de seus mapas internos. Considerando-se que a realidade está continuamente mudando, é mais vantagem ter um mapa flexível do que ter um mapa idêntico à realidade. Nenhum mapa é "melhor", "maior" ou "mais adequado" do que o mapa de outra pessoa. Isso é especialmente verdadeiro, por duas razões:

a) Todo o mapa era o mais ecológico e adequado possível, para o momento e as circunstâncias em que foi gerado e;

b) Independente das intenções, o valor de todo ato interativo emocional está na resposta emocional que elicia em alguém

As pessoas normais estão continuamente buscando o equilíbrio em relação a si mesmas e à sua interação com as outras pessoas e com o mundo (Homeostase). Se as pessoas fazem escolhas inadequadas, isso não significa que sejam incapazes de interagirem consigo mesmas ou com o mundo, significa apenas que as escolhas que fizeram para a elaboração de seus mapas, era a mais adequada que podiam (ou sabiam) dispor no momento em que fizeram a escolha. Isso significa que, se o contexto do seu mapa for respeitado, ela está disposta a acolher uma escolha mais apropriada que lhe seja sugerida.

Nenhuma pessoa é uma ilha isolada - cada pessoa é causa e conseqüência ao mesmo tempo; cada atitude ou ação dela provoca reações nela mesma e/ou nas outras pessoas e isso a retroalimenta. As pessoas são influenciadas pelas atitudes e ações que adotam; são influenciadas pelas atitudes e ações que os outros adotam e; são influenciadas pelos efeitos que suas atitudes e ações provocam em si mesmas e nas outras pessoas.

Nada é bom ou mau, apenas é útil ou inútil; não existem falhas nem fracassos, apenas respostas e resultados. Quando a pessoa se conscientiza disto, se torna capaz de fazer escolhas cada vez mais apropriadas; fazer verificações de resultados e se encaminhar inexoravelmente a uma melhor Inteligência Emocional. Se o que faz não a leva aonde tem que ir, a pessoa pode escolher fazer outras coisas até que tenha obtido respostas e resultados desejados.

Além do mais todo o comportamento tem uma função positiva. Inexistem, portanto, atos gratuitos – o comportamento baseia-se em algo, até na sua ausência de criatividade. Quem fuma cigarros o faz por um bom motivo. É lógico alegar que se o fumante vislumbrasse outra alternativa não estaria fumando. Precisa de novos "mapas", para ampliar seu horizonte, para substituir o ato de fumar, que é limitante, por outro social e pessoalmente mais ecológico e criativo.

Assim sendo o comportamento "x" de determinada pessoa constitui o melhor comportamento que conseguiu eleger, tendo em conta as opções que possuía no momento da atuação. Assim acontece com a Ana de nossa história.

Um aspecto interessante a ser considerado é que as relações entre as pessoas, por um lado, e as pessoas e suas inclinações, por outro, formam um sistema. Supõe-se que nenhum comportamento tem sentido fora do contexto em que foi gerado. É impossível conhecer o sentido da atitude de uma pessoa se ignoram as circunstâncias em que se manifestam estas atitudes, no caso de Ana, seus problemas emocionais. Sem nenhuma dúvida, seu comportamento será diferente em outras circunstâncias. Podemos afirmar que entre duas pessoas é impossível não haver comunicação, não influenciar ou não ser influenciado por ela. Ficar calado e olhar para outro lado não representa uma ausência de comunicação, mas uma atitude que terá uma cristalina influência sobre nós, sobre o outro e sobre a conseqüente interação. Por isso que para sair de um estado mórbido de pensamentos que afetam nossos sentimentos e que por sua vez afetam nossos comportamentos, precisamos:

Reconhecer que não sabemos ou que ainda temos muito a aprender. Assumir a nossa ignorância é aproximarmo-nos do portal da aprendizagem.

Encontrar alguém com que possamos aprender e/ou modelar, alguém que nos possa ensinar e assumir que será o nosso professor ou modelador numa determinada área. Atitude semelhante podemos ter diante de um livro.

Sustentar uma disposição emocional favorecedora de aprendizagem.

Começar com a prática assídua das capacidades que se pretenda adquirir para que produza uma modificação emocional que mude a conduta anterior.

Além disso, precisamos mudar nossos pensamentos (interpretações que damos aos eventos), para que afetem de forma positiva nossos sentimentos, e, que, por sua vez há de afetar, também de forma positiva, nossos comportamentos. E dessa forma nos levar à SERENIDADE.

edivaldopinheiro
Enviado por edivaldopinheiro em 13/07/2009
Código do texto: T1696857