“ECONOMIA EM NOVEMBRO DE 2009” - Cenário Econômico

“ECONOMIA EM NOVEMBRO DE 2009”

Welinton dos Santos é economista

O combustível, o doce e o cafezinho tendem a ficar mais caros no mês de novembro de 2009 com sinais de alta de preços, dentre elas do álcool e o açúcar, em virtude da demanda externa aquecida, principalmente pelos efeitos do clima que prejudicaram as plantações de cana-de-açúcar da Índia, um dos principais fornecedores do mercado internacional deste commodities.

Aumento nas taxas de juros dos cheques especiais e cartões de crédito, mesmo com a taxa SELIC permanecendo no patamar atual. O motivo é simples, aumento da inadimplência das empresas e pessoas físicas. Você imagina uma cidade em que um de cada quatro pessoas está com o nome no SCPC, bem já são várias cidades, dentre elas São José dos Campos – SP, provocadas pelo volume de desemprego na cidade em 2009 e descontrole da economia doméstica.

A China, uma gigante da economia, com a maior reserva internacional, na ordem de US$ 2,27 trilhões, além de detentora do maior volume de títulos do tesouro americano, quer diversificar mais os seus ativos monetários, buscando outros títulos em outras moedas fortes na zona do EURO e outros países. O PIB da China cresceu nos últimos 5 anos em torno de 263% passará a ser considerada a 2ª Economia mais rica do mundo em 2010 e permanecendo neste ritmo será a maior economia do Planeta em quatro anos, ou seja, superará a economia americana.

O Brasil e a Índia tendem a ocupar novas posições na economia mundial nos próximos anos, os países em desenvolvimento irão crescer mais que os desenvolvidos.

Quer economizar? Antecipe as compras de fim de ano. O aumento da procura tende a aumentar os preços dos produtos no período de festas, com queda de preços nos meses de janeiro e fevereiro.

Poupanças acima de R$ 50 mil começam a ser tributadas a partir de janeiro de 2010.

Benefícios fiscais com dias contados, entre eles o da cesta de produtos da construção civil, dos automóveis, caminhões, motos até 125 cc, outros.

Apesar da cobrança de 2% do IOF sobre os investimentos externos, continuará a entrada de recursos do exterior, pois, a taxa de retorno no país é uma das mais altas do mundo, com uma garantia de volume de reservas US$ 233 bilhões, o país passa segurança ao investidor internacional.

O nível de investimento em 2008 foi da ordem de 19% do PIB, para garantir um período de prosperidade para o Brasil, são necessários investimentos da ordem de 25% do PIB, ou seja, o governo precisa gerenciar melhor os seus recursos e diminuir suas despesas, mesmo tendo sido agraciado pelo Pré-Sal, Copa do Mundo de 2.014 e pelas Olimpíadas 2.016, que trarão recursos produtivos principalmente no seguimento de infra-estrutura de transportes.

Setores de hotelaria, empresas aéreas, construção civil, empresas ferroviárias, energia, telecomunicações, indústria automobilística, são alguns exemplos de seguimentos que terão a concorrência acirrada a partir de 2010 com entrada de novas multinacionais chineses, francesas, indianas e outras em nosso país.

O Real é uma das moedas mais valorizadas do mundo nos últimos 15 meses frente ao dólar. A moeda americana está perdendo seu valor de face e como as negociações internacionais são transacionados nesta moeda, vários países estão sofrendo com a perda do valor do dólar frente a outras moedas. O impacto direto é queda das exportações e aumento das importações, comprometendo o emprego interno dos países envolvidos, inclusive o Brasil, o risco cambial coloca em cheque mate não só a economia nacional, mas também a do Japão e a da Europa, com risco de invasão dos produtos industrializados chineses que conseguem ter preços mais competitivos que destes mercados. Na economia brasileira existe uma agravante que é o Custo Brasil, provocado pela deficiência do sistema de transporte, com gargalos no sistema portuário, aeroportuário, outros. O momento é de planejamento e cautela nos gastos, ou na busca de novos ativos financeiros, diversifique aplicações e antecipe compras natalinas.