“OS MÉDICOS SEM FRONTEIRAS”

“OS MÉDICOS SEM FRONTEIRAS”

Welinton dos Santos é economista e psicopedagogo

Os médicos sem fronteiras auxiliam a mais de 10 milhões de pessoas por ano, nos 60 países em que estão atendendo. A organização vive com doações de pessoas físicas, que compõem 75% de sua receita, ao todo são 3 milhões de doadores pelo mundo, mas este número necessita aumentar, para que mais e mais vidas sejam salvas.

Houve em virtude da crise internacional o recuo de investimentos em tratamentos de HIV, principalmente no Continente Africano, mas o programa precisa continuar para reduzir os níveis de mortalidade.

Sem a ajuda humanitária dos médicos sem fronteiras no Sudão muitas vidas seriam ceifadas. Os confrontos perto de Shangil Tobaya se intensificaram a partir de 04 de novembro, na cidade de Shangil Tobaya e Darfur Norte, que deixaram centenas de famílias desabrigadas e o papel da força de socorro dos médicos sem fronteiras está sendo vital para aquelas famílias.

Poucos conhecem o papel deles no Brasil, mas é possível obter informações e assistir um filme sobre a organização no site: http://www.msf.org.br/filme/

Com apenas R$ 30,00 por mês eles conseguem vacinar 200 crianças por ano contra a meningite, ou mesmo equipar médicos que vão para locais de conflitos e guerras.

Eles atuam com projetos no Brasil, principalmente em regiões carentes do Rio de Janeiro, Vale do Jequitinhonha, e auxílio a núcleos de saúde, bem como treinamento e suporte a comunidades carentes em questões de integração de saúde e atendimento emergencial.

Na Ásia eles estão auxiliando comunidades nos seguintes países: Armênia, Bangladesh, Camboja, China, Coréia do Norte, Autoridade Palestina, Filipinas, Geórgia, Índia, Indonésia, Irã, Laos, Nepal, Paquistão, Tailândia, Turcomenistão, Uzbequistão.

Na África está auxiliando 27 países, na República Centro Africana, mais de 1.300 crianças, a maioria com desnutrição grave entraram no Programa MSF (Médicos Sem Fronteiras) nos últimos dias, provocadas pela crise no seguimento de minério, que acarretou a perda das poucas ocupações profissionais da região e a fome está assolando as cidades.

A entidade está necessitando de ajuda, a sensibilização é importante, visto que poucas pessoas são corajosas o suficiente para enfrentar os limites da ajuda humanitária em países de conflito e de sofrimento físico, portanto, defender os direitos fundamentais das populações é o dever da cada cidadão planetário.