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"Querer o nada a nada querer"

  Angústia é descobrir-se sozinho em desalento macabro, agonia é quando você quer estar só e não lhe deixam ficar solitário "em paz". o turbilhão de sentidos e máximas não alteram somente a perplexidade do ser, como alimentam essa existência. Com virtude e vislumbre da perversa compaixão - hipócrita e doentia - é que muitas vezes nos damos conta do perigo que representamos para nós mesmos.
  É melhor "querer o nada a nada querer", porque só assim nos sentimos vivos; já que não nos ensinam a morrer, a desesperar-se, a afligir-se, em vez de apenas lamentar-se. O óbvio, desse ciclo maldito e cruel - de nossa ímpfia participação - no nicho biológico é que somos passageiros e necessitamos findar para dar continuidade a outros. A maior contribuição que posso dar é aguardar no silêncio o meu olhar desviar-se para o horizonte incerto e só assim serei feliz:
- Por que só assim saberei quem realmente sou e que pra nenhum lugar irei além de mim...
 
Humberto Matias de Amorim Sobrinho
Enviado por Humberto Matias de Amorim Sobrinho em 18/07/2006
Código do texto: T196612
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Humberto Matias de Amorim Sobrinho
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Matias de Amorim Sobrinho