RELIGARE*

*O Termo Religião é usado, porque significa religare (do latim), religar o homem à divindade. E isto de religar o homem com a divindade a gnosis faz com seus ensinamentos, bastando que cada um de nós faça uso deles.
http://64.233.163.132/search?g=cache:vknkwj0Aw_EJ:clxv.org/_textos/textos/txtgnosis.pergresp.religiao.htm+religare+latim&cd=23&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
-
 Que anda acontecendo?!

Religiões aparentam ruir quanto velhas civilizações, em velocidade acelerada. Notícias espantosas nos atordoam diariamente, envolvendo corrupção e atos deprimentes da parte de líderes religiosos em nações várias do mundo. Debates calorosos atormentam, sem proveito útil, as várias vertentes das lides espíritas e espiritualistas, em meio a acusações de fraudes, a intolerâncias e incompreensões, sem proveito para ninguém, e num meio - note-se! - onde o que deveria prevalecer seria o dar de mãos permanente entre irmãos de ideal que, em trabalhando com equipes de luz da invisibilidade, deveria fazer prevalecer sobre as vaidades e limitações pessoais os objetivos solenes de esclarecimento da humanidade. E em meio ao inédito estado caótico que tais circunstâncias desencadeiam, seres humanos se perdem, deprimidos e céticos, por entre violentas polêmicas, divagações estéreis, tristeza e descrença.

Como ter certeza de algo mais no que concerne a tudo o que as instituições religiosas seculares apregoaram como verdades definitivas em relação aos principais temas do espírito humano, se os assim comprometidos com a difícil tarefa de orientação de outros fracassam tão fragorosamente no seu propósito e - mais importante! - nos seus contextos particulares de vida? Com tais alegações, não é de admirar que muitos optem pela descrença radical e se tornem ateus, céticos convictos. É compreensível. A andar sobre um território de areia movediça indicado quiçá por guias cegos, melhor que se confie na própria percepção.

Mas deixe-me dizer que podemos perceber neste caos razões maiores, mais elevadas, se lançarmos sobre este estado de coisas um olhar de cima. Há uma diretriz despercebida e obediente à regência precisa das mesmas Leis mantenedoras da Vida no Universo. Toda a efervescência, desta ótica superior, tem uma razão de ser e cumpre um propósito; acontece como preâmbulo do real religare à divindade, ao cerne da Vida; é limiar de um rumo inédito a ser adotado pela humanidade. Quero dizer, amigos, que o homem do futuro, e mesmo de agora, não logra mais viver de aparências. De fato, toda a ruína despojada do sopro vital legítimo deverá ser alijada para dar lugar à autenticidade definitiva de todas as coisas. Seja em quais setores for da atuação humana.

Nada, pois, que for destituído de autenticidade permanecerá de pé. Religiões de rótulo e de interesses deverão ceder lugar às experiências de percepção direta. Estas já aconteciam desde sempre, mas houve um monopólio extratificado de instituições que pretenderam se apoderar do controle de vivências que repousam, antes, no universo subjetivo da evolução espiritual humana - o que mais cedo ou mais tarde haveria de estiolar. Previsível, porque, o que nalgum momento funcionou como impositivo ao controle da manifestação espontânea das paixões mais bestiais do indivíduo, agora, na era da tecnologia e da aferição de tudo a partir da racionalidade, fatalmente haveria de malograr.

Efetivamente, não há mais que se referir a um Deus se o indivíduo não possui a vivência direta da divindade em si, que o concite a respeitar e venerar esta mesma divindade no íntimo do próximo. Não existe forma possível de impor a ninguém as convicções da existência das esferas dimensionais da Vida para além da percepção restrita dos sentidos materiais, se o sujeito ainda mal se dá conta de que o principal de si não reside no corpo físico. Não! O fruto ainda não se acha pronto. Muito, aí, há que ser maturado em termos de sensibilidade, e em muito poucos casos haverá de ser a experiência do outro que o convencerá de algo neste sentido.

Na minha tarefa literária mediúnica, ouço sempre este tipo de comentário, exposto de modo gentil, é certo, da parte de pessoas amigas de minha relação - todavia, perfeitamente compreensível: - Bem, acho que a filosofia espírita é a mais lógica, e conta mais com a minha simpatia, mas nunca aconteceu nada comigo que provasse que isto é verdade, então...

Não obstante, fazem perguntas de bom grado sobre as minhas vivências, entregam-se à reflexão, admitem muita coisa. Há que se alijar da inércia e sair em busca. Mas cabe-me respeitar-lhes o ritmo, as tendências e a orientação sagrada, única de seu livre arbítrio e subjetividade nos caminhos deste mundo. Por uma razão simples: se hoje me atenho, ainda e apesar de tudo, à convicção do trabalho espírita e às certezas do que esta doutrina maravilhosa me revelou numa etapa já recuada da minha atual trajetória, assim é, principalmente, pelo repertório forte de vivências que me autorizam confirmar de maneira iniludível serem todas estas coisas o mais honesto extrato da verdade das principais questões que intrigam o homem, desde as eras mais obscuras!

Há vida após a morte? Os desencarnados de fato intercambiam conosco? Efeitos físicos (interferência direta dos desencarnados na matéria de forma cabal, acessível à nossa percepção) de fato acontecem? E os fenômenos da psicografia? E os fatos relacionados à mediunidade intuitiva?

Sem o menor receio de faltar com a verdade na hora de expor por escrito aos meus leitores, como agora, afirmo que cada ítem mencionado acima, em variadas ocasiões onde o fator mediúnico se fez presente comprovando a nossa interação contínua com as dimensões extra-corpóreas, foi demonstrado e me favoreceu em diversas oportunidades - em muitas, mesmo sem minha participação intencional. Simplesmente "o lado de lá" se fez presente e atraiu a minha atenção em momentos nos quais julgou oportuno.

Já mencionei tais fatos em artigos anteriores, mas no intuito de ilustrar o raciocínio aqui exposto, nunca é demais repetir alguns ítens:

- Da vez em que, em estado de projeção noturna para fora do corpo, meu saudoso avô, remoçado e sorridente, me visitou tecendo comentário sobre minha avó, ainda hoje encarnada, cuja veracidade foi confirmada logo no dia seguinte, após o despertar, porque até então eu desconhecia a que ele aludia (uma viagem recente dela para Petrópolis);

- Uma senhorinha se materializou num banheiro do ministério onde trabalhei há muitos anos, vista por outra testemunha, uma funcionária do local; e, literalmente "se volatizou" do ambiente sem ter usado, em absoluto, a porta para sua saída;

- O modo como veio-me a primeira obra psicografada (sem mencionar aqui o extenso relato de fenômenos únicos havidos durante o seu recebimento), quando posteriormente, através de pesquisas intensas, pude comprovar a identidade do autor desencarnado, que é meu mentor nesta atual trajetória física;

- Tendo saído na companhia de um amigo há muitos anos, e estando num restaurante aprazível de Ipanema em ocasião do falecimento recente de seu pai, a lata de refrigerante sobre a mesa em torno da qual nos acomodávamos se pôs a deslocar-se sozinha de um para outro lado, deslizando e chacoalhando, provocando-nos espanto imediato, e - principalmente neste amigo, católico convicto - grande estupor!

- Certa vez ouvi, literalmente, uma frase de um colega com quem conversava no trabalho antes que ele abrisse a boca.

É este, portanto, o caminho: a vivência! Porque é esta que, aliada ao arcabouço da lógica racional, de futuro reconciliará o homem com as realidades maiores da Existência!
Christina Nunes
Enviado por Christina Nunes em 13/03/2010
Reeditado em 13/03/2010
Código do texto: T2136181
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.