Ciro II, Cambises II e Dário I, reis do Império Persa

HOUVE DOIS BELSAZAR

Historiadores mal informados, e entre eles, alguns mal intencionados afrontam a Bíblia, e zombam do Livro de Daniel, como foi o caso de Herbert Donner, em seu livro História de Israel e dos povos vizinhos, Editora Sinodal, 2004, Volume 2, página 418.

"Donner" não aventou a possibilidade de ter havido "dois Belsazar", ou simplesmente, por preconceito, ou ego inflamado, optou por ridicularizar o livro de Daniel, chamando-o de lendários, e acusando Daniel de grave deturpador da História.

Belsazar, um dos filhos de Nabucodonosor, reinou na província de Ur, dos caldeus, de 559 a 556 a.C. - e tendo afrontado ao Senhor Deus, conforme a Bíblia, foi morto, e o seu reino, de Ur dos caldeus, foi tomado por Dario, filho de Assuero, rei da Média (Dn 5:1,2,11,31 e 8:1 e 9:1).

Evil-Merodaque, irmão de Belsazar, sucedeu a seu pai Nabucodonosor, na cidade de Babilônia, e reinou na província de Babilônia (Dn 2:48), entre os anos de 562 a 560 a.C. (2Rs 25:27-30).

No terceiro ano do reinado de Assuero (Astiages), 582 a.C. o império da Média e Pérsia era constituído de 127 províncias, e nelas reinavam sete príncipes, possivelmente filhos de Assuero (Ester 1:1,14).

Após a morte de Evil-Merodaque, Babilônia foi entregue a Neriglissar, genro de Nabucodonosor, que reinou de 560 a 556 a.C.

Na História da Antiguidade iremos encontrar outro Belsazar, que era filho de Nabonid.

Este Belsazar e seu pai Nabonid reinaram conjuntamente nas cidades de Babilônia e Harã, de 556 a 539 a.C., quando então, o rei da Pérsia, Ciro II, tomou Babilônia para si.

O fim de vida deste Belsazar, e de seu pai Nabonid, ninguém sabe. Este Belsazar perdeu o seu reino da Babilônia para Ciro II, rei da Pérsia (História de Israel e dos povos vizinhos, Herbert Donner, Editora Sinodal, 2004, vol.2, páginas 415-418).

ASSUERO e ASTIAGES SÃO A MESMA PESSOA

Astiages reinou de 585 a 550 no império da Média-Pérsia (Et 3:7).

Astiages é como se escrevia em grego; Astuiga em babilônio; “Istum egu” em persa; Achashverosh em hebraico; e Assuero em português.

Ctesias, historiador grego, diz que “Astuiga” significa destruidor de muralhas. Mas, em babilônio significa saqueador de cidades.

Isaías diz que Deus criou o assolador para destruir (Is 54:16).

Jeremias diz acima que as cidades foram assoladas (pelo assolador, destruidor), (Jr 10:22).

E de assolador vem por corruptela da língua, Assuero.

Achashverosh (Assuero) significa em hebraico: chash é brilhante, e rosh é cabeça ou o primeiro. Achashverosh significa isto: o primeiro (cabeça), o mais brilhante.

O brilho do Sol é o primeiro, o que brilha mais, embora isto seja comum e por isso, não surpreendente.

Mas, destacável e surpreendente foi Vênus, que neste tempo, 638-614, voltou a estar muito próximo da Terra, assolando-a, e brilhando intensamente.

Assuero nasceu em 635 e possivelmente, no seu nome carrega esta lembrança.

Assuero e Astiages é a mesma pessoa que reinou na Média-Pérsia, 585-550, cujo pai chamava-se Quiaxares (Ciaxares) na língua grega, ou Umakishtar na língua babilônica.

Desse nome, Umakishtar, destaque-se “ishtar” que era a deusa de Vênus “a brilhante estrela da manhã, que assolou as nações quando subiu até ao mais alto dos céus, querendo se assemelhar a Deus; que estremeceu os céus e sacudiu a terra do seu lugar, nos dias do profeta Isaías” (Is 13:13, 14:12-14); e “Umak”que possivelmente seja Marduk ou Anhouma (no zoroastrismo), que era o deus de Júpiter.

Astiages, tem o significado de “destruidor de muralhas” ou “saqueador de cidades” e estes adjetivos também eram dados ao deus de Marte, que era chamado entre os romanos de “o deus da guerra”; e Assuero significa “assolador”:

E tanto Vênus quanto Marte, assolavam e destruíam as cidades no período de 747 a 557 a.C. e eram extremamente brilhantes (Chash).

A principal evidência que o rei Assuero é o mesmo Astiages, são os fatos da vida de Mordecai e de sua prima Hadassa (Ester).

Mordecai tinha 95 anos em 520 a.C. quando retorna para Jerusalém junto com os israelitas que acompanhavam a Zorobabel (Ed 2:2 , 3:12,13).

Mordecai tinha 17 anos quando vai pro cativeiro da Babilônia, em 598.

Em 585, quando “Ester, entre as virgens de boa aparência e formosura, se apresentam ao rei Assuero, para ver qual delas seria a desposada” (Et 2:2,5-18), Mordecai, tinha trinta anos; e esse nome se assemelha a Marduk, o deus de Júpiter dos babilônios.

Mordecai, possivelmente, não era o nome que ele tinha quando foi circuncidado, mas, um pseudônimo, para ocultar a sua estirpe real (da descendência de Quis, que gerou ao rei Saul - 1Cr 8:33 , Et 2:5).

Mordecai e Ester procuraram manter no anonimato a sua nacionalidade judia (Et 2:10 , 8:1).

Dario, filho de Assuero (Astiages) tinha 62 anos em 556 a.C. quando se apodera de Ur dos caldeus, ao vencer e matar Belsazar, o segundo filho de Nabucodonosoro (Dn 5:11,30,31). Logo, Dario nasceu em 618 a.C.

Assuero, gera este seu filho chamado Dario (não confundir este Dario com Dario I rei da Pérsia), quando tinha cerca de 17 ano. Portanto, Assuero nasceu em 635 a.C.

Quiaxares começou a reinar no império da Média-Pérsia, em 616. Neste ano, nasceu a sua filha Amitis. Amitis tinha três anos em 613, quando foi prometida e dada em casamento ao jovem Nabucodonosor, filho primogênito do rei Nabopolassar.

Berossos, sacerdote babilônio que escreveu no século II a.C., diz que a aliança da Média com a Babilônia, na guerra contra os Assírios, foi selada, em 613, com o casamento de Amitis, irmã de Astiages, com o futuro rei Nabucodonosor II.

Astiages (Assuero) tinha 50 anos, em 585 a.C. quando começou a reinar na Média.

Quando Ciro II, de modo pacífico, se apossou da Média, em 550 a.C., Astiages tinha 85 anos.

Diz a tradição, que Ciro II também foi filho de Assuero com a judia Ester.

Astiages casou-se com Arienis, filha de Aliates, rei da Lídia.

Arienis era irmã de Creso, e Creso sucedeu ao seu pai Aliates.

Astiages e Arienis geraram a Dario, o meda, em 618 a.C. (Dn 5:31).

Sendo Astiages o mesmo Assuero, então Arienis seria a rainha Vasti, que afrontou ao seu marido, o rei Assuero (Et 1).

Vasti só não foi executada sumariamente pela afronta que fez ao rei, porque Aliates e Creso eram aliados do rei Assuero (Astiages), entretanto, ela foi destituída do título de rainha e ficou impedida de todos os direitos (ver “Gyges” neste livro).

Astiages (Assuero) teve outra esposa desconhecida dos historiadores. Diz a lenda que esta desconhecida gerou três filhos: Cambises I, Ciro I e Ciro II.

Astiages mandou matar aos três, mas Ciro II conseguiu sobreviver, graças a astúcia de um servo de Astiages, que o deu aos aquemênidas, no Elão, para ser criado e educado.

Essa esposa desconhecida era a Ester da Bíblia, aquela que casou com Assuero, em 579 a.C. (Et 2:16,17).

Em 579, Nabucodonosor II foi reconduzido ao seu trono em Babilônia, possivelmente por Assuero (Astiages), pois, do terceiro ao sétimo ano de seu reinado, Assuero/Astiages não tomou providências para escolher outra rainha para o lugar de Vasti (Et 1:3 e 2:16).

Ciro II deve ter nascido no quarto ano em que Ester era rainha, em 576 a.C. e, se assim é, ele teria 26 anos em 550, quando assumiu o trono da Média, em lugar de Astiages/Assuero.

Os judeus progrediram muito no império medo-persa, ao exterminarem com todos os agagitas (hagarenos), seus inimigos. Além disso, assumiram o total controle do Império, com Mordecai e a rainha Ester.

Isto pode ter levado Astiages/Assuero a tomar providências, para que os seus filhos meio judeus, não viessem a ser seus herdeiros, em lugar dos sete príncipes dos medos e dos persas (Et 1:14).

Assuero era instável: tinha dado uma ordem para que todos os judeus fossem mortos, em 574, no duodécimo ano de seu reinado (Et 3:7); depois, reformou sutilmente esta ordem e mandou que os judeus se defendessem e matassem a todos os seus inimigos (Et 8:11).

Assim também, o rei Assuero/Astiages poderia ter dado outra ordem, anos depois de 574, quando a população judaica tinha crescido e progredido muito, para que fossem mortos ou expulsos do Império da Média.

Heródoto, em 450 a.C. discorrendo sobre as raças existentes na Média, não menciona os judeus ou israelitas.

As raças mencionadas por ele foram: os busas paretacenos, os estrucatas, os arizantos, os búdios e os magos.

Teria havido uma expulsão dos israelitas da Média, já que ali, na Média, havia essa raça comprovadamente?

Assurbanípal (também conhecido como Nabucodonosor I ), em 658 destruiu com a cidade de Susã, reconstruída depois por Assuero/Astiages, e achou-se em seus zigurates, em meio aos ladrilhos, grandes quantidades de chifres cobreados e brilhante de sua deusa Ashteroth-Karnaim, que significa “Vênus dos Cornos” .

Alguns há que querem que Assuero seja XERXES que reinou entre 486-465 a.C. e que teve o seu trono em Persépolis, capital da Pérsia (e não em Susã na Média, como foi o caso de Assuero (Et 1:2, 9:6).

Para que isso fosse verdade teria que se destruir com o livro de Daniel, pois Daniel diz que “Dario, o medo, aos 62 anos, se apoderou do reino (Ur dos caldeus)” ... “No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus” ... “Mas eu (Daniel), no primeiro ano de Dario, o medo”... (Dn 5:31, 9:1, 11:1).

Daniel existiu no período de 620 a 537 a.C., e Mordecai, primo da rainha Ester, existiu no período de 615 a 516 a.C.

(Ed 2:2, 3:12), logo, que tem eles a ver com XERXES?

Heródoto em 450 não menciona nenhuma raça semita, muito menos israelita na Média. E isso seria estranho se Xerxes fosse Assuero e Ester fosse a rainha.

Como poderiam ter sumido, do 12º ano (474 a.C.) do reinado de Xerxes (Et 3:7) até quinze anos além do seu reinado, 450 a.C., todos os judeus da Média, ainda mais se levando em conta que os judeus estavam muito prósperos e senhores da situação, já que Mordecai era o primeiro-ministro e a rainha era Ester? (Et 10:3).

Heródoto constatou que não havia mais israelitas na Média porque a maioria deles haviam deixado a Média, a partir de 538 até 516, obedecendo ao Edito de Ciro II, e retornado para Jerusalém.

Com que judeus contou então a rainha Ester e Mordecai para exterminar com 75.810 agagitas, seus inimigos? (Et 8:10-13, 9:3-12,16).

CIRO II

“Eis que eu (Deus) despertarei contra eles (babilônios) os medos ... os seus arcos matarão os jovens... Sobe ó Elão, sitia, ó Média... Caiu, caiu Babilônia...” (Is 13:17-19 e 21:2,9).

Quando se realizou esta profecia, Ciro II que fora criado e educado pelos aquemênidas, no Elão, já tinha anexado o Elão ao império da Média-Pérsia, em 549.

Isaías, de certa forma, confirma aqui que Ciro II era também do Elão e da Média:

“... que digo (diz Deus) de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado”.

“Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis... Eu irei adiante de ti... para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chamo pelo teu nome. Por amor de meu servo Jacó e de Israel, meu escolhido; eu te chamei pelo teu nome e te pus o sobrenome, ainda que não me conheças”...

CIRO II, PASTOR de DEUS

“Eu, na minha justiça, suscitei a Ciro e todos os seus caminhos endireitarei; ele edificará a minha cidade e libertará os meus exilados, não por preço nem por presentes diz o Senhor dos Exércitos” (Is 44:28 , 45:1-7,13).

Ciro II teve a suprema honra de ser chamado por Deus de seu pastor, embora Ciro ainda não tivesse um conhecimento do Deus de Israel.

Também, pela lei mosaica, jamais um incircunciso faria parte da congregação judaica e muito menos seria um pastor do povo de Deus.

Ciro II foi chamado por Deus por ser filho de uma judia. Esta judia era Ester.

Ciro II era um homem extremamente piedoso, e sua religião, era o zoroastrismo (Mazdeismo).

Ciro II foi tolerante para com as demais religiões, possivelmente porque sua mãe professava o judaísmo.

Ciro II considerava os judeus como seus meios-irmãos na fé, e contou com eles para fazer a vontade do Deus dos Céus (2Cr 36:23), que era a de que ele, Ciro, libertasse os israelitas do cativeiro, reconstruísse a Casa de Deus em Jerusalém, e conquistasse o Egito, para que o Deus de Israel fosse glorificado como o único Deus (Is 45:13-18).

Ciro II não contava com a resistência dos judeus ao desobedecer ao seu Édito.

Os judeus estavam bem instalados e confortáveis em Babilônia, e confiados de que Ciro II era seu meio–irmão, não obedeceram a sua ordem para que voltassem para Jerusalém.

Ciro empenhou-se nesta missão e despendeu grande riqueza pessoal e de seus súditos nisto. Entretanto, os israelitas não o levaram muito a sério (Ed 1).

Até o próprio Deus reclamou desta indiferença do seu povo que estava livre do cativeiro, mas, permanecia em Babilônia:

“Acaso, é tempo de vós habitardes em casas apaineladas (revestidas de estuque), enquanto esta Casa (o antigo Templo em Jerusalém que ainda não havia sido reconstruído) permanece em ruínas?” (Ag 1:4).

A maioria do povo que veio com Sesbazar para Jerusalém, era constituída de israelitas, e uns poucos do reino de Judá (1Cr 9:2,3), e esta primeira tentativa de repatriar os israelitas e judeus para Jerusalém fracassou.

Uma segunda tentativa foi efetuada por Cambises e concluída no reinado de Dario I, entre 522 e 516, quando os israelitas liderados por Zorobabel reedificaram o segundo Templo.

Mas, setenta anos depois, em 446, Jerusalém estava em completa ruína (tudo indica que uma catástrofe cósmica destruiu com Jerusalém, novamente, conforme a profecia de Ageu e constatada por Neemias) (Ag 2:6,21 , Ed 3:8 , 4:24 , 6:1-15 , 8:17,18 , Ne 2:17 , 7:4).

Os persas eram formados das seguintes raças: persas, semitas, medos, gregos, armênios, egípcios, indianos.

Ciro II foi criado e educado pelos aquemênidas, descendentes dos gregos que formaram uma estirpe dinástica persa, no antigo Elão, na cidade de Ansã, distante uns 20 km de Susã, na Média.

Os aquemênidas (aqaiwasta) eram, possivelmente, os aqueus do Peloponeso, que junto com outras tribos europeias (etruscos, etc.) invadiram a Ásia Menor, e se estabeleceram na Lídia, na Média e no Elão, por volta do ano 1200 a.C.

Também se diz que os aquemênidas tiveram como o primeiro rei da cidade de Ansã, ao semi-lendário Aquêmenes (700-675 a.C.), que era um rei do Egito.

Virgílio, em seu livro “Eneida”, cita o nome de um grego, Aquêmenes, na guerra de Tróia, 1200-1183 a.C., como uma personagem que saindo de uma caverna, aparece e conversa com Enéias.

*Enéias fundou Roma em torno do ano 1000 a.C.

CAMBISES II

Em 530, Ciro II morre em batalha, contra os massagetas e seu filho Cambises II o sucede no trono da Pérsia (530-522 a.C.) que deveria ser ocupado pelo príncipe herdeiro Bardya.

Bardya (Smerdes em grego) foi assassinado, segundo alguns historiadores, por esse seu irmão Cambises.

Gaumata, um mago (mágico), sublevou-se, apoiado por sacerdotes, em 522, fazendo-se passar por Bardya (Smerdes), e por oito meses o Império mergulhou numa grave crise dinástica.

Cambises II vindo do Egito para a Pérsia soube que Gaumata sublevara-se e estava ocupando o trono, fazendo-se passar por seu irmão. Cambises ficou muito perturbado com essa notícia e suicidou-se perto do monte Carmelo na Palestina.

Sublevaram-se também, os reinos da Média, Elão e Babilônia. Estes reinos passaram a ser governados por “reis de mentira” segundo uma inscrição de Behistun.

Isto pode indicar que eram como Gaumata, magos ou mágicos, que se fizeram passar por outros reis já mortos.

Gaumata o “rei de mentira” estabeleceu-se em Babilônia, e tudo indica que ele reinou com o nome de Artaxerxes, e se não foi Gaumata, então foi o outro que passou a reinar ali, e isso explicaria a confusão que dá para situar os anos de Esdras e Neemias da cronologia bíblica em relação à histórica (Ed 4:7).

Houve um Artaxerxes que reinou na Média, em 650 a.C., e que foi morto por Assurbanipal, rei da Assíria, que é mencionado no Livro de Judite. Teriam estes “reis de mentira” assumido como se fosse esse rei morto?

DARIO I

Dario I filho de Hystaspes, sátrapa da Partia era casado com Atossa, filha de Ciro II, e sucedeu a Cambises II no trono da Pérsia (522-486), após subjugar a rebelião na Pérsia em setembro de 522 a.C., quando manda executar Gaumata.

E em dezembro daquele ano, Dario I põe fim ao levante, subjugando a Babilônia.

Daniel, em 539, teve uma visão onde quatro reis reinariam na Pérsia, antes dela ser invadida e dominada por Alexandre Magno, rei da Macedônia e da Grécia (Dn 11:1-3).

Estes quatro reis devem ser entendidos como quatro dinastias, pois, na Antiguidade, o pai, seu filho e seu neto, formavam um patriarcado.

São estas as quatro dinastias:

Primeira dinastia: 559-530 – Ciro II

530-522 – Cambises II

Segunda dinastia: 522-486 – Dario I Hystaspes

486-465 – Xerxes I, filho de Dario I

465-425 – Artaxerxes I Longimanus

Terceira dinastia: 424-404 – Dario II, filho de Oxos

404-359 – Artaxerxes II Mnemom

359-338 – Artaxerxes III Ochos

Quarta dinastia: 338-336 – Arses

336-331 – Dario III Codomanos

ELÃO

Elão foi o primogênito de Sem, e nasceu em 2450, no primeiro ano do Dilúvio e, portanto, nasceu antes de Assur e Arfaxade (Gn 10:22 e 11:10).

Elão habitou na terra de Sinear, depois atravessou o Eufrates e estabeleceu-se nas vizinhanças do rio Tigre, e ali foi o patriarca dos elamitas.

Os israelitas quando foram para o exílio em 704 a.C., e depois os judeus em 598; se acasalaram com as mulheres elamitas, pois, como eles, eram semitas também.

Disso, resultou mais duas famílias elamitas, uma de Israel e outra de Judá, e ambas tinham 1254 descendentes quando foram repatriados pra Judá, em 522 a.C. (Ed 2:7,31).

Uma das ramificações da tribo dos benjamitas, de Eúde, foi levada para o cativeiro da Babilônia e habitaram em Manaate, em 598 a.C.

Outro Elão, benjamita, filho de Sasaque, retornou do cativeiro babilônico e habitou em Jerusalém (1Cr 8).

Mordecai, benjamita, pertencia a esse grupo de repatriados, que retornaram para Jerusalém, em 522 (Ed 2:2 Et 2:5-7).

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Darci Ubirajara
Enviado por Darci Ubirajara em 02/11/2010
Reeditado em 16/11/2019
Código do texto: T2591915
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