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Direitos Humanos e elite alienadora

A sociedade em nosso país é regida pela democracia.Porém uma democracia que privilegia os valores individuais de uma determinada classe dominante, abastada e formadora de uma opinião que domina uma massa da população que corresponde a quase 90 % e que está sujeita ao desejo dos demais, que quase sempre julga os fatos sem os conhecer em profundidade (pois seu tempo é muito valioso para ser desperdiçado em ´reminiscências´).
Hoje pela manhã, ao assistir o Primeiro Jornal da Rede Bandeirantes de televisão apresentado pelo âncora Fernando Vieira de Melo, pudemos ver como a falta de conhecimento e informação real somados à intenção de formação de uma opinião imputada pela mídia aos seus telespectadores pode confundir as mentes e subverter as verdades que estão sob os conceitos mastigados pelos órgãos de telecomunicação e entregues a uma população já cansada dos desmandos da classe alta e poderes da República.
O entrevistado da manhã: Coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a tropa da Polícia militar que invadiu o presídio do Carandiru, rebelado em outubro de 2002, foi bombardeado com perguntas insanas e muitas vezes sem o direito de resposta frente às câmeras pelo jornalista Fernando Vieira de Mello. O jornalista indagava ao Coronel sobre o ´massacre´e o acusava como se fosse um defensor público imputando uma pena a quem viveu durante muitos anos o combate ao crime e á violência urbana, criados pela irresponsabilidade do estado (defendido com unhas e dentes por esse repórter).Sabiamente o Coronel Ubiratan, muitas vezes atônito com os ataques do jornalista, respondeu ás acusações apresentando as verdades ocultas: de que ao contrário dos 111 mortos a polícia militar em confronto com marginais - armados com mais de duas dezenas de armas de fogo e outras dezenas de armas cortantes – em legítima defesa tiraram a vida de 102 pessoas, sendo que as outras nove haviam sido mortas por esses mesmos marginais. A contrapartida do enfurecido repórter foi acusar novamente indagando por que nenhum policial havia sido morto, indagação essa que indica que a classe burguesa e o grupo conhecido como ´Direitos Humanos´ não se importa com uma polícia eficiente e aparelhada mas, pelo contrário, quer uma guerra onde se morra um policial para cada bandido perigoso, demonstrando que o desejo do repórter para um confronto policial é que aconteça o que assim foi classificado pelo Coronel como sendo um placar de basquete. Bem sucedida foi a resposta do Coronel Ubiratan que relatou que dezenas de policiais tiveram graves ferimentos, entre eles: perfurações de pulmões, pescoços, inclusive invalidação de membros que deixaram policias paraplégicos e com outras graves seqüelas que levarão para o resto da vida.
Não devemos nos esquecer de que aquela tropa que adentrou um Carandiru ´em chamas´ naquele dia de Outubro tinha a intenção de controlar rebelião e tornar possível a entrada do Corpo de Bombeiros para controlar um incêndio salvando outras 2.100 vidas, porém os policiais, que são tratados pela sociedade como deveria se tratar a um marginal, que recebem salário incompatíveis com o risco que correm e com o trabalho que desempenham, que são malquistos e mal aparelhados pelos governos para enfrentar a guerra urbana que vivemos, pois a parcela da população que detêm 80% dos capitais do país quase sempre pode andar em carros blindados e com seus vários seguranças armados para defendê-los do mínimo mal, não necessitam dessa polícia tão mal estruturada e aparelhada que serve como bandeira de campanha para a massa de manobra. Aquela tropa adentrou para salvar 2.100 vidas e foi recebida a tiros e golpes de facas e agiu, sim, em legítima defesa de suas vidas, famílias, esposas, pais, mães e filhos que deles dependem, executando trabalho honesto e não desordem dentro de uma unidade composta em sua maioria por assassinos, estupradores, ladrões e criminosos de toda espécie.
A organização conhecida como ´Direitos Humanos´ (que muitas vezes defende direitos a criminosos e insegurança à população honesta) reagiu á anulação da condenação a 632 anos do Coronel Ubiratan pois este último é um policial que dedicou sua vida, imputando riscos à sua família e à sua própria vida e foi obrigado a se defender de um ataque. Atrás de suas mesas, alguns juízes, procuradores, etc. que acabaram de se formar em suas universidades, custeados muitas vezes por pais abastados, e que sequer um dia precisaram enfrentar a cidade a bordo de um ônibus, imputam penas a policiais e a cidadãos que se defendem da violência urbana, porém ao mesmo tempo, iludidos pelos ´Direitos Humanos´ absolvem perigosos bandidos e criminosos que necessitam de prisão e tratamento.
Já presenciamos diversas vezes cidadãos e principalmente policiais, que dedicaram sua vida pela justiça, retirando da rua muitas vezes drogas, armas e elucidando crimes, serem presos, sem direito a defesa em liberdade por diversas acusações (ao contrário de outros privilegiados) privados do convívio de seus familiares e de seu orgulho pela braveza ao executar suas funções.
Ninguém quer mais presenciar isso, e ninguém quer mais ser enganado pelas elites que impõem suas idéias fazendo uma lavagem cerebral na população. Precisamos mudar nossos conceitos sobre justiça urgentemente.
Apucarana
Enviado por Apucarana em 28/01/2007
Código do texto: T361415

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Sobre o autor
Apucarana
Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil, 39 anos
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