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Vivemos em um estado de barbárie

Aquele papo dos advogado de criminosos e de congressistas criminosos de que, no Brasil, a lei tem que ser mais branda, levou o Brasil a um estado de barbárie.
Na quarta feira, dia sete de fevereiro, um menino de seis anos morreu ao ser arrastado durante sete km, depois do carro em que estava ter sido assaltado. Segundo policiais militares, a criança, de seis anos, a irmã, de treze anos, e a mãe dele passavam de carro pela rua quando foram abordados por três criminosos armados. A mãe foi retirada do veículo e, ao tentar soltar o cinto de segurança do filho, foi surpreendida pelos ladrões, que assumiram a direção e partiram em disparada. Segundo a polícia, o menino de seis anos, sentado no banco de trás, foi arrastado durante quinze minutos pelas ruas de quatro bairros do Rio de Janeiro. De acordo com testemunhas, moradores gritavam desesperados ao ver a criança sendo levada. Os bandidos foram frios a ponto de dirigir em zigue-zague, tentando se desvencilhar do corpo da criança.
No ano de 2005, as armas de fogo vendidas ao ordeiro cidadão pagador de impostos não chegou a 1500 unidades em todo o Brasil. No mesmo ano, gastou-se mais de 500 milhões numa pergunta para então, proibir a venda de 1500 armas de fogo por ano.
Dos 170 milhões orçados para a segurança pública daquele ano, apenas um terço chegaram as policias de todo o Brasil, o restante, ficaram sob o contingenciamento de despesas orçamentária para se formar um tal superávit primário.
A vitória do NÃO no referendo da vendas de armas em 2005 foi um recado claríssimo da sociedade brasileira. Enganam-se aqueles que pensam que as pessoas gostam de andar armadas por ai ou de revolveres e espingardas em casa. Ninguém gosta disso não. Votaram NÃO porque se sentem inseguros, desprotegidos pelo Estado que deixou a segurança pública beirar a falência em quase todo o Brasil.
Num país em que se assaltam delegacias e se resgatam presos, em que os bandidos mandam fechar o comércio de bairros inteiros e usam granadas, metralhadora e mísseis para atacar a polícia, só podia ganhar o NÃO. A propaganda do sim não encontrou ECO na REALIDADE. Mata-se nas ruas, nos sinais de trânsito, nas favelas e até nos condomínios fechados, protegidos pela vigilância particular.
Apesar do esforço e da dedicação de muitos policiais, a maioria sem dúvida, a policia vem sendo sistematicamente derrotada pelos bandidos, pela bandidagem de toda a ordem e pela ineficiência das gestões da segurança pública.
Não sabemos o que nos espera na próxima esquina, no próximo sinal de trânsito, essa que é a nossa realidade.
A dinheirama toda gasta naquele referendo, seria melhor aproveitado e bem utilizados se fossem aplicados na segurança publica. É crescente o consumo de "espinafre" dessa nossa opinião e por aí vamos convivendo nesse sistema, consumindo os desvios da Atenção e Foco, colocando nossas mentes a disposição dessas manobras bem "espertamente" articuladas.
Como toda farra é custeada com o meu, o seu, o nosso dinheiro, caberia a sociedade naquele desvio das atenções, o tal referendo do sim ou não, questionamentos, ações judiciais e atitudes que impedissem a sua realização e para se fazer que o gasto destinado ao tal referendo, o gasto com as gratificações a entrega da arma, os gastos com propaganda e publicidade daquela campanha do desarmamento, fossem destinado em dobro para o aparelhamento (aumentos de salários e aumentos orçamentários destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública) e instrumentos (coletes, algemas, máscaras de gás, armas, rádio comunicador...) que dessem uma melhor estabilidade e segurança as nossas policias.
Mesmo assim, as corporações policiais vem intensificando e triplicando as ações conjuntas das policias civil e militar, no combate ao crime e ao tráfico de drogas. Desmanchando quadrilhas e inclusive, detectando, demitindo ou encarcerando também em suas grades, quadrilhas de maus policiais (690 policiais em SP em 2005) envolvidos no crime, que mancham o nome dessas corporações. Curiosamente, a policia militar de São Paulo, afasta de suas atividades, dois policiais que, preocupados com o sucateamento dos equipamentos de trabalho, os quais são utilizados nessas ações, denunciaram ao jornalista Milton Paron (programa Ciranda da Cidade, Rádio Bandeirantes) o revezamento dos coletes balístico que são obrigados a fazer por falta da quantidade adequada desse equipamento que protege a integridade física do policial.
Todo policial deve ter um colete à prova de balas.
De políticos de todas as espécies, servidores públicos de qualquer exercício de cargo, civis inseridos em quadrilhas bem aparelhadas e esquemas muito bem organizados, abrigados em entidades, associações, igrejas, sindicatos ou grupos e amparados por ternos, talieurs, batinas, aventais, togas e fardas, que usam de suas influências e que desviam recursos, materiais e instrumentos públicos, obtidos através do povo, assaltantes, traficantes, a um simples marginal ladrão de galinha que começa a escalada do crime empunhando uma arma, na minha opinião, são todos bandidos.
Muitos desses malufs, acms, lulas, edirmacedos, casaisRenascerEmCristo, garotinhos, crivellas, jobins, dirceus, quercias e afins, que usam de suas influências e que desviam recursos do povo, de obras públicas e recursos destinados à saúde, ensino, segurança, habitação, etc. esses sim os grandes bandidos, câncer de uma sociedade, são adorados-venerados-canonizados por uma grande parte do povo (público-platéia).
Eis porque, na fé e no processo eleitoral tanta gente sempre se oferecem a uma servidão voluntária, na qual os mais hábeis ou os mais poderosos governam as molas ao seu capricho. Eis também o que multiplica esses homens frios, insensíveis a tudo, que só experimentam sensações calculadas que, todavia, sabem excitar nos outros os sentimentos mais caros e as paixões mais fortes, quando estas são úteis aos seus projetos.
Neste país não há eleitores e sim fanáticos simpatizantes e torcedores de homens partidários.
São constantes e já está virando modismo as afirmações comodistas de que não se deve generalizar. Que maus homens há em todos os setores, nos ternos, talieurs, nas batinas, aventais, togas e nas fardas. Como ter a confiança em saber quem é quem?
Os seguidores, os defensores, os admiradores, os bajuladores e principalmente os honestos, honraros, bravos e bons PARES desses setores tinham que ter o dever (serem os primeiros) de agir na tentativa da criação de mecanismos, aparelhamentos, instrumentos e promoção da necessária e eficaz limpeza para honrar os seus e principalmente o orgulho dos uniformes daqueles que tombaram, que foram tingidos de vermelho no "heróico" cumprimento de suas ações e deveres e não se conformarem com a proliferação de maus elementos desfilando com iguais uniformes, usando esses e desses para praticarem seus atos de bandidagem, infectando toda a sociedade.
O grande entrave para a atuação eficaz da Justiça é a existência de leis casuísticas que protelam ao máximo a apuração e o julgamento desses infratores.
A justiça tarda e não raras vezes, falha.
Como lutar pelo direito de exigir punições e que esses recursos desviados voltem aos cofres públicos?
Vivemos nessa tal democracia onde o exercício da autoridade na prática da disciplina e ordem, foi confundida e se confunde com autoritarismo, inclusive com a imprensa que detonou as atitudes de homens capacitados de ontem contra a guerrilha e violência urbana, como o então, o "autoritário" Secretário da Segurança Pública de SP., o Sr. Erasmo Dias.  Agora, essa mesma imprensa está relatando com o sangue da população as ações dessa ditadura dos bandidos, que nasceu nesse nosso mal planejado e conduzido estado de liberalidade tão defendido por essa nossa imprensa comercial.
Esse processo de deterioração do Estado em toda a sua estrutura iniciou-se com essa tal democracia em que vivemos. Com as vitórias do PMDB no ano de 1986 nas eleições em quase todo o Brasil. Com Quércia e Fleury (esse, o único feito merecedor de aplausos, foi a sua ordem de que a Tropa de Choque da Policia invadisse o Carandiru) no Estado de São Paulo e depois, com O PSDB de FHC, Covas e Alckmin, mais o Lula e toda a quadrilha do PT.
Soma-se a essa deterioração o Congresso Nacional que durante esse período fizeram as leis que facilitam a vida dos bandidos. O Povo precisa com urgência da reforma da legislação (o código penal com algumas adaptações data de 1940) com leis severas que estejam de acordo com a vontade popular. A população clama por um Estado punitivo, com leis mais duras, punitivas e mais severas como: a prisão perpetua nos moldes da Alemanha ou então, a pena de morte como há nos Estados Unidos (será que a democracia brasileira é mais avançada do que nos Estados Unidos, onde essa pena é aplicada?).
Tempos duros exigem leis mais severas e aqui no Brasil os juizes ficam de mãos atadas diante das leis de execução penal que permite visitas intimas, saídas temporárias, cumprimento de 1/6 da pena que possibilita o regime semi-aberto, que nada mais é do que rua e, no excesso de prazo: passados 81 dias o réu aguardando julgamento é colocado na rua; na Alemanha o réu pode ficar preso por quatro anos e nos Estados Unidos, por oito anos. Aqui, o Congresso não se movimenta para promulgar leis de acordo com a vontade da população.
Nesse processo deteriorante, a Igreja Católica sempre se colocou a favor dos bandidos e considerou os criminosos como vítimas da sociedade. Algumas ONGs prestam serviços de assistência médica, odontológica e de nutrição alimentícia aos bandidos criminosos. E o povo que através dos impostos paga tudo, permanece em estado de miséria e nossos aposentados, depois de toda uma vida de trabalho, agonizam em filas previdenciárias e são duramente agredidos com declarações das autoridades que acham que as filas são problemas de cultura do brasileiro, que gosta de amanhecer em filas. Soma-se mais ainda, os condutores de nossa política-econômica que concentra renda e multiplica a miséria e a corrupção envolvendo a banda podre de nossas polícias onde, o Ministério Público e o sistema judiciário com seus efetivos abarrotados de serviço, não se responsabiliza ninguém pela entrada de celulares e armas nos presídios, que possibilitam a coordenação sistemática e simultânea do comando criminosos em todo o Estado (os advogados e religiosos, defensores dos bandidos não passam por revistas ao entrar nos presídios). Podemos enumerar outras variadas causas e acrescentar nelas as 900 faculdades de Direito que abrigam professores sem qualificações e sem títulos de Doutores, que formam uma parte considerada de bacharéis que pegam qualquer causa e alguns desses, chegam a exercer funções no Ministério Público, aproveitando as falhas das leis e da justiça para se auto-promoverem.
Todas as ações que estão acontecendo de natureza desse terror, que a população revoltada está presenciando, é um claro atestado de incompetência plena das autoridades. As forças policiais são refém da falta de autoridade de um governo incompetente que se coloca a mercê dos direitos dos "manos", que afasta das ruas o policial envolvido em duas ocorrências de enfrentamento e combate ao crime com balas contra os bandidos e, impede a policia de dar respostas a altura aos bandidos, porque a proliferação das comissões dos defensores dos direitos humanos é contra a policia e dos reais humanos direitos, esses, entregue a própria sorte.
O Estado de Direito do cidadão há muito que foi substituído pelo "Estado da Barbárie".
Basta da inércia oficial ! Basta da incompetência dos administradores da segurança pública, basta do descaso da Justiça para com a sociedade, basta de tanta corrente de orações e basta daquelas cansativas correntes para tal dia colocarmos um pano verde-amarelo nas janelas; ou para outro dia qualquer, sairmos as ruas vestindo uma roupa preta; para aquele dia não esquecermos de acender uma vela para não sei o quê.
Prendemos nossa respiração diante do espanto ao perceber que as ruas do Brasil não são mais do povo. Esse é o retrato que nos mostra uma certa noção do limite da visão e até aonde aprendemos a enxergar.
Olhar, ouvir, conhecer e reagir...
Se não somos surdos e nem cegos, tendo ouvido e enxergando será preciso que falemos, cada um do seu jeito, do jeito que pode ou consegue para bradar nessa clareza que estamos chegando a perfeição da ruína e decadência.
Precisamos reagir, uma reAÇÃO de imediato como uma resposta do AGOra da sociedade, público-eleitores-platéia para esse tratamento o qual somos considerados como servos-idiotas-palhaços-eleitores que contribuímos e até cooperamos para que assim sejamos considerados
No livro de 1764; Dos delitos e das penas, escrito no séc. XVIII por Cesare Beccaria, , sobre a pena de morte, num trecho do capitulo 16 Beccaria disse:
... A morte de um cidadão só pode sem encarada como necessária por dois motivos:
nos momentos de confusão em que a nação fica na alternativa de recuperar ou de perder sua liberdade, nas épocas de confusão, em que as leis são substituídas pela desordem, e quando um cidadão, embora privado de sua liberdade, pode ainda, por suas relações e seu crédito, atentar contra a segurança pública ...
Século XXI - A se pensar:
A China com 6, 7 ou 8 vezes mais habitantes, os crimes representam apenas 10% dos crimes praticados nas grandes e nas demais nações, "populosas" ou não.
Ou então, como sugere minha amiga, Simone Czeresnia, sejamos contra a pena de morte e a FAVOR DA MORTE SEM PENA para esses bandidos.
Esses Bandidos tem que morrer em praça pública pela morte sem pena.
O bandido do colarinho branco ou qualquer que seja a espécie de BANDIDO, merece pelo menos, SETE ou mais palmos de terra.

Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 10/02/2007
Reeditado em 11/02/2007
Código do texto: T376957
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 58 anos
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Plínio Sgarbi