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A isso somos submetidos...

Hoje tentei resolver um problema com uma companhia telefônica.

Como de praxe, liguei, ouvi as propagandas, a  gravação do primeiro nível, optei por um número, ouvi a gravação do 2º nível, ídem, do 3º nível, do 4º nível, até chegar " em poucos instantes  um dos nossos atendentes irá atendê-lo".

Expliquei a situação, soletrei nome, CPF, nº ... a atendente  pediu tempo, mais tempo, mais tempo e retornou dizendo ter que me transferir para a "equipe especializada".

Ouvi novamente todas as propagandas de quanto aquela companhia era a melhor e de quanto valorizava o cliente, até que, quando Deus quis, outra atendente surgiu.

Papagueei novamente nome, CPF, nº, descrevi o problema, esperei consultar cadastro, esperei, esperei, e a atendente disse ter que me transferir para o setor X que seria o responsável.

Enquanto aconteciam essas ações mais que previsíveis, eu ia me lembrando de um quadro humorístico que há alguns meses, era veiculado pela televisão, enfocando essa situação ridícula...

Depois de 45 minutos e de contar 7 vezes o problema, repetir 7 vezes o nome, CPF, o nº para  7 atendentes da equipe especializada, a última delas me passou para... a fase inicial!!

Desnecessário dizer que o problema não foi resolvido. Decidi tentar num outro dia, quando tiver uma dose maior de paciência...

O mais grave do fato não é o problema não resolvido.
É sim a sensação de frustração e impotência, de ser joguete de funcionários inabilitados, sobre os quais de nada adiantaria lançar impropérios ou extravasar nossa ira.

Fica a certeza de que nós clientes, somos meros números, atendidos por vozes polidas, insípidas, impessoais, que pouco se importam conosco como pessoas, procurando apenas, cortezmente, ir jogando o "abacaxi" de canto em canto.

Resta-nos apenas baixar a cabeça e vestir nosso chapéu e nariz de palhaço, esgotados,com taquicardia,  sem ânimo até para levar a reclamação do fato à instâncias superiores, tal o estado de exaustão, de stress emocional, que fica.

Ai daquele que tem o coração fraco...Pude sentir que, certamente alguns enfartos se devem a situações como essa, pois eu quase engrossei o número das estatísticas de mortes de causa cardíaca...
Serelepe
Enviado por Serelepe em 12/03/2007
Reeditado em 12/03/2007
Código do texto: T410292


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Sobre a autora
Serelepe
Curitiba - Paraná - Brasil
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