MORTE E VIDA SOBREVIVIDA

Como no Natal, apesar de maneira menos mágica para os leigos, a páscoa é um período de alegria, confraternização e simbolização rica dos sinais cristãos. A respeito desses sinais meditemos naqueles que marcam a história universal e real. Em um trocadilho com a páscoa, são sinais de morte ou sinais de vida?

Possamos, então, detectar tantos sinais de vida e de morte presentes. Sinais esses que atestam se temos uma qualidade de vida, se estamos vivos ou mortos, se matamos ou ressuscitamos algo ou alguém.

Quantas vezes só faltamos assinar um atestado de óbito de uma pessoa, de uma causa nobre, de um sonho, só porque não temos fé ou perdemos a fé. Por exemplo, por causa de uma decepção dizer “ele morreu para mim”, por falta de esperança desistir de uma luta, apagar um sonho...

Outras vezes, somos cúmplices do óbito quando contribuímos com as causas do aquecimento global, com a morte lenta do planeta Terra, quando discordamos da importância da vida fetal...

Porém existe ainda outra forma de sermos responsáveis por esses sinais, quando somos testemunhas, quando nos calamos diante das injustiças, das execuções e da violência, quando fechamos os olhos para não querer ver o que acontece na realidade. Quando nos acostumamos a viver uma sobrevida ou uma subvida.

O que se fala muito hoje é de termos uma qualidade de vida conforme nossas necessidades básicas: físicas, fisiológicas, emocionais, espirituais, relacionais e humanas. Tal qualidade de vida deve se estender do interior para o exterior, em não nos acomodarmos em nossa zona de conforto vital, nem deixarmos morrer pessoas, nobres causas, seres vivos em geral e sonhos... “para que todos tenham vida”, assim já dizia Jesus Cristo.

Eclesia
Enviado por Eclesia em 18/04/2007
Código do texto: T454571