DO CORREIO DA FRONTEIRA À GAZETA DO VALE DO ARAGUAIA

No início da década de 70, a cidade de Barra do Garças em Mato Grosso, experimentou grande progresso com a emigração de sulistas vindos do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Esses bandeirantes dos tempos modernos mudaram o cenário de Mato Grosso, pois, como se sabe, antes deles não se acreditava na cultura de cerrado, o que implica dizer que na região leste desse estado as coisas corriam devagar em conseqüência do marasmo reinante no que se referia à agricultura. O que impulsionou essa transferência de pessoas do sul do país para Mato Grosso foram os programas de incentivo do governo, tais como o POLOCENTRO, PROTERRA E OUTROS, criados para dar seqüência a antiga Marcha para o Oeste iniciada ainda no governo Getúlio Vargas, que visava a interiorização do país. Concomitantemente chegava nessa cidade, nessa mesma época um cidadão sergipano, o Antonio de Oliveira Santos, o Oliveira Santos, como era conhecido, proprietário do Jornal Correio da Fronteira que marcou época na história da imprensa em Barra do Garças, justamente por ter vivenciado e noticiado essa época de glamour desenvolvimentista na região do Vale do Araguaia. Embora fosse um autodidata, o saudoso jornalista, Oliveira Santos, colaborou muitíssimo no desenvolvimento socioeconômico de Barra do Garças e região. O Correio da Fronteira, órgão noticioso e formador de opinião reinou absoluto e circulou por longos anos em toda a região do Vale do Araguaia, por causa de sua credibilidade e o conseqüente respaldo da sociedade. Relembra-se aqui, o caráter improvisador e inovador do Oliveira Santos que fazia da carroceria de um caminhão, um palco para apresentação de shows, com alto falantes potentes que possibilitavam que fizesse, ali mesmo instalado no caminhão, grandes campanhas promocionais do comércio local com distribuição de prêmios, tais como bicicletas, geladeiras, motocicletas e até automóveis, tal era o sucesso que as empresas comerciais alcançaram nesta época. Após o encerramento das atividades de seu jornal, o saudoso Oliveira Santos trabalhara alguns anos como repórter da Rádio Aruanã dessa cidade.

Para que isso não caia no esquecimento e se perpetue na memória da imprensa mato-grossense e brasileira, aproveita-se deste espaço para fazer-se justiça ao jornalismo vibrante que sempre marcou essa cidade tanto no passado como no presente, e, que agora, continua com o Jornal, A Gazeta do Vale do Araguaia, na pessoa do grande empresário, Paulo Batista, seu editor, que a exemplo de Oliveira Santos, também pratica uma imprensa séria e moderna, calcada no respeito à Lei de Imprensa e no Código de Ética do Jornalista. Em razão disso, A Gazeta do Vale do Araguaia, que atua já há alguns anos em Barra do Garças, pela credibilidade adquirida, merece o sucesso que vivencia e o respeito de toda a sociedade mato-grossense.

Amarú Inti Levoselo
Enviado por Amarú Inti Levoselo em 14/05/2007
Reeditado em 14/05/2007
Código do texto: T486232
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