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O sal da terra



É natural, vermos alguns namoros perderem o encanto e se desmancharem. É comum, nos depararmos com casamentos de anos, que se tornaram voláteis. Hoje, parece que tudo é trivial. Há relacionamentos, mas não há a menor relação entre as pessoas, não há compromisso. Vemos pais que abandonam seus lares, arruínam-se as famílias em busca de uma ilusão. É comum aos nossos olhos, vermos futuras mães que sequer suportam a espera de nove meses e ansiosas procuram a covarde pratica do aborto.

Nossos dias são recheados de cenas de assassinatos, por motivos banais. É tão comum vermos nossas crianças como alvos da estupidez e da ignorante agressão, jogadas ao acaso sem a guarida do carinho e o direito à escola.

Ainda hoje, é corriqueiro, vermos discussões religiosas, como se a verdade tivesse um único dono, acompanhadas pela língua afiada do desequilibrado fanatismo, que teem como alvo certeiro o bolso dos indecisos. Vemos em outras terras as ideologias religiosas, propagadas à bala, na ponta de uma lamina ou no estopim de uma bomba.

Associa-se a esse caos, diversos fatores que se transformam em uma salada mista. Em nosso país, por exemplo, não temos uma guerra religiosa, mas temos uma política triste, calcada por gente de espécie duvidosa, juntamos a isso a desigualdade dos fatores sócio-econômicos, a propagação da anticultura gratuita, o descaso e a indiferença entre as pessoas.

Essas cenas de desordem nos fazem pensar, que o amor tem um prazo de validade. Que a tolerância é uma palavra esquecida e que a harmonia é um prato exótico que se come apenas frio.

Talvez, frio mesmo, esteja o meu, o seu, os nossos corações. Pois, damos muito espaço ao frio que vem de fora. Insistimos, na busca de encontrar as justificativas, para o que o que julgamos ser o motivo da nossa infelicidade. Oportunamente, estamos mesmo é acostumamos a reclamar pelo pouco que não temos e assim, nos esquecemos de agradecer pelo muito que nos é oferecido gratuitamente.

Quando as leis, o processo, o meio ou sociedade não funciona, somos nós que temos que entrar em ação, temos mesmo de nos mobilizar.

Ao contrario do que muitos pensam, o amor não possui prazo de validade, pois somos feitos dele. Na verdade, o que sofremos é uma total falta de generosidade e sensibilidade em relação ao nosso próximo. E então, saímos de sintonia, damos a mão à corrente que insiste em nos afundar cada vez mais, deixamos nossas reações falarem mais alto e acreditamos mesmo, que às vezes somos perseguidos, que somos o empregador da veracidade. Chegamos mesmo a aceitar a idéia de que às vezes nos falta à razão, que somos carentes de amor, que somos esquecidos e abandonados. Seguimos a sugestão de que somos tomados pela intolerância e que a harmonia cedeu lugar à discórdia.

Verdadeiramente, talvez o que nos falta é aprender com as experiências que a vida nos oferece e acreditar que sempre podemos ser melhores. É descobrir, que mesmo quando tropeçamos, é para frente que caímos. O que nos falta é seguir a orientação dos exemplos.

Chico Xavier, não sofria de falta de amor. João Paulo, jamais se rendeu à discórdia. Irmã Dulce, nunca se dobrou com as dificuldades. Madre Teresa, não se importou com a pobreza. Gandhi, sempre foi exemplo de paz e sabedoria. Todos estes, foram grandes exemplos, espíritos brilhantes que passaram pela terra e que cumpriram notavelmente com a missão a qual foram designados, todos sofriam de árduo entusiasmo e realmente acreditavam em suas próprias idéias.

Todos esses humanos fenomenais que atingiram o máximo em caráter e moral, já abandonaram a matéria, mas plantaram sementes maravilhosas. Não é preciso muito sal para se temperar um bom prato e o excesso de açúcar pode nos causar enjôos. E eles, foram assim, como o sal da terra. Foram o tempero e o exemplo. Eles tinham compromisso com seus ideais. Era isso o que os alimentavam, pois realmente acreditavam que era possível mudar o que outros nunca ousaram mudar.

Nós, pelo ao contrario, trazemos em nosso intimo a mania de confundir as coisas, trocamos o certo, pelo duvidoso e depois choramos o leite derramado, assim, nos esquecemos que a muito ainda a se fazer.

Nossos problemas jamais irão se acabar. Por isto, é nossa responsabilidade, saber como temperar as nossas vidas. É nossa responsabilidade, abrir ou fechar as janelas e deixar ou não, o frio que vem de fora entrar.

Amigo leitor, na duvida e nos destemperos que a vida lhe causar, imagine como esses exemplos agiriam.

Lembre-se do sal da terra.

Reginaldo Cordoa, administrador de empresas e apaixonado pela vida.
Matão sp     12/06/2007
Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 13/06/2007
Código do texto: T524921
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 48 anos
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Reginaldo Cordoa