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ABORTO: UMA CONQUISTA SOCIAL OU UM RETROCESSO ÉTICO

ABORTO: UMA CONQUISTA SOCIAL OU UM RETROCESSO ÉTICO

A vida é um direito universal. Pertence a Deus (criador) e ao ser vivente (criatura). Se você não acredita em Deus, pelo menos deve concordar que a vida pertence à pessoa a qual ela pertence. Juridicamente ninguém é donatário da vida de outrem. Nem mesmo o Estado a não ser por interesse do mesmo em tempo de guerra. Mas nesse caso você tem pelo menos uma chance de sobreviver. Mas e quando, além de tudo, acreditamos que a vida pertence ao criador, tornamo-nos responsáveis, ao cultuá-lo, pela preservação de sua obra mais importante: o ser humano, criado à imagem e semelhança deste.
Um dos sérios problemas de saúde pública, não enfrentado, ainda, por nossas autoridades instituídas, vem sendo utilizado como argumento para a descriminalização do aborto. Coloca-se que, caso o mesmo seja liberado, inúmeras mortes de mulheres seriam evitadas, atendendo a um direito à liberdade em relação ao corpo dessas mulheres. Os defensores da descriminalização do aborto alegam que o Estado Brasileiro economizaria recursos, e que todas essas solicitações poderiam ser atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Todos nós sabemos que não se trata apenas de mero ato decisório judicial que resolveria a problemática do aborto no Brasil. Se não houver políticas de planejamento familiar, educação para a saúde nas escolas e conscientização por parte das famílias e da sociedade em relação a uma cultura pró-vida, os índices continuarão crescendo e consequentemente também a mortalidade de mulheres. Legalmente liberalizado, o aborto, outras portas para outros crimes estariam sendo abertas, colocando sérios conflitos éticos em profissionais que lidam com a vida como médicos e enfermeiros, banalizando a função que têm de salvaguardá-la, e não de interrompê-la, em favor de um direito constitucionalmente garantido através da decisão de congressistas não preparados para interpretar o exato momento em que começa a vida.
A vida começa com a formação do material genético de uma pessoa, ou seja, a
fusão dos núcleos do espermatozóide de nosso pai e do óvulo de nossa mãe. Essa invariabilidade de possibilidade de outro ser semelhante é uma regra que não se repetirá em nenhum outro momento da vida. Pensar que a vida começa somente com a formação do esqueleto ou do sistema neural é negar que essas células possam ter a capacidade de multiplicação e selar o seu destino de não poder desenvolver um outro ser. Muitos defendem a liberação do aborto para a fase embrionária antes da formação do sistema neural, alegando que o conceito de morte se dá quando este deixa de existir (morte encefálica). Lembramos que mesmo esse conceito de morte encefálica, ainda, não é preciso, e pode gerar questionamentos. Mas, em relação ao início da vida ele é totalmente questionável, porque sabemos que se aguardarmos algumas semanas o ser humano completará a sua formação. Tem-se cientificamente provado que mais de 50 % de possibilidades de um ovo fecundado em formar uma nova vida e com todas as possibilidades de se tornar uma pessoa humana no futuro. Se abortarmos a vida nesse momento a chance será nula¸ inexoravelmente. Pense nisso!!!!
Por: Marcelo André Domingues
Médico - Cirurgião Geral.
Dr Marcelo Andre
Enviado por Dr Marcelo Andre em 23/10/2007
Código do texto: T706322

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Sobre o autor
Dr Marcelo Andre
Minaçu - Goiás - Brasil, 52 anos
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