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 Intenções Ocultas

                      Stephen Kanitz escreve em Veja a coluna Ponto de Vista. O título do ensaio desta semana é Intenções por trás das palavras. Nele o articulista afirma que há sempre uma agenda oculta por trás da palavra. O significado disso é o que popularmente chamamos de segundas intenções. É claro que ele não generaliza, é esperto. Usa o quase para se expressar. Em vez do tudo. Parece que ele se habituou a fazer exercícios adivinhatórios para tentar descobrir as segundas intenções em torno do que acontece, e que chega a ele através dos nobres sentidos Confessando –se cada vez mais desanimado com o passar do tempo, ele explica porque dá preferência a leitura de artigos que possam ser comprovados através de dados concretos e não idealizados.Não é a minha preferência, eu seria incapaz de dar prosseguimento a leitura de textos técnicos ou tornados técnicos para garantir as reais intenções. Além de tudo concordo com ele só em parte: mesmo dados técnicos podem ser manipulados e/ou serem divulgados com segundas intenções. Porque é nisso realmente que está o acerto da afirmativa: o mundo gira três níveis: o que é , o que parece ser e o que queremos que pareça ser. Além do mais,  as relações humanas são um jogo de interesses. É raro o relacionamento realmente incondicional, seja em que nível for. Somos amigos de quem nos dá alguma coisa que nos falta, mesmo que essa coisa seja a simples companhia. E isso pode ser estendido a todo o tipo de relacionamentos, mesmo os doentios.A doença precisa do doente para existir e vice-versa Eu achei engraçado o artigo porque em determinado momento ele pergunta que tipo de bronca têm da vida os indivíduos que possuem essa agenda oculta ao se comunicar. Simplificando, a pessoa  usa a palavra de acordo com sua bronca da vida. Mas ele dá uma espinafrada feia em nós, como brasileiros, que preferimos os “bons de bico’ aos cientistas. E esses bons de bico somos nós, os que sabemos usar as palavras, os literatos, jornalistas, políticos, empresários, sejamos nós quem formos.Qual a graça?  Bem, eu gostaria que ele me respondesse porque estava bronqueado com a vida quando escreveu esse texto e qual foi a sua real intenção. E, além de tudo, quais seriam as agendas ocultas dos veículos de comunicação para os quais ele trabalha.Qual será a agenda oculta de Veja? Muita gente acha que sabe, mas será que sabe mesmo? Será que, quem acha que sabe, não teria uma agenda oculta ao emiir sua opinião?

                   De qualquer forma gosto de buscar dentro de mim aquilo que percebo nos outros. É a melhor maneira para se compreender e compreender ao outro. Qual seria a minha agenda oculta  ao publicar meus textos através do Recanto? Porque, como bom ser humano, um digno representante da espécie, eu já percebi a agenda oculta de muita  gente que publica aqui.E, se alguém se dispusesse a fazer um levantamento técnico, com estatísticas e gráficos, ficaria extremamente estupefato frente aos resultados.

 

Maria Olimpia Alves de Melo
Enviado por Maria Olimpia Alves de Melo em 31/10/2007
Código do texto: T718139

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Sobre a autora
Maria Olimpia Alves de Melo
Lavras - Minas Gerais - Brasil
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