SENSAÇÕES ESTRANHAS

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2023.

A referência na matéria anterior a respeito de profundas mudanças conceituais que aconteceram - e ainda continuam a acontecer - em nossa nação nessas últimas décadas, incide uma gama muito mais extensa do que imagina todas as vãs filosofias que existem por aí.

O assunto é um vespeiro. E como sabemos, mexer com isso é até abusar da sorte. Mas têm-se que, pelo menos, fazer-se uma abordagem, mesmo que superficial, para que alguém se interesse em resolver, se não todos, mas uma boa parte desses imbróglios.

Infelizmente parece que não existe nem a intenção de fazê-lo. Pelo menos por grande parte dos cidadãos brasileiros. Todos eles vêm se arrastando há muito tempo. Até sabemos da existência de alguns abnegados nessa proposta. Mas é infinita a quantidade daqueles que continuarão a empurrá-los com a barriga, protelando suas soluções. Daí que nem se sabe quando elas se apresentarão para isso.

O âmbito público brasileiro parece possuir um estigma maldito. Os que estão nele parecem engessados. Não há nem como mudar esse estado/estágio de coisas. Progredir nele é um verdadeiro tabu. Lembra a história do "criar dificuldades pra vender facilidades". E num outrora nem tão distante, um certo ministro assumiu a incumbência da desburocratização. Mas isso durou por pouco, voltando quase à estaca zero.

O país só se desenvolve em função de pressões externas. Isso faz-se uma aproximação ao novo e nada mais do que isso. Não chega a alcançar sua plenitude futurística ou modernística. E seguimos em frente. Batendo biela ou aos trancos e barrancos.

A modernidade global não nos alcança em plenitude. Só por partes. Mesmo que tenhamos condições até de copiá-los. E através das mídias, ficamos sabendo do progresso alheio, o do exterior. Mas isso fica restrito ao espanto. E só.

A última eleição, a de Outubro de 2022, homologou nosso atraso. Isto parece nem ter causado espanto em muitos, só em alguns, porque abandonar todo o progresso adquirido e atingido pela gestão anterior, parece ter sido uma meta dos que torcem pelo "quanto pior, melhor". E que assim seja.

Dessa forma, vamos esbarrando em muitos sofrimentos. Ruim é que isso possa tornar-se costumeiro, fazendo uma população inteira pender para a mesmice ou para o conformismo da mediocridade e da vulgaridade. E olha que já é fácil sentir essas sensações.

Aloisio Rocha de Almeida
Enviado por Aloisio Rocha de Almeida em 24/02/2023
Código do texto: T7726481
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