QUERO SER BEM MAIS!

 

É muito comum a homens entre os quarenta e cinquenta anos sofrerem crise de identidade, o que na maioria, acaba constituindo-se um problema. Se não tivermos cuidado, frustrados como estamos nos deixaremos levar pelo negativismo e pela inércia sucumbindo-nos na depressão e no ostracismo o que fatalmente nos levará a morte por acreditar que na vida nada mais vale a pena, principalmente, viver. Ver a vida como casual que depende apenas do acaso, do acidental, do fortuito é como estar num barco a velas no meio do gigantesco mar, sem leme sem bússola e sem os ventos a soprar. É estar à deriva. É o mesmo que dizer: estou perdido e nada mais importa. Destarte, estou dizendo que Deus apenas me criou e me deixou a mercê da minha própria sorte, sou marionetes nas mãos dEle e por mais que eu tente, fazendo uso do livre arbítrio, tomar decisões para mudar a minha vida, nada adiantará; pois, o que tiver de ser será. Pensar assim é concordar com o que diz o tresloucado e leviano poeta Cazuza, somos “cobaias” nas mãos de Deus. Perguntas do tipo: por que e para quê eu nasci? Por que a vida é tão difícil e sempre tenho que lutar? Por que, e qual a razão para tanto sofrimento? Por que me sinto tão pouco a ponto de me sentir desnecessário? Se eu não faço diferença na vida de ninguém, por que então eu existo? Será que fui abortado para este mundo e estou aqui por acaso. A vida é casual ou causal? Ela é causa, ou é efeito?

 

Nossas vidas em muito, são o resultado de como filtramos e interpretamos a realidade. O que é ou como é a realidade é, e aquilo que é continuará sendo independente de nossas interpretações, no entanto, muito do que somos é o resultado de como interpretamos a realidade. Independente a tudo temos uma vida a viver, e, viver bem significa ter um código pessoal de moral, de realismo, de propósito e racionalidade perante tudo isso, e perante Deus. Existem três vertentes perante os mistérios da vida: a dúvida, a certeza cega (tanto pelo ceticismo ou crença) e a fé (intuitiva, para o dia a dia) moderadamente ponderada tanto pelo naturalismo científico ou quanto pela espiritualidade.

 

Na meia idade somos levados a olhar para a vida e vê-la como algo sem sentido, sem qualquer significado. São naqueles momentos quando olhamos para trás e vemos que não construímos nada durável e digno de notabilidade, quando percebemos estar caminhando sobre as nossas próprias ruínas, ruínas que nós mesmos produzimos e que agora estão ali diante de nós como prova cabal dos nossos erros. Triste é saber que na vida fomos apenas bons demolidores. Quantas coisas destruídas: casamento, filhos, bons relacionamentos, bons empregos, amigos, casas, carros; aposentadoria certa, vida social e vida espiritual. Tudo destruído, não sobrou nada. O que fazer quando somos confrontados pelos nosso próprios fracassos, por momentos como esse?

 

Pra começar, a vida não é casual, mas, causal. Ela não é acidental. Ela tem um motivo, um meio, e um fim. Ela tem uma causa, ela exprime fórmulas e formula. Ela determina fatos e acontecimentos. Desta forma, nossos atos podem mudar as coisas à nossa volta, mudar nossa condição presente e pode também mudar o nosso destino. O que faço hoje, bem ou mal redundará em vitória ou fracasso no dia de amanhã. As minhas escolhas determinarão aquilo que eu serei como serei onde estarei; principalmente, quando as minhas escolhas são feitas à luz da palavra de Deus (fé). Eu posso ser bem mais do que eu sou, isso é fato! Eu posso melhorar o que sou e como sou e onde estou; minha aparência e a casa onde vivo; minha forma de falar, agir, reagir e, minha maneira de tratar as pessoas. Posso ser mais do eu sou! 

 

É fato que quando somos levados a questionamentos sobre os acontecimentos dissabores e infortúnios do passado, se poderiam ser evitado ou não quanto à construção de nossas vidas e ao estado dela e aonde chegamos, nos deixam propensos à desesperança e à taciturnidade e a nos entregar à depressão. Os que conseguem se sair melhor adotam a viver a vida na filosofia proposta pelo cantor Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”, e a vida os leva mesmo. Mas, nós, nunca nos deixaremos sucumbir diante desta leitura de nossas vidas, nem tampouco viveremos a vida como folhas secas levadas pelos ventos. Nós não somos conduzidos pela vida, nos conduzimos à vida, porque somos nós a escolher a maneira como iremos viver fazendo uso do livre arbítrio dado a nós, por Deus. Então, meu caro leitor amigo, saia deste estado de desalento. Não se prenda ao passado e às coisas que ficaram para trás, prossiga para frente. Recomece de onde você parou, mas recomece. Deus quer que você reaja que você lute. Não lamente e não se culpe pelo passado de fracassos, de derrotas e de impossibilidade. Olhe as possibilidades do presente e construa o seu futuro a partir de agora... É isso que Deus quer de nós e para nós. Quando for ao seu passado, vá com um único proposito, de com os erros dele, você construir um presente de acertos e um futuro de felicidade.