VIVA A VERDADE

 

As falsidades circulam. Por trás delas, fazendo-as nos alcançar, há interesses que raramente percebemos. Devemos cuidar para não engolir falsidades. Elas podem nos vir sob a forma de um elogio falso, dito para nos animar ou mesmo para nos enganar. Elas podem tomar a forma de uma notícia distribuída por agências especializadas ou por veículos de comunicação, que, de alguma forma, pagamos para ler, ver ou ouvir e que vira verdade, embora não tenha sido verificada. Elas podem pousar diante de um nós sob a forma de um pedido, de um alerta, de uma advertência, de uma brincadeira, de um protesto, de um anúncio comercial, com a intenção de nos levar a aderir a uma causa, a uma ideologia, a um produto ou a uma teoria de conspiração. Elas podem se realizar dentro de nós como uma recusa a ver a realidade que nos caracteriza, seja um medo, um vício, que nos impede de voar.Tendemos a engolir falsidades, sobretudo quando parecem estar a nosso favor, a favor do que pensamos, a favor do que lutamos, a favor do que cremos. Por isto, chegamos a pensar que os fins desejados justificam os meios adotados. Às vezes, sabemos que a informação é falsa ou duvidosa, mas a produzimos, engolimos ou reproduzimos, certos de que vai ajudar no objetivo que queremos alcançar, objetivo até legítimo que concordamos em implantar de modo ilegítimo. Devemos ser críticos de toda informação que nos é oferecida. Se nos passam uma nota, devemos lê-la com atenção, duvidando. A honestidade, a paciência e o espírito crítico nos ajudam a desmascarar falsidades. Só vale a pena o ideal que se concretiza por meio da verdade. A mentira escraviza. A verdade liberta!

 

Meu teorema: Acredite, duvidando!