TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL I

O artigo será despojado e despretensioso. Há muitos anos acompanho com entusiasmo as novidades sobre as pesquisas da Transcomunicação Instrumental*, atividade de ponta na área espiritualista que tem à sua frente no Brasil o respeitável trabalho desenvolvido pela Sônia Rinaldi. Antes, há mais de quinze anos, contatei o assunto através do livro Transcomunicação Instrumental, de autoria de Maggy Harsch e de Theo Locher, Presidente da Sociedade Suíça de Parapsicologia.

Já naquela época, quando ainda nem de longe aventava o envolvimento alcançado hoje com o Espiritismo e sua literatura, sendo médium de psicografia e trabalhando profissionalmente como escritora e colunista na área, tomei um susto com o conteúdo do livro. Quem o leu, de fato conhece a fartura de fotos, e de fotos de filmagens não apenas de desencarnados, mas também de paisagens extra-corpóreas, e a descrição minuciosa da técnica instrumental empregada para a obtenção daqueles resultados maravilhosos. De qualquer modo, a novidade marcou indelevelmente o meu espírito, tornando-se em referência indispensável e base para todo o estudo, trabalho e pesquisa que realizo atualmente sobre a vida nos planos invisíveis e respectivos contatos com os reencarnados.

Nas últimas semanas senti o impulso de levar para além da mera pesquisa literária as vivências fascinantes com as gravações das vozes dos desencarnados. Lembrei-me que Sonia Rinaldi afiança que todos podem fazer as suas gravações, pois para isso não se fazem necessários grandes recursos técnicos. Então, quase que de brincadeira - meio sério meio displiscente - nos últimos dias comecei a utilizar o gravador sensível de um aparelho celular à noite, no silêncio mais adequado da hora em que me recolho para dormir, para algumas tentativas. Mentalizei especificamente o meu mentor desencarnado, como costumo fazer a cada início de contato mediúnico, já que é ele que coordena toda a minha tarefa literária espírita; pedi que, se lhe fosse possível, somasse aos meus os seus esforços para impressionar o gravador daquele aparelhinho com algum sinal que fosse de sua presença, e de que me respondia.

Para meu susto, na primeira tentativa e em meio ao silêncio ambiente absoluto reproduzido pelo aparelho, de repente um cochicho indistinto se fez ouvir, nítido. Ininteligível, lembrava literalmente um cochicho, que se destacava nitidamente do chiado estático baixo atestando a ausência completa de ruídos ambientes.

Então tentei mais vezes...ainda descrente, ainda relutando - porque por princípio costumo manter-me dentro de uma isenção fria, quase cética, nestas situações interativas com a Espiritualidade, filtrando com racionalidade imparcial o que me chega às vivências.

Houve, intercaladas, algumas tentativas inúteis. Mas, para novo espanto, em mais duas delas fui surpreendida com mais cochichos - altos! Imaginei que se ampliados por aparelhagem mais sensível lograsse distinguir algumas palavras, uma frase talvez. Mais do que todas as tentativas daquela noite, todavia, uma delas realmente se destacou, quedando-me num estado que oscila até agora entre a perplexidade e a alegria, e ainda agora me pergunto se de fato é possível uma felicidade de tal monta!

Tornei a mentalizar ao meu mentor que mencionasse o seu nome ao menos, algo que eu distinguisse facilmente. O nome dele, como devem conhecer os leitores habituais dos meus livros e artigos, é Caio Fábio Quinto. Assim me concentrando, liguei o aparelho, cujas gravações se dividem em períodos de um minuto. Dado o sinal de término, busquei o arquivo salvo e ouvi, atenta, o telefone colado ao ouvido no silêncio profundo da noite.

De repente, um sussurro alto destaca-se da estática; e, ainda incrédula, e após repetir várias as vezes a gravação para me certificar, me comparece claramente à audição o cochicho, pronunciando: Fábio! - em tom alto e enfático.

Emocionada, quase elétrica, procurei me tranquilizar para avaliar a experiência, o que prossegui fazendo, mais calma, nos dias posteriores. Fez todo sentido - refleti - inclusive do ponto de vista fonético. O nome Caio não é dotado de freqüência forte em seus fonemas de maneira a que se impressionasse fácil a sensibilidade do aparelho para as ondas sonoras; mas o Fábio, ao contrário, é preferível neste sentido. Basta que se pronuncie a palavra para se atestar que a força natural dos vocábulos são de molde mais propício a realizar o que me parece que norteia a forma como a Espiritualidade age na hora destes experimentos, impressionando vibratoriamente a sensibilidade apurada dos aparelhos para se obter o resultado pretendido, na modalidade das gravações das vozes. Foi a explicação que me surgiu como a mais viável.

Isto foi só o começo. E, em obtendo esses resultados logo de saída, parto agora para a experiência realizada de maneira mais organizada, lançando mão de equipamentos de melhor repercussão nos resultados.

O que se iniciou pessoalmente como um experimento sem grandes expectativas se confirma como provavelmente um dos maiores acontecimentos desta minha atual trajetória física. Os resultados, pretendo compartilhá-los com vocês.

Aguardem os próximos artigos.

*Gravação de vozes e imagens dos espíritos desencarnados via aparelhagem técnica

Abraços a todos!

Lucilla

Escritora, ufóloga e oradora espírita, co-autora dos romances espíritas O Pretoriano, Sob o Poder da Águia, e Elysium, Uma História de Amor Entre Almas Gêmeas
Christina Nunes
Enviado por Christina Nunes em 01/02/2008
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