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Nunca te vi sempre te amei
Publicado por: Waldryano
Data: 15/10/2019
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
leitura do Conto: Nunca te vi sempre te amei
Autoria do conto Waldryano
Narração do conto Waldryano

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
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Texto




Rio de Janeiro 
6 de outubro de 1960
 
Ela estava de pé
Eu estava sentado
 
Saiu um, dois, três
E ela sentou ao meu lado
 
Pediu com educação licença
Eu escutei uma anja a falar
 
Meu coração palpitou
Queria tanto conversar
 
Era ela o grande amor da minha vida?
 
Cada curva, cada volta
Meu corpo encostava ao dela
Eu sentia o seu calor
E o seu perfume que se perdia na janela...
 
Comecei a admirar a sua boca,
Ela guardou algo na bolsa 
Iria me falar?
 
Meu coração queria sair pela boca
Eu a amei em cada respirar
Ela perguntou bem bobo:
 
— Parece que eu te conheço de algum lugar
 
Meu Deus, era o código que eu precisava para um galanteio começar!
 
Seus lábios
Ela umidecia
E eu olhava fixamente para eles
 
Ela disse deste modo:
— Estou ficando envergonhada
 
Eu lancei a pérola mais louca da minha vida
 
— Um beijo, eu só quero um beijo seu
 
Ela levantou-se
Puxou a cordinha
 
Olhou no fundo dos meus olhos
Era uma deusa tinha sardas no rosto e um perfume inebriante
 
Me beijou
 
O constrangimento foi tão grande
O motorista que nos observava de longe sorriu
 
Abriu a porta
Ela desceu dizendo
 
— Adeus; amei te conhecer
 
Dias a fio
Peguei a mesma condução
Queria de todos os modos
Reencontrar a moça que roubou o meu primeiro beijo
 
As vezes penso que ela era uma anja
Que desceu do céu só pra me beijar
 
Nunca mais fui beijado tanto era o meu desejo e amor
Triste fim não encontrá-la
Todavia, guardo-a eternamente
Na memória o gosto doce daqueles lábios.



Rio de Janeiro 
6 de Fevereiro de 1961
 
Demorou tanto tempo, tinha meus desesseis, fiquei casto ao amor
 
   Esperava
 Esperava
Esperava 
 
Queria encontrar 
o mesmo desejo
O mesmo gosto
A mesma essência e nada



Rio de Janeiro
Agosto de 1962
 
Outro dia, entrei na condução
Queria de ônibus
Encontrar uma explicação
Olhei de longe
 
Vi ela então
Pedi pro motorista
 saltar me da embarcação
 
Corri, como corri
Corri pra ela 
 
Segurei-lhe
A mão
 
Ao ver bem a moça
Era idêntica
Mas não era ela não
 
Pedi perdão pelo equívoco
 
Ela,
Não sei quem
Foi ela
Que roubou o meu coração.


Pequena Pesquisa: O Rio daquele tempo, tinha em alguns pontos Bondes e por outros lugares ônibus. Abraços do Wal...
 
Waldryano
Enviado por Waldryano em 14/09/2019
Reeditado em 15/10/2019
Código do texto: T6744659
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Waldryano
Telêmaco Borba - Paraná - Brasil
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