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O PREÇO E O VALOR FINAL DE UM VOTO
Publicado por: Paulo Seixas
Data: 09/02/2020
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
O áudio aqui publicado - O PREÇO E O VALOR FINAL DE UM VOTO - é de minha autoria, o qual acompanha o texto escrito em versos.


Texto

O PREÇO E O VALOR FINAL DE UM VOTO

Não há nada mais deprimente
Do que período de eleição,
Ver candidatos sorridentes
Vindo pegar em nossas mãos.
Logo logo estarão aparecendo,
Comprando votos, prometendo,
Trazendo a todos uma ilusão.

Alguns “pretensos” vereadores
Não medem nenhum esforço,
Enxergam a campanha no papo -
Dentro do seu próprio bolso.
Uma atitude um tanto suspeita
De alguém que se aproveita
De quem só vive no sufoco.

E nem poderia ser diferente
Vendo as coisas como estão,
Nada muda simplesmente
Repetindo-se a cada eleição.
Gente querendo se “arranjar”
Se dar bem e se aproveitar
À custa de toda população.

Isso é uma questão cultural
Muito difícil de ser mudada,
Pois onde não entra o “Real”
As coisas ficam complicadas.
Exceção na política somente
De uma minoria consciente,
Que ainda crê numa virada.

Por isso, antes das eleições
Vamos iniciar uma campanha,
Conversando com os eleitores
Que obtêm qualquer barganha.
Nunca dizer pra não aceitarem,
Mas apenas para não votarem
Em autores de artimanhas.

Há muito eleitor que se “vende”,
A necessidade nos faz perceber.
Mas no fundo ele só pretende
Unir a fome e a vontade de comer.
Vende o voto a um, a dois, a cem,
Acaba votando em outro alguém;
É o que todos deveriam fazer!!

Se tá ruim pra todo mundo
Imaginem pros brasileiros
Que estão desempregados
E em profundo desespero.
Então, não há como julgar
Se algum eleitor vir aceitar
Quem lhe ofereça dinheiro.

A ideia é que todo eleitor
Jamais se sinta comprado,
Diante de sua necessidade
Aceite sim, e diga obrigado.
Porém, no dia da eleição
Não se veja na obrigação
De votar porque foi pago.

Guardem suas consciências
Pro que realmente merece.
O candidato que lhe compra
Depois de eleito, lhe esquece.
Não vai trabalhar pela cidade
Nem fazer qualquer caridade;
Só depois de 4 anos, aparece.

Quando o pobre fica doente
E procura por um hospital,
É tratado como indigente -
Um atendimento sempre igual.
Nessas horas deveria lembrar
Quanto “recebeu” para votar
Naquele seu fulano de tal.

Portanto, peguem o dinheiro,
Enfraqueçam esses candidatos,
Votando em quem tem ideias
E projetos acessíveis, de fato.
Não se enganem com favores
É atribuição dos vereadores
Fazer por merecer o mandato.

Bote uma coisa na sua cabeça:
Por dinheiro, todos correm atrás!
Aceite a grana, mas não esqueça;
Na urna é você e ninguém mais.
Pulso firme, não perca a calma,
Ninguém vai comprar sua alma
Por cinquenta ou cem Reais.

                                       
                                        por Paulo Seixas
Paulo Seixas
Enviado por Paulo Seixas em 09/02/2020
Código do texto: T6862021
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Seixas
Campina Grande - Paraíba - Brasil
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Paulo Seixas
Rádio Poética