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Sobre a autora
Márcia Kaline Paula de Azevedo
Mossoró - Rio Grande do Norte - Brasil, 44 anos
1114 textos (86640 leituras)
3 áudios (258 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 17:23)
Márcia Kaline Paula de Azevedo

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Perfil
Aquarela (Márcia Azevedo)


Abra a janela para vida,
escancare a sua alegria,
enxugue a última lágrima
e escreva uma poesia.


Pegue cores emprestadas,
do nascer ou pôr do sol,
use rimas misturadas
com as cores do arrebol.


Lance fora toda tristeza,
diga adeus a sua dor,
abra o coração agora
pra deixar entrar o amor.


Sorria para a vida,
escancare a sua janela,
use no pincel todas as tintas
pra pintar a sua aquarela.



Pó de estrelas (Márcia Kaline)

Eu sou feita do pó das estrelas
E por mais que eu não queira,
É para lá que irei voltar.

Estou no mundo só de passagem,
Sou pura miragem,
É lá no alto aonde irei brilhar!



Nasci numa noite chuvosa do dia 03 de março de 1973 numa cidade do interior do Estado do Rio Grande do Norte Chamada Patú. Cidade pequena, pacata,ao pé de uma belíssima serra e ao pé também de um grande Santuário erguido em honra a Nossa Senhora dos impossíveis, sendo este conhecido como Santuario do Lima (hoje uma das sete maravilhas do RN). Na minha adolescência mudei-me para a cidade de Mossoró, terra do sol, do sal e do petróleo.Sendo assim conhecida por ser a maior produtora, em terra, de petróleo, como também de sal marinho. Cidade de grande riqueza cultural, merecendo destaques:Mossoró cidade junina, uma das maiores festas de S. João do Nordeste. O espetáculo Alto da liberdade, um dos maiores espetáculos ao ar livre do mundo, sendo esse uma homenagem aos 4 atos libertários de Mossoró (abolição da escravatura em 1883, 5 anos antes da Lei Áurea, o motim das mulheres em 1875; o primeiro voto feminino em 1928 e a resistência dos mossoroenses ao bando de Lampião em 1927), sendo o último ato lembrado em grande espetáculo teatral denominado "Chuva de balas no país de Mossoró". Outro grande espétaculo teatral ocorre na festa de Sta. Luzia, padroeira da cidade, um misto de teatro, música e dança, onde é contada a História de Sta. Luzia.
No mais sou uma pessoa simpática e comunicativa. Sou formada em pedagogia e atualmente trabalho com o 5º ano do Ensino Fundamental na rede municipal. Há pouco tempo comecei a me dedicar em escrever poemas.Sou divorciada e tenho 2 filhos: Marcelo e Rafael (15 e 12 anos).
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Textos com registro no EDA (Biblioteca Nacional)

"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
depende de quando e como você me vê passar."
Clarice Lispector

Os Versos Que te Fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda…
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca - Livro de Soror Saudade

Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!

Cecília Meireles

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia
Minha vida...
Quebrando pedras e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
levantei a pedra rude
dos meus versos

Cora Coralina

Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta."

Mário Quintana

O Beija-Flor
por Auta de Souza
Acostumei-me a vê-lo todo o dia
De manhãzinha, alegre e prazenteiro,
Beijando as brancas flores de um canteiro
No meu jardim - a pátria da ambrosia.

Pequeno e lindo, só me parecia
Que era da noite o sonho derradeiro...
Vinha trazer às rosas o primeiro
Beijo do Sol, n’essa manhã tão fria!

Um dia, foi-se e não voltou... Mas, quando
A suspirar, me ponho contemplando,
Sombria e triste, o meu jardim risonho...

Digo, a pensar no tempo já passado;
Talvez, ó coração amargurado,
Aquele beija-flor fosse o teu sonho!


Última atualização em 13/12/17 17:23