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Réu Confesso

RÉU CONFESSO

Tenho tudo que um homem gostaria de ter
Tenho três filhos maravilhosos, uma companheira ideal
Mas falta uma menina da cor do sol
Para brilhar sempre que as nuvens tamparem o céu
Para resfriar a terra e molhar o chão do meu coração.

Tenho três filhos maravilhosos
Três amigos, que são irmãos
Mas um deles pelo seu carinho
Tomou quase todo meu coração
O nome dele é Rodrigo o El Cid que me faz ter por ele uma grande gratidão
Pois se não fosse ele, eu não sei teria sentido continuar lutando
Para que a chuva não molhasse mais o meu coração.

Amanhã quando o sol brilhar
Gostaria de ter os meus três filhos junto a mim
Pois só assim poderia sentir o calor do carinho
Me esquentando, me dando razão.

A razão me faz dizer
O coração me faz pensar
Um dedo da mão, não é igual ao outro
Por que um irmão seria igual ao outro
Mas uma coisa eu tenho certeza
O tempo um dia vai mostrar
Que meu amor não diferencia, porque não sabe diferenciar
Um filho do outro, porque amor é só dar, se dar, sem nada pedir sem nada querer

Meus três filhos são três estrelas diferenciadas

O Everton é uma estrela que brilha internamente
Sem que seu brilho ofusque a quem dele se aproximar.
Mas podem saber, esta trajetória escolhida por ele com sabedoria o fará resgatar, o que não sei, mas também não preciso saber, pois minha missão é estar com ele aqui ou em qualquer lugar.

O Emerson é uma estrela ainda rebelde
Mas logo vai brilhar com mais luminosidade que a Ursa Maior
Mostrando a todos e a si mesmo o quanto é bom simplesmente brilhar sem ofuscar.
Mas a vida o preparando para merecê-la, ainda vai lhe mostrar que a verdadeira visão, não é aquela que qualquer um pode  simplesmente olhar, mas sim a visão do coração que só a vida pode ensinar, depois de aprender a olhar, com os olhos de ver, com um simples ato de amar.

O Rodrigo é uma estrela de brilho infindável
Pois traz consigo, o segredo da luz
Seu futuro vai encabular, os mais sábios poetas
Pois ele vai poetizar a vida, fazendo dela
Um exemplo de harmonia de paz e de luz .

Houve época em que minha vida era um palco iluminado
Só faltava eu me vestir de dourado
E eu não soube aproveitar
Agora vivo tentando resgatar
Tudo que perdi, por não ter parado para pensar
A vida é boa, dadivosa com quem dela não extrapola
Trabalho no momento é a esperança maior
Peço que a vida me espere mais um pouco
Lá vou, mais uma vez, tentar resgatar
Tentar construir novamente aquele palco iluminado
Só que desta vez eu não vou nem tentar
Me vestir de dourado
Vou deixar os prazeres de lado
Vou só trabalhar
Vida, me espere mais um pouco
Eu já estou indo
Vida desaparecida, eu já retomei o caminho
Espere-me mais um pouco, eu já estou indo
Espere-me que eu chego lá.

Everson Ferreira Leite
Everson Ferreira Leite
Enviado por Everson Ferreira Leite em 09/02/2007
Código do texto: T375703


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Sobre o autor
Everson Ferreira Leite
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 68 anos
17 textos (1923 leituras)
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Everson Ferreira Leite