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Biografia de FERNANDO CÉSAR DE MOREIRA MESQUITA

Fernando César de Moreira Mesquita é um importante jornalista de origem nordestina que se mudou para Brasília em 1963 e ganhou destaque nacional na área da comunicação, na administração pública e fez história no ambientalismo brasileiro como o autor do projeto de criação do IBAMA e seu primeiro presidente.

Nasceu na belíssima cidade de Fortaleza, em 11 de dezembro de 1938, filho do representante comercial Ulisses Mesquita e da dona de casa Edilberta Moreira Mesquita. É o terceiro de sete irmãos: Maria Júlia, Maria José, Fernando, Paula, Lúcia Maria, Gislaine e Antônio Maria.

Naquele tempo, os bebês vinham ao mundo, em sua maioria, nas próprias casas com ajuda de parteiras. Fernando e seus irmãos viram o mundo pela primeira vez na residência de sua família que ficava à Rua do Imperador, centro da cidade. Depois, mudaram-se para a Rua Senador Pompeu, nº 1373, próximo à sede dos antigos jornais “O Povo” e “Correio Unitário”.

Ele se alfabetizou no Grupo Escolar Municipal e fez o ginasial no Colégio Estadual Liceu. Aos oito anos, iniciou seus primeiros trabalhos de comunicação, produzindo com seus colegas o jornalzinho da escola. Um grupo editorial formado por professores e alunos organizava as matérias. Faziam pequenas reportagens, ajudavam na composição das ilustrações, afixavam os folhetins nos murais e os distribuíam. Naquela época não existiam impressoras e máquinas de Xerox; o jornal era produzido no mimeógrafo – máquina copiadora de textos e imagens bastante comum nas escolas e departamentos públicos. O que para muitas crianças era somente um passatempo saudável, para Fernando a atividade estudantil seria o prenúncio precoce de uma longa carreira profissional de sucesso.

Começou a trabalhar bem cedo. Com 12 anos de idade estudava no período matutino e após o almoço ajudava seu tio Perboyre e Silva, um destacado professor de Direito, que também atuava como jornalista e membro da Associação Cearense de Imprensa (ACI). Em sua família, mirou-se também no exemplo do primo Odalves Lima, comunicador bem sucedido.

Aos 14 anos, começou a trabalhar no Banco Popular de Fortaleza. Foi uma experiência valiosa, onde fez diversas amizades e adquiriu conhecimentos que seriam bastante úteis para galgar outros degraus em sua vida profissional.

O vice-presidente e gerente do Banco era o empresário José Barreto Parente, também presidente da Rádio Iracema, a segunda maior do estado. Assim, em 1955, Fernando se iniciou como rádio repórter no período noturno. Anos depois chefiou o departamento de radiojornalismo. Teve o privilégio de atuar ao lado de grandes jornalistas, como Alan Neto, Dedé de Castro, Paulo Limaverde, Frota Neto, Paulo Lopes Filho, Inácio de Almeida, Wilson Ibiapina, Dário Macedo, entre outros.

Sua atuação na Rádio Iracema abriu-lhe outras portas, passando posteriormente a trabalhar na mídia impressa em três veículos consagrados pela sociedade cearense: O Jornal, O Estado e Tribuna do Ceará.

Em 1960, Fernando Mesquita deixou o serviço bancário para se dedicar exclusivamente ao jornalismo. A essa altura havia conquistado boa experiência e inúmeros amigos que o levaram a participar de importantes eventos internacionais.

Em abril de 1961, fez sua primeira visita ao exterior. Juntamente com vários jornalistas e dirigentes sindicais, além do líder das Ligas Camponesas, Francisco Julião, passou um mês em Cuba. Julião era um dos organizadores dessa viagem. Eles foram para o aniversário da Revolução, a ser comemorado em 1º de maio. Um fato curioso aconteceu naquele momento. Eles saíram de Fortaleza em direção a Recife onde embarcariam num voo da companhia aérea Cubana de Aviação, vindo de Havana exclusivamente para buscá-los. Mas por conta da invasão da Baía dos Porcos, que tinha como objetivo derrubar o governo socialista do líder cubano Fidel Castro, tiveram que permanecer em Recife por alguns dias até que o impasse do conflito se resolvesse. Após essa tensão inicial, Fernando chegou à ilha caribenha, de onde até hoje conserva boas lembranças.

Em 1962, em Helsinki, na Finlândia, participou do Festival Mundial da Juventude (FMJ), considerado o maior e mais importante evento político, cultural e massivo organizado pelas juventudes democráticas e progressistas de todo o mundo. Passou dois meses viajando pela Europa, aonde ampliou enormemente sua visão de mundo, tendo o privilégio de  conhecer diversas culturas e tradições.

Logo que retornou a Fortaleza, aconteceram as eleições. O empresário Marcelo Sanford, do Partido Trabalhista Nacional (PTN), havia sido eleito Deputado Federal e estava de mudança para a capital federal. Ele convidou Fernando para ser seu assessor de impressa.
 
Fernando chegou a Brasília, em 1º de julho de 1963, aonde construiu um longa carreira de sucesso e constitui uma bela família. Fernando é pai de quatro filhos. Da primeira união, com Gláucia, nasceram Fernando Júnior, Ulisses e Daniela. Da segunda união, com Beth, nasceu Paulo Roberto. Atualmente é casado e vive uma intensa paixão com a jornalista e psicanalista Cláudia Aparecida Carneiro.

Ao chegar à capital, ingressou no DC Brasília, veículo pertencente ao Diário Carioca, do Rio de Janeiro. Depois, esteve nas sucursais da Última Hora, Correio do Povo, United Press Internacional,  Rádio Jovem Pan, e O Estado de São Paulo, neste último foi chefe de redação por quase de 10 anos. Trabalhou também na sucursal do JB Jornal do Brasil e na Rede Globo de Televisão, como editor de meio ambiente. A forma de trabalho nas sucursais dos jornais nos anos 60 era bem diferente. Não existiam computadores, máquinas de xérox, ou aparelhos de fax. Tudo era feito nas máquinas de escrever. Fernando sempre datilografava suas matérias usando cinco papéis carbono para distribuir cópias aos veículos para os quais também colaborava.

Outro aspecto que marcou bastante os jornalistas da capital federal foi a enorme tensão sofrida durante a ditadura. Fernando e seus colegas de profissão viveram de perto os inúmeros protestos e conflitos que surgiram por causa da censura e coibição das liberdades individuais e coletivas impostas pelos militares.

No final dos anos 60, Fernando fez um curso de Comunicação em Massa e Opinião Pública, na Universidade de Paris, em Sorbonne.

No inicio dos anos 80, o Brasil passava pela redemocratização. Com o insucesso inicial do movimento “Diretas Já” manteve-se a eleição indireta para escolha do novo presidente. Os diversos partidos estavam se articulando para indicarem seus pré-candidatos. Fernando Mesquita já está em Brasília há duas décadas. Ele teve o privilégio de acompanhar toda a trajetória política do país desde os primeiros anos de criação da nova capital federal, passando pela turbulência do regime militar até o período de retorno da democracia – adquirindo bagagem intelectual, além e construir uma ampla rede de amizades.

Ele se afastou das redações para se dedicar a campanhas eleitorais. Assessorou o advogado Hélio Beltrão, ministro da Previdência e ex-ministro da Desburocratização do governo Figueiredo, que colocara seu nome como pré-candidato à presidência da República pela ARENA. Em seguida, com a desistência de Beltrão, entrou na campanha do engenheiro Aureliano Chaves, então vice-presidente da República. Pouco tempo depois, participou da formação da aliança PMDB/PFL, cujo candidato a vice era o senador José Sarney.

O triste falecimento do presidente Tancredo Neves levou José Sarney ao Palácio do Planalto e com ele Fernando Mesquita, que assessorava o político maranhense desde a campanha presidencial. Quando Sarney assumiu, Fernando tornou-se secretário de imprensa e divulgação da Presidência da República e porta-voz do Presidente, o que equivalia ao que é hoje a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência.

Mais tarde, presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos do Cidadão, trazendo para o Brasil a figura do “ombudsman” – uma instituição originalmente criada na Suécia, no século 19, que se consolidou em outros países. O “ombudsman” faz a defesa do cidadão por seus direitos perante o Estado. Fernando inovou promovendo um amplo debate com intuito de encontrar meios e modos de facilitar a vida das pessoas e procurar dar oportunidades para que se defendessem diante da ineficiência dos serviços públicos.

Em 10 de agosto de 1987, Fernando Mesquita foi nomeado governador do arquipélago de Fernando de Noronha.

O arquipélago foi declarado Território Federal através do Decreto-Lei nº 4.102, de 09 de fevereiro de 1942, durante a gestão do Presidente Getúlio Vargas. Desde que foi criado, 18 militares, entre coronéis, majores e tenentes-coronéis, eram os governadores. Fernando Mesquita foi o primeiro e último civil a ocupar esse cargo. Com a promulgação da nova Constituição Federal de 1988, por força de uma emenda apresentada pela bancada de Pernambuco na Câmara dos Deputados, o Território Federal de Fernando de Noronha foi extinto e incorporado ao Estado de Pernambuco.

Durante sua gestão como governador, Fernando Mesquita se relacionou com ambientalistas e pesquisadores, adquirindo forte interesse pela preservação ambiental. Foi bastante influenciado pelas ideias do gaúcho José Truda Palazzo Júnior, grande defensor da natureza, que atuava intensamente para tornar o arquipélago Parque Nacional.

Foi quando Fernando ampliou seu gosto pelo esporte, praticando mergulho recreativo nas águas quentes do arquipélago. Esta é mais uma de suas características marcantes. Além de bastante ativo intelectualmente, desde jovem é praticante de atividades físicas e esportes radicais. Natação, corrida, karatê, salto de paraquedas, piloto de ultraleve e aviões de pequeno porte são alguns dos hobbies que fizeram e fazem parte de sua vida. Para lembrar suas aventuras, organizou uma bela coleção de miniaturas de aviões, carros, motos e embarcações – brinquedos que trazem para dentro de seu lar a adrenalina de suas paixões ao ar livre e o contato com a natureza.

A essa altura Fernando Mesquita já era reconhecido pela sua carreira de sucesso e seu modo de vida produtivo. Saiu de Fortaleza bem jovem, trabalhou em inúmeros jornais de destaque nacional, assessorou grandes lideranças políticas, foi porta-voz da presidência, inovou ao introduzir na gestão pública a figura do “ombudsman”. Ao retornar a Brasília após deixar Fernando Noronha, foi convidado pelo presidente Sarney para exercer o cargo de secretário executivo do Conselho das Zonas de Processamento de Exportação. E ele ainda teria o desafio de fundar um dos maiores e mais respeitados institutos federais, o IBAMA, e ser seu presidente.

Durante seu governo, o presidente Sarney passou por grandes turbulências. Em praticamente todas as áreas teve que enfrentar inúmeros obstáculos internos e externos. A morte inesperada de Tancredo Neves impôs-lhe a dura missão de costurar diversas alianças político-partidárias para garantir a governabilidade, e ao mesmo tempo modernizar a gestão pública e sanar a grave crise econômica pela qual o país passava. Para piorar o cenário, as agências internacionais que financiavam projetos brasileiros em todas as áreas exigiam drásticas mudanças na política ambiental.

A opinião pública nacional e internacional era constantemente alarmada por problemas no meio ambiente brasileiro: poluição na cidade de Cubatão, inundação das cataratas do Parque Nacional Sete Quedas, as desastrosas construções das usinas hidrelétricas de Balbina no Amazonas e Tucuruí no Pará, aumento do desmatamento e das queimadas, uso desregrado de agrotóxicos nas lavouras, lançamento de esgoto nos rios, matanças de jacarés no Pantanal etc. O Brasil era acusado de ser o maior poluidor e destruidor da natureza em escala mundial. Diante disso, o presidente Sarney criou o Programa Nossa Natureza, responsável por inúmeros estudos técnicos para nortear as políticas federais de proteção ambiental. Paralelamente, uma equipe de profissionais no Ministério do Planejamento organizava a reestruturação da máquina pública, propondo extinções, fusões e criação de novos órgãos e secretarias.

Esse processo estava acontecendo quando o país ficou chocado com a drástica notícia daquele ano de 1988: o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes. Esse triste fato acelerou a tomada de decisões na área ambiental, levando o presidente José Sarney – por sugestão de Fernando, depois de ouvir conceituados e experientes técnicos como José Carlos Carvalho – a criar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), pela Lei Federal nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989.

O IBAMA se originou da fusão de quatro entidades brasileiras que trabalhavam na área ambiental: Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), Superintendência do Desenvolvimento da Borracha (SUDHEVEA), Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (SUDEPE) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF). Quando foi instituído, o IBAMA era subordinado ao Ministério do Interior (MINTER), que naquela época estava sob a direção do Ministro João Alves Filho.

Fernando permaneceu no cargo de 22/02/1989 a 15/03/1990. Foi um período relativamente curto, especialmente considerando o sucesso que essa nova instituição conquistou.

Ele era um líder ousado. Não se intimidava perante as dificuldades e limitações. Logo que assumiu, definiu ações para reduzir as queimadas e desmatamentos. Fez convênios com estados e municípios, com o Departamento de Aviação Civil (DAC), para que todos os pilotos das aeronaves, ao sobrevoarem a Amazônia, repassassem as coordenadas geográficas de focos de incêndios e derrubadas na mata. Isso contribuiu enormemente para agilizar o trabalho da fiscalização, com o uso de helicópteros aparelhamento do órgão recém-criado. Uniu esforços com a Rádio Nacional da Amazônia, ampliando as notícias e mensagens de conscientização da população, o que ajudou na divulgação da marca do IBAMA e também no envolvimento das comunidades mais distantes nas ações governamentais.

Soube também cativar e acolher os servidores. Articulou junto à presidência um aumento de salário condigno com a real importância do Instituto. Procurou atender todas as solicitações das quatro Associações das entidades que formaram o IBAMA. Os servidores Lindalva Ferreira Cavalcanti, João Batista Monsã, Manuel Lima Feitosa e Gesolino Vieira Xavier (ex-presidentes da ASIBDF, ASSEMA, ASSHEVEA e ASISUDEPE, respectivamente) até hoje guardam boas lembranças da forma respeitosa e amigável como foram tratados.

Reuniu dados para apresentar aos líderes do governo, representantes de ONGs Ecológicas e militantes de movimentos indígenas. Mantinha seu gabinete aberto a todo jornalista  que quisesse obter informações do órgão. Viajou bastante para acompanhar o trabalho de fiscais e técnicos do Instituto e participar de eventos internacionais na área ambiental. Buscou apoio financeiro e logístico para aprimorar as ações e metodologias de trabalho.

Criou dezenas de unidades de conservação, entre elas o Parque Nacional de Fernando de Noronha, o que agradou os pesquisadores e ambientalistas que lutavam por aquele objetivo. Também sugeriu ao presidente Sarney o decreto de criação da primeira Reserva Extrativista (RESEX) em homenagem ao seringueiro Chico Mendes. Foi a partir dessa primeira Reserva que se fortaleceu a preferência por parte dos governos federal e estaduais pela criação de Unidades de Conservação de Uso Sustentável, que têm a finalidade de integrar a conservação ambiental com as populações tradicionais daquelas localidades.

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) estava há alguns anos tentando firmar um acordo de cooperação com o IBDF para construir uma estação científica na Floresta Nacional de Caxiuanã, na região da Ilha de Marajó (Pará). Os relatórios técnicos indicavam que Caxiuanã era o Éden das pesquisas, pela sua área gigantesca de mais de 300 mil hectares em uma floresta totalmente preservada. Outro fator aumentava o interesse da equipe de pesquisadores do Museu Goeldi: a proximidade da área situada a cerca de 200 km a oeste de Belém, uma distância extremamente curta para os padrões da Amazônia. Conforme declaração do diretor Guilherme de La Penha, o tal acordo de cooperação só se firmou efetivamente pelo empenho de Fernando Mesquita, que ousou contrariar muitos membros de sua equipe por entender que aquele ato beneficiaria sua própria instituição. Ele estava certo: hoje a Estação Científica de Caxiuanã é reconhecida internacionalmente, tendo produzido inúmeros conhecimentos científicos que serviram para ampliar a conservação ambiental em diferentes localidades do Brasil e em muitos países.

Procurou fortalecer o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), propondo resoluções e normas que garantissem a proteção do meio ambiente e melhorassem a qualidade de vida das populações urbanas. A Resolução nº 05/1989 criou o Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar (PRONAR); Resolução nº 06/1989 criou o Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA); Resolução nº 01/1990 estabeleceu medidas para reduzir a poluição sonora. Estes são exemplos de avanços na legislação ambiental brasileira. José Carlos Carvalho, Ana Maria Evaristo Cruz, Marília Marreco Cerqueira, Roseana Trein, Sueli Monteiro São Martinho Carvalho, Joaquim Benedito da Silva Filho, Miriam Vaz Parente foram alguns servidores que apoiaram bastante a gestão de Fernando, contribuindo significativamente com a construção dessas ações relevantes.

Na presidência do IBAMA, publicou em inglês “Brazilian environmental policies”. O livro é uma análise das linhas básicas da política ambiental estabelecida pelo governo brasileiro. Apresenta a política adotada em relação a industrialização e urbanização verificada nas últimas décadas e as novas vertentes básicas da estratégia de ação da gestão federal.

Ao final do governo Sarney, Fernando Mesquita foi aclamado como um excelente administrador. Com muito trabalho conseguiu mudar a imagem do Brasil perante a opinião pública nacional e internacional, de um país destruidor da natureza para um forte atuante em políticas públicas ambientais. Um exemplo desse sucesso ficou registrado em matérias veiculadas em jornais de grande expressão mundial, como o norte-americano The New York Times. Nesse período, recebeu uma homenagem pela The National Wildlife Federation (NWF), com sede no Estado americano da Virgínia, por seus relevantes serviços prestados à conservação da natureza.

Ao deixar o IBAMA, prosseguiu ocupando outros tantos cargos importantes. Foi assessor dos senadores Antônio Carlos Magalhães e José Sarney, assessor especial da Comissão Parlamentar Mista do MERCOSUL no Congresso Nacional, diretor da Secretaria de Comunicação Social do Senado, responsável pelo Projeto de Comunicação Social do Senado (jornal, rádio, TV e agência de notícias), e membro do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações, representando o Senado, e vice-presidente do Conselho de Comunicação do Congresso Nacional. Foi secretário de Estado do Meio Ambiente e Turismo do Governo do Maranhão, presidente da Casa do Ceará em Brasília e membro do Conselho Deliberativo da Legião Brasileira da Boa Vontade (LBV).

Dirigiu a agência de publicidade PROPEG em Angola, tendo sido responsável pelo projeto de marketing político do Governo do Primeiro Ministro Marcolino Moco.

Em 2009, o então presidente do IBAMA, Roberto Messias Franco organizou um belo evento para comemorar 20 anos de criação do órgão. Nessa cerimônia foram entregues dez medalhas de mérito ambiental: Fernando Mesquita, Antônio Danilo (criador da marca do IBAMA), Paulo Nogueira Neto (durante 14 anos foi o secretário da Secretaria Especial do Meio Ambiente, órgão que antecedeu o IBAMA), Jonas Moraes Correa (presidente da ASIBAMA), professor José Quintas (pioneiro da educação ambiental), foram alguns dos agraciados.

Em 2011, tomou posse na Cadeira nº 2 da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, que tem como Patrono Perpétuo o jornalista Perboyre e Silva, tio e ícone em sua vida profissional.

Ao longo de sua extensa e bem sucedida carreira, Fernando Mesquita recebeu inúmeros títulos, medalhas e condecorações. É até difícil encontrar alguém que tenha recebido tantas homenagens. Fernando possui uma verdadeira galeria em sua residência para guardar esses momentos bons. Alguns de seus títulos são Grande Oficial da Ordem do Congresso Nacional, Comendador da Ordem do Mérito da França, Medalha Mérito Cidadão Brasiliense, título de Cidadão Honorário de Brasília, título de Cidadão Noronhense, título de Cidadão Maranhense, Grã Cruz da Ordem Alencarina Judiciária do Trabalho, Ordem do Mérito Tamandaré, Medalha da Ordem do Rio Branco, Medalha Santos Dumont, Medalha de Honra da Inconfidência e Troféu Sereia de Ouro.

Quem acompanhou de perto sua atuação profissional sabe que Fernando sempre se empenhou arduamente para atender as atribuições dos diversos cargos e funções que assumiu. Atuava com ímpeto, mas sem se envaidecer. Nunca deixava de ouvir as críticas, mantendo as portas de seu gabinete abertas a todos, desde o mais simples cidadão até as mais altas autoridades. Essa sua marca que une humildade, disposição para ajudar e ímpeto para trabalhar transformaram-no num colecionador de amigos e admiradores.

Marcou a história como o primeiro presidente do IBAMA, que nasceu em meio a uma onda de críticas ao governo brasileiro. Daquele início conturbado, foi protagonista de uma grande mudança, pois com o passar dos anos o IBAMA tornou-se uma marca forte, reconhecida internacionalmente. Poucos órgãos federais são tão admirados pela população brasileira, e não restam dúvidas de que muito desse sucesso se deve ao trabalho e dedicação de Fernando César de Moreira Mesquita!!!



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Brasília – DF, Outubro de 2014.

Giovanni Salera Júnior
E-mail: salerajunior@yahoo.com.br

Curriculum Vitae: http://lattes.cnpq.br/9410800331827187

Maiores informações em: http://recantodasletras.com.br/autores/salerajunior
Giovanni Salera Júnior
Enviado por Giovanni Salera Júnior em 15/10/2014
Reeditado em 25/04/2016
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Sobre o autor
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Palmas - Tocantins - Brasil
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