BIOGRAFIA RICARDO FONTOURA - OS INTERCÂMBIOS

Ainda como parte fundamental da etapa de formação escolar dos filhos, Ricardo e Myrinha entenderam que seria importante para os filhos terem uma experiência cultural e linguística mais profunda antes de decidirem qual curso superior seguir. Decidiram que um programa de intercâmbio cultural seria algo interessante.

Viver por um ano em outro país, falando nova língua, convivendo com pessoas diferentes, comendo outros tipos de pratos e seguindo convenções sociais que não estavam acostumados seria uma experiência que mudaria a vida deles. Mudaria a vida de qualquer pessoa.

Decidiram que o intercâmbio seria feito no segundo ano do Ensino Médio. Rodrigo, como sempre, era o primeiro da fila. Escolheu morar na Austrália. Lá, como é praxe nesse tipo de programa, ele foi acolhido por uma família local, que lhe oferece abrigo, alimentação e companhia. Fica sendo a sua família australiana.

Tereza e Henrique seguiram o protocolo e fizeram intercâmbio na Austrália. Além das múltiplas experiências que o choque cultural causa, aperfeiçoaram a habilidade na língua inglesa e ganharam uma família a mais. Julia, por sua vez, decidiu viver a experiência na Alemanha. Seria um desafio maior por conta da língua, que seria um terreno totalmente novo para ela.

Ela teve a má sorte de enfrentar algumas dificuldades durante o intercâmbio, como problemas que o casal que o abrigou teve. Tentou resistir por muito tempo, mas teve que abortar a missão. Ingressou em novo programa de intercâmbio e foi morar nos Estados Unidos, onde a experiência foi melhor e mais produtiva.

Ricardo e Myrinha também acabaram beneficiados com os intercâmbios. Tinham que visitar os filhos e acabavam vivendo boas aventuras nos países que eles estavam, além de fazerem amizades com as famílias substitutas.

Apesar de estarem morando do outro lado do mundo, Ricardo ficava em contato o tempo todo com os filhos. Ainda não era época de WhatsApp e essas facilidades que a internet trouxe. A opção era o telefone e suas caríssimas tarifas internacionais. O cuidado de pai ficava ainda mais em alerta. Perguntava sobre a comida, sobre os estudos, sobre a família substituta e recomendava mil coisas, mas sempre confiando na autonomia deles e deixando isso bem claro. Era uma balança fácil de equilibrar.

Anderson Alcântara
Enviado por Anderson Alcântara em 13/05/2022
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