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Ao anjo

Tantas coisas que não sabe a meu respeito. Admito que alimento a crença tola de que conhecimento é poder, mas a verdade é que tenho medo. De que me olhe nos olhos e descubra meu segredo.
Medo de que descubra que sou mortal, como todas as outras.
Que sei amar e ser amada, que quando confio me entrego inteira, que sou tola as vezes, que dobro a toalha da mesa antes de começar a tomar café, que adoro pisar folhas na rua, só para ouvir seu estalo sob meus pés, que adoro rir de besteiras junto de meus amigos, que (detesto admitir) mas sou um pouco fútil, que abro as bolachas recheadas e como primeiro o recheio (herança da minha infância).
A "Mulher Maravilha" é só minha maneira de me proteger, daquilo que mais desejo e temo.
Tento esconder o quanto me sinto frágil e assustada de pensar em tê-lo em minha vida.
Na verdade eu nunca sei o que dizer e, na ânsia de querer impressionar, meto os pés pelas mãos...falo sem parar, pareço uma Enciclopédia, mas não sou. O que julgo ser um motivo de admiração, pra ti é motivo de afastamento.
Resumindo, gostaria que soubesse que gosto de você do jeito que é, com o que tens, com a tua simplicidade, teu senso de humor, teu carinho...
E, também que soubesse que não sou uma máquina, só uma pessoa, como tantas outras...
Continuo tola, chocólatra e com medo.
P.S.: Se julgar que mereço uma chance, poderia viver um dia de cada vez.

Leila Brito 24/11/2008

Leila Brito
Enviado por Leila Brito em 24/11/2008
Reeditado em 09/12/2008
Código do texto: T1301138

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Sobre a autora
Leila Brito
São Paulo - São Paulo - Brasil, 42 anos
59 textos (5423 leituras)
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Leila Brito