CARTA AO GRANDE AMIGO: A. TITO FILHO

CARTA AO GRANDE AMIGO: A. TITO FILHO

- Francisca Miriam -

Ainda que não fitasse seu retrato conseguiria registra-lhe minha pretensão. Enfim, fitando seus olhos expressivos, todo seu semblante amigo é como se lhe desfrute a presença física, a exemplo de momentos anteriores. Centelhas mágicas me atingem e me trazem sua realidade salutar. Suas palavras otimistas que continuam no eco do tempo, perfumam toda a extensão percorrida. Seus gestos simples, humildes e sábios são sua marca registrada, grande amigo, e quanta saudade! “É vontade de lhe ver de novo!” Sabemos do quanto sua amizade é produtiva. Espíritos ficam e se eternizam. Jamais um ato vulgar ou uma farsa encomendada. Exemplos dignificantes vindos de sua riqueza interior são alvos às pessoas compatíveis com sua verdade, caríssimo professor Arimatéia.

Impossível perpetuar-se sua significativa existência física aqui, na Terra, porquanto seu maior legado é o Céu. Foi quando, naquele dia frio, em um leito hospitalar, em 23 de junho de 1992, sua matéria ficou inerte. Felizmente permanecem conosco suas idéias, seu testemunho, sua sabedoria e tantos outros dons, todos possuidores de riquezas amplamente divinais. O bem provém do Alto para a Terra. “Os impuros não possuirão o Céu e a Terra e serão consumidos por suas próprias iniqüidades”. Foi bem que ficou e ultrapassará a barreira do tempo: José de Arimathéa Tito Filho.

Os séculos são insignificantes quanto à importância do empréstimo de Deus a nós concedido, ao permitir-nos a convivência daquele “serzinho”, nascido em 27 de outubro de 1924, que tornou-se astro totalmente qualificado. Mínimos setenta anos em relação à eternidade, permitidos pelo grande Pai, que desfrutamos de inegável e sábio testemunho e ainda caracterizado por acentuada humildade. Ficou-nos a imortalidade marcada, através dos tempos, de relevante obra celestial, uma vez que o seu acervo cultural continuará iluminando os caminhos daqueles que têm discernimento capaz do optar pelo bem que impulsiona. E por benevolência do Criador Maior ficou-nos exemplos testemunhais do anjo-homem: A. Tito Filho.

O amante, o artista, o cultivador das letras e do bem querer, permita-nos Deus o nosso reencontro, ou pelo menos, visitá-lo. Assim sendo, diremos o que deixamos de fazê-lo, não sabendo do pouco tempo que desfrutaríamos de sua necessária presença material e espiritual. Particularmente declaro que, apesar do meu coração sadio, dentro da normalidade, quase não suporta o impacto de sua perda irreparável. É como se me transportasse para outra dimensão e juntássemos nossas essências espirituais. Fiquei, por bastante tempo, nesse estado emocional e ainda me chamando não me trouxeram de volta. Quando aconteceu o retorno o meu rosto se banhava de quentes lágrimas e desceram pelo corpo abaixo, dando-me consciência da triste realidade, de não mais desfrutar, no também plano material, de tantas benesses recebidas. A comoção insuportável persistiu. Vontade mesmo de brigar com Deus por nos ter arrebatado valioso tesouro. Porém, o tempo ameniza as dores e é grande a verificação da vontade divina em nos ter presenteado esta incomensurável existência: José de Arimathéa Tito Filho.

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Do livro “Mensagens para A. Tito Filho”, Edição da autora, Teresina, 1997, páginas 30 e 31.

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Francisca Miriam
Enviado por Francisca Miriam em 28/07/2011
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