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Devaneio quase lucido.

Nao amar. Ter o coracao livre. Nao estar apaixonado por ninguem. Mas ainda assim sentir tremer o coracao. Sozinho. Por que essa sede? Essa saudade? Essa vontade? Eu nao te aguento coracao! Voce e muito exigente. Nunca, nada esta bom. Te dou o mar e voce nao enche. Te mostro o infinito e voce se perde dentro de mim. To cheio de voce coracao vazio! To cheio do vazio. Todos os livros nao te convencem. Voce fica ai falando uma lingua que eu nao entendo. Me entorpece. Vou ficar aqui te assistindo sem te enterder.
Ja chamei o sono que vai me poupar de ouvir tuas batidas desaforadas. Venha sono! Tu que a sabios e tolos, pobres e abastados, delinquentes e santos, sim, indiscriminadamente concedes intervalos na existencia, anestesia a dor. Droga natural. Bencao universal. Ja a insonia e para a vida o que o inferno seria para a morte. A perca do direito de repousar quando forcas ja nao restam mais. Como vim parar aqui, filosofando o sono? E o que se passa em uma mente nao dormente. Delirios lucidos. O sono chegou. Fui.
Lincoln Ramos
Enviado por Lincoln Ramos em 20/02/2007
Reeditado em 02/10/2010
Código do texto: T387726

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Sobre o autor
Lincoln Ramos
Reino Unido, 37 anos
5 textos (224 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/09/20 20:56)