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Para uma amiga que "encucou"

Amiga,

Bom dia.
 
Depois da tormenta do "dasaparecimento do site" parece que tudo se acalmou e para melhor. Boas notícias, espero.
 
Desculpe se lhe "encuquei", mas a minha obra não é autobiográfica. Uso a palavra como instrumento de trabalho e invento histórias, coloco máscaras e represento quando escrevo. Assim sou vento, sou roda, sou bola, sou pedra, sou homem, sou mulher, sou criança, sou dinossauro, sou tudo e sou poesia. Devido a escrever também para teatro, incorporo personagens e digo o que elas pensam. Pouco falo de mim quando escrevo, apesar de, na maioria das vezes, usar a primeira pessoa e sempre assinar o meu nome embaixo, mesmo quando uso imagens, termos e gênero femininos. Isso é ser Chico Buarque, como você sugere?*risos* Acho que muitos autores já fizeram isso antes. Geralmente não perco tempo em me comparar com outros autores, acho que para uma obra ser original ela tem que ser única e tem que mostrar a sua individualidade. Quando o site voltar ao ar, espero continuar pesquisando sua obra. As poucas coisas suas que li achei visceral, honesta, transparente e sobretudo sufocante. Gosto de textos que mexem com o interior e derrubam mitos e os seus transmitem isso. Onde mais poderia encontrar seus trabalhos na net?
 
Por agora, deixo-a com um abraço e uns versos de Manoel de Barros que vem muito a calhar:

"No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo."

(Manoel de Barros - O menino que carregava água na peneira)

Bjs
F.




Fernando Tanajura
Enviado por Fernando Tanajura em 07/08/2005
Reeditado em 27/02/2007
Código do texto: T40906
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Fernando Tanajura
Estados Unidos
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Fernando Tanajura