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Gostaria de ter a tua alma como livro, para em tardes quentes deliciar-me com aprendizados da vida, repousando meus olhos em letras de amor.

Gostaria de ser a tua caneta, para assinar a sentença de amor, preso eternamente em teus meigos braços, sem direito a apelar a nenhum tribunal.

Gostaria de ser teu travesseiro. Receber tuas juras de amor, saber de teus íntimos segredos, desfrutar do teu deitar e despertar. Receber beijos calientes e doces.

Gostaria de ser o lençol que cobre teu corpo nu, acomodando-se as tuas longilíneas curvas, roçando teu corpo escultural, num leve farfalhar de gozo triunfal.

Gostaria de ser o murmúrio do mar, os sons da natureza a adentrar teus ouvidos, em sublime sinfonia de vida.

Gostaria de ser o sabonete que esfregas delicadamente em teu corpo, deixando suave perfume.

Gostaria de ser a água que escorre do chuveiro, molhando teus sedosos cabelos, arrepiando a tua pele de prazer, beijando teu fogoso sexo.

Mas, sou o teu chinelo, que pisas, que arrastas pelo chão, que suporta seu humor, sendo deixado, abandonado, lembrado apenas para ser pisado. Triste destino!

Juraci Rocha
Enviado por Juraci Rocha em 23/09/2005
Reeditado em 04/11/2005
Código do texto: T53001


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Sobre o autor
Juraci Rocha
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Juraci Rocha