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**MENSAGEM DE VISITANTE ENVIADA PARA O SITE DO ESCRITOR***

De: Revalino Antonio de Freitas 
Assunto: Livro “EM CABEDELO, NUMA CASQUINHA DE NOZ”
05/01/2018



“Prezado Sr. Fernando,
Bom dia!! Espero que esteja bem.
Nós nos encontramos quando da visita que Rita, Olavo e eu fizemos à Academia Paraibana de Letras, em João Pessoa, no final do ano passado. Na oportunidade, o senhor nos presenteou com seu livro "EM CABEDELO, NUMA CASQUINHA DE NOZ”.     Li o livro durante a viagem de volta para Goiás, no dia 29 de dezembro e confesso que fiquei maravilhado  com a sensibilidade para trazer à tona a história de dona Joaquina e seu Maninho. Mas, algo mais identificou-me com o senhor, no caso, a ferrovia. Eu sou filho de ferroviário, vivi próximo à ferrovia durante minha infância, em Goiás. E, também costumava andar equilibrando sobre os trilhos. Ler as passagens de seu livro a mim dedicado, ver as fotos das "marias fumaças", me ativou a memória dos tempos de infância. Enfim, quero dizer uma vez mais, muito obrigado pelo presente e reiterar minhas considerações. Eu pretendo enviar-lhe um livro que publiquei recentemente. Assim, gostaria de saber para onde enviá-lo. E aproveito para dizer que, caso apareça em Goiás, não hesite em me informar antes, pois será uma enorme satisfação revê-lo.
Despeço-me com um abraço fraterno”.   

_____________________________________
Mensagem-resposta:    

fernando freire @yahoo.com.br>
Para:Revalino Antonio de Freitas
5 de jan às 21:18


“Caríssimos: Revalino, dona Rita e Olavo.
 
A gente escreve por prazer.  Não deixa de ser uma presunção, mas a gente alimenta a esperança de que essa mesma sensação prazerosa seja passada para o leitor.  Claro que nem sempre isso acontece.  Depende muito do ânimo para a leitura, da maneira como a pessoa lê e, principalmente, do interesse pelo assunto abordado.  Seja como for, a intenção de quem escreve é provocar a alma de quem lê.  Se conseguir, ótimo!...  Ganham o  leitor e o escrevinhador.
Reli muitas vezes esse livro que eu mesmo escrevi.  Confesso que em algumas dessas vezes não pude conter a emoção.  Talvez em mim isso seja mais forte, porque vivi aquela realidade.  Joguei a ficção para aparecer como narrador, mas bem que situações reais e a impossibilidade de fugir dessa floresta cada vez mais densa, poderiam levar-me à condição de historiador. Terminei ganhando a partida como narrador.
O original desse livro continha cerca de 290 laudas.  Detalhava mais os fatos históricos. Sintetizei-o. O definitivo acabou com 140 páginas.  Ficou mais fácil de ler, embora tenha sido um tanto difícil mascarar os pontos cruciais, esses que me emocionaram.  Lembro coisas e pessoas que não existem mais, mas foi preciso resgatar ou relatar algo relevante para paginar o que eu sei e o que não pude esconder.  Por que não relembrar as marias-fumaças? Por que não relembrar fatos geradores da seca em nossa região?...  Muito a ser contado, sem, entretanto, dar ao livro o caráter de simples obra documental.   Acho - vaidosamente - que a forma abordada tornou o livro menos cansativo.  Essa, também, uma razão da síntese.
Sua avaliação e comentário são para mim de imenso valor.  Um comentarista distanciado da realidade vivida pelo narrador, embora com vínculo nos trilhos da ferrovia, no equilíbrio e risco do caminhar pouco acima do chão, na fumaça das fumegantes marias, nas relembranças de suas (nossas) visões de criança, no cheiro do uniforme do pai, empoeirado, encardido de fumaça...  Um comentário que (se permite) vou destacar no site de o ´Recanto das Letras`. 
Seguem meus votos de um Ano Novo promissor, extensivo aos seus amigos e toda a família. Que cada um reserve energia redobrada para enfrentar os desafios que antecederão suas inúmeras vitórias...
Coloco-me também, com muita satisfação, como seu anfitrião em João Pessoa...:
Cordialmente”.
Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 11/01/2018
Código do texto: T6223182
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Sobre o autor
Fernando A Freire
João Pessoa - Paraíba - Brasil
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Fernando A Freire

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