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Eu preciso

     
     
“EU PRECISO”



     Eu preciso... Eu preciso que alguém me ame de verdade. Eu preciso ter sempre ao meu lado uns olhares deslumbrantes a me fitar dia e noite, a transmitir poesias, carinho, a dizer sem palavras “te amo” como se nos apaixonássemos a cada dia a primeira vez. Eu, por conseguinte, contornasse, apaixonadamente com um só olhar o desenho de seu rosto, depois os acariciava com os meus lábios sentindo a maceis que há em sua tez, o perfume que me inebria sentindo trescalando incessantemente me levando aos mais extremos céus.

     Eu vivo sonhando, vivo andando por caminhos que não sinto os pés, alguns me chama de quadrado, mas prefiro, por ti, ser quadrado, pois não há haverá sentimentos de infidelidades que me levará de você, a corromper o que é demais valioso em mim, o amor, além da paixão, da incensastes, é mais que isso, não se limita ao um simples gestos e nem mesmo palavras, pois palavras sempre hão de ser palavras, e nada mais. As palavras se desintegram ao ar e não voltam mais, embora de um lado não se pode esconder, ou seja, o poder em que há nelas, pois por nossas palavras podemos ser condenados ou mesmo absolvidos.

     Querida, eu preciso do seu calor, tu és o sol do meu mundo, da minha realidade. Só tu podes dar forças a minha alma, a minha caminhada a sua direção, como eu chegaria até você sem um fiapo de luz a luminar a vida? Vida, sem tua vida em mim não haverá vida, quando te chamo de vida a chamo de minha Eva. É interessante, não a conheço, mas meu coração me faz escrever como se já a conhecesse há muito tempo. Você pode estar por aí em algum braço, quem sabe de um aventureiro qualquer que somente almeja usufruir seu mel e depois te esquecer em uma “estante” qualquer, como se fosse um simples “troféu” e quando chegasse alguém perguntando, simplesmente responderia, eu a ganhei um dia.

     A minha visão vai aquém de uma aparência, o nosso corpo é uma casa alugada, não nos pertence, mas ao tempo, a ele que pertence; e em quanto isso, vamos pagando a cada dia o que devemos, e vai se esgotando o que há de força em nós, e chegará à velhice, mas há algo que não pertence ao tempo e foi dado de presente a nós por Deus, o amor verdadeiro, não o amor Eros, não o amor-paixão a que não foge da Eros, porém ao amor ágape, este é à base de todos os relacionamentos que existe, que há de me fazer ver-te a mesma que amo e sempre amarei, a visão será sempre a mesma. Quem há que sua senhora já desgastada pelo o tempo, a olhando possa dizer com toda verdade do coração: “se lembra de nosso primeiro olhar? A primeira dança, o nosso primeiro beijo? Sabe que o mesmo amor que eu senti naquele dia, eu ainda sinto com toda as forças que existem em mim!...”.

     A você que mesmo ao longe, que nunca vi e nem mesmo sei o nome, mas a mim há de chegar, é que escrevo essa carta. E com todo amor que guardo em meu coração posso esperar pelo o nosso encontro final.

Seu poeta e escritor:

Kalell Martins.
Kalell
Enviado por Kalell em 29/08/2007
Código do texto: T629703
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Sobre o autor
Kalell
Itapevi - São Paulo - Brasil, 37 anos
29 textos (1300 leituras)
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