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Anfitriã Da Dor

Sou anfitriã de todas as dores que me fizeram gente. Elas resolveram fazer morada dentro de mim. E ali construíram seu ninho e ficaram suas raízes.

Por isso choro. Por todas as dores e sofrimentos que já vivi e que vivo ainda.

Desculpe. Queria que compreendesses o meu choro, as minhas lágrimas. Elas não estão sempre ali.

São momentos cruéis que me assaltam, que me assolam e me arrastam para o profundo do mar.

Sabe, tenho aprendido com a dor. Minha alma, eu vejo, está perdendo aquela vaidade de achar que era tão poderosa e suportava tudo com bravura.

Não quero deixar de ser guerreira. Não vou deixar de ser guerreira. Isso nunca. Jamais. Mas estou ficando mais humilde. Reconheço hoje, humildemente, que não consigo vencer todas as guerras, que perco a maioria das batalhas. Não as dos outros, mas as próprias minhas.

E quando olho para tudo isso, quando vejo meu corpo ali, deitando no chão, se contorcendo em dor e lamentos, me dá um desânimo, uma sensação de fracasso, de perda de mim.

Mas, e então podes dizer que estou sendo contraditória outra vez, ao mesmo tempo, sinto que apesar de reconhecer minha fragilidade, cada vez que me levanto, estou mais forte.

Cada vez que renasço minha vontade de lutar e continuar aumenta.

E então sim acredito, mesmo na humildade, que meu espírito é imbatível, por que se ele não fosse eu não estaria mais aqui falando com você neste momento.
Maria
Enviado por Maria em 31/08/2007
Código do texto: T632071
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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