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O que você não sabe...

Meu querido, e por mais que você não saiba, eu chorei todas aquelas noites em que aguentei você com outras pessoas, eu o via amar outros e eu, eu estava ali, de canto, como alguém que apenas lhe servia como grande amiga, mas eu não via problema nisso, eu aceitava, é, eu aceitava, mesmo doendo, mesmo me quebrando por dentro, eu cuidei da sua felicidade e engoli a minha, eu me sentia feliz daquele modo.
Um dia decidi lhe contar tudo que havia guardado em mim, e embora não houvesse uma resposta positiva ou melhor a resposta que eu no fundo esperava, era o suficiente para mim lhe contar. Não esperava por uma declaração de amor e nem um simples ''também sinto o mesmo'', eu sabia que não era recíproco, e eu, no auge da maturidade entendia isso. Eu entendia e entendo que nessa vida nada será como desejamos, e isso é o máximo que devemos crer.
Eu lia nos teus olhos a paixão por outro alguém, e aquilo me cortava, mas eu sabia, como esconder a dor que me consumia, você não fazia ideia até o dia que lhe contei, e quando lhe disse que nada disso importava, eu estava mentindo, importava e muito, doeu, e muito. Mas eu nunca seria capaz de destruir algo singelo e bonito. Eu sempre fui a amiga de todo mundo, a conselheira, a melhor de todas na questão de conversas, mas nunca fui o amor de ninguém, as vezes isso doía, em outros momentos era normal, eu me acostumei, o que você não sabe...
Mel Araújo
Enviado por Mel Araújo em 23/05/2018
Código do texto: T6344963
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Mel Araújo
Salvador - Bahia - Brasil, 25 anos
7 textos (142 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/18 03:28)
Mel Araújo