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PRA VOCÊ QUE AMEI!

Uma noite de junho, mais um dos bailes que freqüento apenas para dissipar a energia contida e mostrar os novos passos que aprendo a cada novo dia, parecia ser apenas mais um entre tantos, mas não foi. Você chegou e me encarou com um olhar maroto, quase menino, com um quê de provocação e eu encarei de volta o seu olhar achando-me imune a ele, que nada... Ilusão minha... Ali você já me tinha e sabia, mas eu não me dei conta.
Dançamos, rimos, trocamos pequenas frases de provocação mútua e eu tolamente achava ainda dominar a situação... Fim de baile... Como uma adolescente permiti que me levasse até em casa e lá trocamos o primeiro dos muitos beijos que ainda viríamos a trocar.
Não me entreguei a você naquele dia, mesmo com toda sua insistência... Admito, tive medo!
No dia seguinte lá estava eu a te esperar na rua, me sentindo mais menina do que nunca e quando te vi se aproximar pensei; meu Deus ele é uma criança, mas não havia volta, já estava presa na teia bem feita que havias feito... Conversamos, trocamos beijos de paixão, abraços ardorosos e novamente me neguei a dormir com você, mas foi nessa mesma noite que você mostrou-me que era um homem e ao meu lado sem nem pestanejar encarou comigo o nosso primeiro problema que nem cabe aqui dizer qual foi, mas a partir dali você poderia ter me deixado, mas continuou comigo e me deu força pra enfrentar aquele e todos que ainda poderiam surgir... Despedi-me de você já me sentindo diferente, encantada, quase que enfeitiçada...
Nunca uma semana demorou tanto para passar, mas passou e chegou o momento de encontrarmo-nos a sós... Noite perfeita, boa bebida, boa música e você... Surpreendentemente VOCÊ!
Parecíamos ter tão pouco em comum, mas nossos corpos contradiziam e ao mesmo tempo afirmavam a máxima de que opostos se atraem.
O tempo inexoravelmente passou... Ainda nos vemos, nossos corpos ainda falam mais do que nossas bocas, mas como sempre existirá um “MAS”, sei que não sou o fim de sua procura, embora me pareça ser você o fim da minha...
Ansiosamente espero o telefone tocar e ele não toca, e quando toca é quando já quase perdi as esperanças de ouvir novamente sua voz.
Chamas-me de maluca por enfrentar o mundo ao seu lado, você não percebe que com você torno-me mais forte, pois tenho o ser que amo comigo e esse amor totalmente fora de hora, porém que me completa em todos os sentidos.
Somos diferentes em quase tudo sim, mas nossos corpos se complementam e se entendem e como o meu sente falta do teu...
Sou louca, admito, mas te amo até mais que o infinito... Já decifro suas faces, já sei decifrar seus humores e por você, creia, faço horrores...
Um dia ousei chamar-te meu menino, hoje sei que és meu destino e mesmo que juntos não fiquemos, saiba que eu o amo como se ama um homem no literal sentido de ser homem, hoje meu... Amanhã quem poderá dizer?...
Se eu pudesse apenas um pedido fazer, eu pediria, não me perca, não me deixe ir... Mantenha-me para sempre junto a ti!
Adoro você!

LoucaporPoesia
Enviado por LoucaporPoesia em 02/09/2007
Reeditado em 14/10/2007
Código do texto: T635819

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Sobre a autora
LoucaporPoesia
Casimiro de Abreu - Rio de Janeiro - Brasil, 54 anos
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