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Carta. Certa. Corta. Curta.

Minha querida Marine,

Me perdoe ter demorado tanto a responder aos seus escritos.
A verdade é quem eles chegaram na melhor hora, na hora da fome.
E me alimentei dos primeiros vorazmente.
Em seguida, alguém bateu a minha porta com pedido, voz, gestos e olhar de quem tem tanta fome que chega a doer. Como ainda restavam algo no prato, dei sem hesitar. Saciar a fome com alguém é ter comunhão com ela, e eu me sentia só e faminta.
Quando vieram os outros, tive sono e muito frio.
Me acalentei deles e sonhei com um amor eterno.
Acordei e tive medo do sonho ser ilusão.
Até que o café da manhã permitiu que eu me alimentasse da esperança.
Entre um café e um pedaço de bolo-de-rolo, revirei cada página e rabisquei em cima de cada anotação.
Poesia é tão necessário quanto bolo-de-rolo do café da manhã.

Sinto-me satisfeita e grata!

Aline Araújo
Enviado por Aline Araújo em 21/09/2007
Código do texto: T662379

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Sobre a autora
Aline Araújo
Camaragibe - Pernambuco - Brasil, 31 anos
14 textos (275 leituras)
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Aline Araújo