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Carta W - 1 de março de 2018

Deveria mesmo ter-lhe escrito ontem, quando tal estado desgraçado sucedeu-se, com certeza no ato a descrição seria-lhe mais fiel.
Acordei por volta da meia noite e daí então só fui pegar no sono novamente por volta das 2:30h da madrugada, nesse meio tempo estive a conversar com um amigo que possui atenção e jeito peculiar de amenizar meu estresse em dias ordinários, um aliviador, digamos assim.
Não sei dizer-lhe a que horas exatamente a coisa instalou-se, mas acometera-me um medo, medo tão intenso de que algo ruim iria ali ocorrer-me, de que algo poderia surpreender-me, alguma criatura fruto de minha imaginação, alguma má notícia, mas nada. Igualmente forte era a sensação de perda, de que em breve informariam-me acerca do falecimento de alguém, ou da impossibilidade de conquista de algum objetivo meu. Tão desconfortável quanto tudo, era a pressão que sentia em minha cabeça, como se as laterais de meu crânio estivessem comprimindo-se e pressionando-me o cérebro, ao mesmo que sentia uma leve falta de ar, que revertia-se a um sufoco, um oco no peito.
Cochilei por poucos minutos e tive um pesadelo bastante desagradável, e logo após acordar estive também com medo de retornar a dormir.
Tudo instalou-se de forma tão desagradável e intensa que nem forças tive para sair do quarto e contatar alguém.
A noite então foi péssima, e resolvi compartilhá-la para que eu possa lembrar-me de que já passei por isso, caso volte a ocorrer.
Lembra-me, mesmo que considere desnecessário, de que qualquer momento, é momento de perder-se. Até!
Carolina Svinna
Enviado por Carolina Svinna em 05/07/2019
Código do texto: T6688695
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Carolina Svinna
Jandira - São Paulo - Brasil, 23 anos
21 textos (263 leituras)
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Carolina Svinna