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Sexta...

Ora, todas as sextas são iguais. Sempre chegam com aquele ar de festa e terminam num sono profundo e desanimado na ânsia do sábado. Como sempre, agora eu me colocava diante de mim mesmo para rever todas as coisas que havia feito durante a semana. Ora, eu bem sabia que lá fora todos os demais se divertiam em festas, dessas de sexta-feira, que não tem limites. Mas eu, me colocava aqui, sentado e franzino, pois algo comigo não estava certo, como podia eu ficar a pensar nisso? Como podia eu pensar em problemas quando todos se colocavam a festejar independente deles? Algo há de errado comigo, ou seriam eles que são descompromissados? Não sei, mas somente o fato de pensar nisso na sexta feira ja demonstrava que o problema estava comigo.
  Hoje, no calor que temos, na lua que aqui se coloca, e eu aqui, perdido na minha própria consciência, procurando os erros que cometi, pra consertá-los, e então me pergunto: há algo mais ridículo para se fazer na sexta? Creio que não, creio que sou tao ridículo quanto meus pensamentos, tão ridículo quanto minha mesquinhez de ficar a pensar em erros, ora, deixemos os erros meu coração, pensemos no amor que tive durante a semana, mas caso não encontre nenhum amor, de fato és ridículo.
Cássio Morais
Enviado por Cássio Morais em 27/10/2007
Código do texto: T711696
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Sobre o autor
Cássio Morais
Curitiba - Paraná - Brasil, 28 anos
10 textos (266 leituras)
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Cássio Morais