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Uma Carta de Amor


Mesmo antes de rascunhar essas palavras, meu coração me trai e minhas lágrimas molham meu rosto como sinal de um triste abandono e demonstração cruel de um grande amor que se divide. Eu me sinto perdido, sem carinho, sem caminho, desamparado.Melancólicos prantos deságuam como uma tempestade sobre o meu peito.

Sempre fico sem palavras. Uma nuvem escura habita meus sentidos e me encontro num mundo vazio, com frio e medo. O que será de mim? Perguntas e respostas que não convencem e menos ainda justificam a dor que estou sentindo.

Sinto falta do seu toque, a elegância do sorriso, a ternura do seu olhar, o quente do seu corpo, o porto onde eu adormecia e você me protegia.Eu era a sua jóia rara. De tanto amor, meus sonhos eram sublimes, cheios de fantasias e pelas madrugadas, sempre acordava sonhando.

A saudade me machuca e, por um instante, minh’alma se desvencilha da matéria enfraquecida. Saio em busca da paz, a mesma que sentia quando estava do seu lado. Não sei se é pedir muito ou se mereço tal  reivindicação, mas, nunca fui tão feliz quanto na paz que você me oferecia num singelo olhar.

Essas lembranças me elevam e me conduzem à outra dimensão, lugares imaginários que minha ignorância não permite conhecer. Sei que é maravilhoso, divino, um sentimento de paz - talvez a definição mais correta. Meu amor é tão grande que me sufoca e me deixa sem saída.

Eu daria tudo por um sorriso apenas, e ainda acho que seria muito para mim. Minha vida sem você não tem vida, é solidão sem tamanho. Eu não me agüento de tanto amor. Até fiz um juramento...Que não quero revelar. Eu não me perdôo. Distante de você, sinto que estou morrendo a cada dia. Uma parte de mim quer o fim à outra tem esperanças. Nada faz sentido.

Eu não posso continuar a fugir da felicidade. Eu não posso permitir que o meu orgulho decida por mim. Eu não posso ferir os sentimentos de quem jurou amor eterno e me coloca no mais alto degrau de um altar, que eleva temperaturas, nivela almas e gera vidas que sonham e buscam realizações.

Eu não posso ser tão pequeno num mundo infinitamente de grandes ilusões. Incomoda-me a forma que estou vivendo, talvez, porque ainda não me encontrei. Sinto-me deslocado, sem ninguém, um estranho no ninho. O amor é realmente, uma caixinha de surpresas!

Quando olho pra você, vejo no semblante de menina os prantos de uma tristeza que escorre sobre a face que deseja carinho, como dói em mim! O meu corpo se divide entre a alma e a matéria, um querendo fugir do outro. Meu amor, toda vez que chego perto de você, meu coração dispara, me dá vontade louca de te sentir. Queria apenas te tocar, um leve toque, nada mais. Ah, como é cruel o destino! Não sou capaz de continuar a agonizar por esse amor que não se fez pra mim, mas que passou por mim e que, por toda vida, vivo a esperar.

Sinto-me indefeso diante de imenso amor. Meus sonhos relutam a acreditar e a buscar a parte que me falta. Como sou um tolo! Eu ainda quero um amor que dure para sempre. Um amor não se apaga com outro amor. É tolice fingir. Essas poucas linhas são descritas com sofrimento e dor. Simbolizam um desabafo, um grito que ninguém ouve. E no silêncio da alma a esperança pluma que paira no ar, buscando amparo e chão.

Imagino um palhaço que leva energia e alegria por onde passa. Por tudo, consegue disfarçar sua dor. O picadeiro é o peito que chora em silêncio e a mágica, a solidão que não vê a hora de partir, pra nunca mais voltar. Eu sou assim e assim vou caminhando....
Edimilson Eufrásio
Enviado por Edimilson Eufrásio em 07/11/2007
Código do texto: T727277
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Sobre o autor
Edimilson Eufrásio
Mineiros do Tietê - São Paulo - Brasil
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Edimilson Eufrásio