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Potoca

 

   Todo só acontece nesta cidade, já dizia seu Borba, um homem que quase ninguém dava crédito por ser muito potoqueiro. Agora afirmo - Ele tinha razão.
   Eu mesmo vi com estes olhos que a terra há de comer. O açougueiro que se mudou pra cá e assumiu, no início do ano, o  açougue Central está vendendo carne podres e o pior é que o povo está comprando e ninguém faz nada.
   Será que ele enlouqueceu ou enfeitiçou o povo? Se estivesse louco não pensaria em dinheiro, como se diz doido não guarda dinheiro. Por outro lado se ele dominasse algum tipo de feitiço não precisaria de vender carne para enfeitiçar o povo, bastaria usar uma vara de condão.
   Não importa o que ele tem ou é. Ele precisa ser punido, digo isso não como cidadão, mas como presidente da associação dos comedores de carne. Não posso me omitir, o povo está adoeçendo e morrendo.
   O erro foi ter dixado ele assumir o açougue Cental, eu bem que disse mas niguém me ouviu. Se tivessem me ouvido...
A culpa não é do povo e não podemos puni-los. O Açougueiro que deve ser punido.
   Talvés se reunissemos, sem que ele perceba, e fazer uma armadilha, ou quem sabe alertar as autoridades maiores e pedir intervenção. Também poderíamos pedir ao velho Borba para que nos conte outra potoca.
Rogério Alves de Carvalho
Enviado por Rogério Alves de Carvalho em 13/02/2007
Código do texto: T380400

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Sobre o autor
Rogério Alves de Carvalho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 40 anos
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Rogério Alves de Carvalho