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MARA PARTE II

MARA – PARTE II



Mara então voltou ao caminhão onde o motorista lhe aguardava dentro da cabina.
Não foi preciso muita conversa, Mara despiu-se do vestido, já que a calcinha ela não havia vestido, e entregou-se aos desejos do motorista, que por estar longe de casa por vários dias, terminou  tão  rápido que Mara nem percebeu, só se deu conta no momento em que ele saiu de dentro dela, virou para o lado e pegou num sono profundo.
Após o ato, Mara voltou ao banheiro, lavou-se de novo e foi ao caminhão dormir um pouco, pois no dia seguinte iriam seguir viagem.
No dia seguinte após um rápido café, dirigiram-se para São Paulo, onde uma nova vida aguardava Mara.
Chegando em São Paulo, o motorista após deixar Mara no centro da cidade, e ajuda-la a usar um telefone público para fazer contato com a tia, seguiu seu caminho.
A tia que não se lembrava de ter uma sobrinha, ficou primeiro surpresa, depois assustada e em seguida preocupada com o futuro de tão jovem moça na cidade grande.
Essa  tia então foi busca-la no local onde o motorista há tinha deixado, seguindo então para sua casa.
Lá chegando, depois de um bom banho e comer alguma coisa, conversaram muito, para decidirem o futuro de Mara, tendo como primeira providencia consultar um médico, para saberem da saúde geral de Mara, inclusive se ela não estava grávida.
No dia seguinte, após consulta médica, passearam pela cidade, e retornaram para casa onde sentaram para outra conversa, desta vez mais séria.
A tia de Mara perguntou:
- O que você pretende ser aqui na cidade grande?
Mara respondeu:
_ Vou ser PUTA, ouviu bem, vou ser PUTA, vou ganhar muito dinheiro e me vingar do meu pai que me expulsou de casas, e daquele desgraçado do Marcos, vou arruinar a vida dele e do pai dele.
Sua tia estava muda, tentou interferir, tentou dialogar, mais nada conseguiu, só lhe restava uma alternativa, ser a cafetina de sua sobrinha, e para isso ela tinha conhecimentos suficientes, pois havia sido em tempos anteriores, dona de um bordel, e ainda mantinha alguns contatos.
Mas Mara sonhava mais alto, ela queria desenvolver um diferencial, que fizesse com que seus clientes voltassem cada vez mais carentes, e que contassem aos amigos e esses também contassem a outros amigos.
Certa noite com um cliente, este disse que gostaria de em vez de sexo normal, Mara fizesse de outro modo:
- COM A BOCA.
Mara quis fugir, mas a oferta foi demais tentadora:
- Pago o dobro, disse o cliente, nascia ali “MARA, A BOQUETEIRA DE OURO”.
Sua fama foi crescendo, tinha tantos clientes, que era
 necessário agenda-los e por muitas vezes não podia atender a todos por falta de horário.
Anos se passaram, e um belo dia estava na varanda da casa da fazenda o Dr.Rodolfo, agora velho e quase senil, e seu filho Marcos, solteirão, com fama de valentão, quando ao longe avistam um automóvel chegando levantando poeira.
Ao se aproximar da casa, descem do carro uma linda mulher, acompanhada de um distinto senhor vestido de terno e gravata, mais a companhia de outro senhor não tão distinto.
Chegam a varanda, cumprimentam-se e perguntam pelo dono da fazenda.
Dr.Rodolfo se apresenta e pergunta o que desejam, então senhor de gravata lhe entrega um documento, que ele mal consegue ler e conter a emoção dizendo:
- Mas isto é uma escritura de compra e venda.
- Certo Dr. é a escritura de venda de sua propriedade a
Minha cliente, suas terras forma a leilão e foram por ela arrematadas.
Sem entender o que se passava, o Dr.Rodolfo olha para o filho e pede uma explicação:
-  Papai, as nossas terras foram a leilão porque eu perdi tudo no jogo de pôquer.
O velho Dr. leva as mãos ao peito e cai desfalecido.
Alguns serviçais correm atendê-lo e Marcos aproveita para perguntar a Mara, quem é você. ao que ela responde:
-Há muitos anos atrás, naquele paiol, você abusou de uma menina ingênua e desamparada, lembra?
- Sou eu, eu jurei me vingar de você, do meu pai e do seu pai, você tem 24 hs para deixar estas terras, elas agora me pertencem, Marcos tentou dialogar, e fez uma pergunta:
- O que vou fazer da vida?
- Mara respondeu, faça como eu seja uma PUTA...............





TONINHO
Enviado por TONINHO em 06/03/2007
Código do texto: T403531


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Sobre o autor
TONINHO
Descalvado - São Paulo - Brasil, 63 anos
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