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O chapéu que era correio


Os meus padrinhos já falecidos que se chamavam Lúcio e Lichandrina tinham uma filha que chamava Dilinha, isto ha muito tempo,nos anos 60. Eles trabalhavam na agricultura plantando arroz e ficava bem distante de onde nós moravamos, este meu padrinho como era compadre do meu pai , nos visitava com freqüência também porque nós tinhamos armazém e eram muito amigo.
Antigamente usavam cabide na sala das casas. Eu tive um irmão de criação que se chamava Tuca que era um terror, este andava de namoro com a Dilinha, mas não conseguiam se visitar porque na época era muito difícil , então o meu padrinho chegando colocava o chapéu no cabide e lá ele se entretia tomando chimarrão. O Tuca então combinou com a Dilinha para o meu padrinho levar o bilhete sem saber, olha só o que eles combinaram, quando ele largar o chapéu no cabide ele colocasse o bilhete na carneira do chapéu e assim meu padrinho que eu tinha como esperto levava e trazia os bilhetes para ele e para ela, era o legítimo correio e no fim das contas eles não se casaram e meu padrinho nunca ficou sabendo que ele era o correio.

Baseado em fatos reais.
Pedro Adiles
Enviado por Pedro Adiles em 13/11/2017
Código do texto: T6170750
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Sobre o autor
Pedro Adiles
Terra de Areia - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
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Pedro Adiles