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CAIPORA JURURU

CAIPORA JURURU


Homem branco
não sabe fazer sinal de fumaça,
bota fogo na mata.
O lume clareia a escureza
na mata virgem,
pinta de sangue o céu,
vira cinza o verde do mundo,
enluta o coração aborígene.
Cari babaquara,
caipora jururu.
A água do rio vai e não volta,
os bichos fogem pra lugar nenhum,
a caça rareia,
a fome veio pra ficar
e o índio também não tem onde morar.
Cari babaquara,
caipora jururu.
A mãe terra vira areia,
india bonita não tem aonde
a sua beleza banhar.
Homem branco
tinha que ficar no seu lugar.
Cari babaquara,
caipora jururu.


Publicado na Ciranda Planeta Terra - Grupo Ecos da Poesia.
Confiram minha participação no site:
http://ecosdapoesia.net/cirandas/planeta_terra.html

PUBLICADO NO LIVRO ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS 38 - AGOSTO DE 2007 - CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES -RIO DE JANEIRO



Mario Rezende
Enviado por Mario Rezende em 03/10/2005
Reeditado em 13/02/2008
Código do texto: T56210


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Sobre o autor
Mario Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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