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O GRITO DA ÁGUA

O GRITO DA ÁGUA

Hoje eu sou gota
e caio do céu,
amanhã serei oceano,
rio, lago, manancial.
Hoje eu sou límpida
amanhã já não sei.
Nada é para sempre,
nem as geleiras estão iguais.
De qualquer processo que participe,
na organização natural
ou em trato do homem
químico-físico-industrial,
eu sempre vou estar por aqui
enquanto houver gravidade.
Às vezes limpa, suja, potável, impotável,
vapor, líquida ou sólida,
sirvo e dou vida ao homem inteligente,
ao animal e também ao vegetal,
sou passiva e sem razão.
Cuidado, ainda assim, com este nosso mundo
que o homem predador está matando,
pois eu tenho que continuar
e, no ciclo da vida,
do jeito que for,
neste espaço,
eu tenho que me acomodar.


Publicado na ciranda água... preservar é preciso! - grupo ecos da poesia.

Confira minha participação no site:
http://ecosdapoesia.net/cirandas/agua.html
Mario Rezende
Enviado por Mario Rezende em 09/11/2005
Reeditado em 22/08/2006
Código do texto: T69090


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Sobre o autor
Mario Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Mario Rezende