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O DOCE SABOR DO AMOR (Capítulo 1)

Interior França. Século 18.

Marrie acordara às 6 horas da manhã e não parara desde então. A estalagem estava cheia de viajantes e ela e a mãe corriam de um lado para outro, entre as mesas, para alimentar os homens que chegavam sem parar. Nuvens ameaçadoras se aproximavam de La Primavère e isto significava que faltaria cama para tanta gente. Era uma hora da tarde e o estômago de Marrie roncava. Porém, enquanto ela não servisse comida para os viajantes, sua mãe não a deixaria parar.
Julie era uma mulher jovem, de pouco mais de 35 anos. Os cabelos pretos estavam sempre presos em um coque, revelando seu lindo rosto. A filha Marrie, de 20 anos, não ficava atrás no quesito beleza. Julie bem que gostaria que a garota não ficasse tão visível, mas sozinha ela jamais daria conta de tudo e precisava do dinheiro que cobrava das pessoas que apareciam na estalagem para não passarem fome. Mas lhe doía o coração ao ver sua linda menina de cabelos vermelhos ter que circular entre tantos homens grosseiros. Tinha muito medo que um dia algum deles a levasse, embora Marrie fosse esperta o suficiente para se defender com unhas e dentes.

A chuvarada, no entanto, caiu por volta das três horas da tarde. Naquele momento, Marrie e Julie almoçavam os restos do almoço. Os dez quartos da estalagem estavam cheios. Se a chuva continuasse e chegassem mais pessoas, certamente estes teriam que dormir nos velhos colchões que as duas teriam que espalhar pelo chão do lugar.
Marrie mastigava um pedaço de pão quando escutou ruídos de cascos de cavalo. E gemeu:

- Ah, não, mãe... Tem mais gente chegando. Mal sentamos para comer.

Julie suspirou e jogou o guardanapo em cima da mesa.

- Vou ver quem é.

Mas antes que ela chegasse até a porta, esta se abriu de repente. Um homem alto, moreno e coberto por uma capa entrou seguido por um empregado. Os dois estavam bem molhados.

Marrie imediatamente ficou em pé. Sabia quem era ele. Era o conde de Montevérgine, proprietário da maior parte das terras de La Primavère e do castelo suntuoso localizado a alguns quilômetros da estalagem.

Julie também o reconheceu. Era a primeira vez que o conde aparecia por lá. Marrie surgiu ao seu lado e por alguns instantes os quatro se encararam. Os olhos negros e profundos do homem causaram um frio na barriga da garota.

Meu Deus, pensou ela, quero casar com você.
Patrícia da Fonseca
Enviado por Patrícia da Fonseca em 12/11/2014
Código do texto: T5032586
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Patrícia da Fonseca
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 49 anos
646 textos (48937 leituras)
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Patrícia da Fonseca