(Imagem Google)



Nuvem Passageira
 

 
Por um momento, Miriam, sofreu a impiedosa dor da verdade, mas isso não diminuiu  seu amor por Ernesto. Ainda que dividido nas suas loucas vontades, sabia do seu amor, incondicional, por ela.

Sabia também que aquela luta era dos dois, venceriam todos os rounds e valeria a pena cada segundo, se estivesse junto dele. Ela o queria, assim, por inteiro, corpo e alma, olhos, mente, coração, abraços e amor sem fim.

Sim, para Miriam, já não importava o período que a distanciou de Ernesto, fora somente um momento de fragilidade, ingenuidade, em que ele havia se deixado enganar por um sorriso falso, que buscou outros braços por necessidade, um deslize, um engano, falsa ilusão de felicidade. Sim, ele beijou outra boca, sem pensar nela, e aquela aventura o deixou fragilizado enquanto distante e, em algum momento, até pensou no fim.

Prazer do corpo  ele viveu, mas, nada foi igual ao amor, carinho e respeito que ela sentia por ele. Queria agora, apagar a tristeza da solidão que viveu. A vida é tão curta, pensava, para desperdiçar felicidade, não era justo que deixasse se contaminar pela vaidade. O passado não importava, fora somente um sonho ruim, uma experiência infeliz, uma nuvem passageira que o vento levou.

Pseudo amores terminam assim, o céu escurece, o dia vira noite e o medo impera. Então, Miriam pensou na brevidade da sua existência, na fragilidade das coisas e ao mesmo tempo, que o tempo a convidava a aproveitar o presente.

Apesar do relógio lhe cobrar o dia de amanhã, o amanhã somente saberia ao amanhecer e ela queria acordar, assim, ao lado de Ernesto, para vivê-lo...intensamente!



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 Lucia Moraes


 
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Lucia Moraës
Enviado por Lucia Moraës em 13/09/2018
Reeditado em 05/06/2019
Código do texto: T6447155
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