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Partida

Amor colegial é gostoso, prazeroso, teimoso, mas encantador e brilhante. Podia durar pra vida toda... Pena que a vida não é como um filme Disney. Sou fascinado com comédia romântica e contos de amor juvenil estadunidense, sim, é lindo e eu me emociono, não tenho vergonha alguma em dizer isso.
Jojo “Too Little, Too Late”, música que retrata a realidade de muitos, que deixam a mulher perfeita escapar pelas mãos. Mas se sabe que o tempo passa e o arrependimento vem a tona, como a ressaca moral por uso demasiado de droga sintética no fim do rolê.
Viver um relacionamento não é algo fácil, sabemos, mas quando se ama, não há dificuldade que impeça a felicidade. Penso.
Santos e Gabriela, um casal que tinha tudo para viver no extase do amor. Ambos com ideias parecidas, gostos diferentes que se encaixavam como uma luva, casal diferenciado que fazia a referência sobre o que é vida conjugal. Era mais amigos que namorado. Isso é magnífico, pois, sabemos que a amizade é o alicerce para a vida a dois. Cada segredo dividio, risadas e choros, um era acolhido pelo outro.
Tudo se iniciou na escola. Ela, uma garota tímida, comportada, de poucas amizades, que gostava do seu aconchego particular. Seu passatempo preferido: ler durante as aulas livros de romance adolescente, como Crepúsculo. Já ele, um rebelde que se achava o cara, pose de marrento, o “zoeiro” da turma, detentor de uma inteligência invejável, mas que desperdiçava, tudo isso pela sua cabeça fraca. Tolo, né? Pois é... Mas nessa tolice, foi sábio em escolher aquela pacata garota para se relacionar. No começo era apenas uma curtição, mal sabia que logo, estaria de mãos atadas aos encantos dela.
A insistência em conquistá-la foi tanto que logo se apaixonou. Coisa de uma semana. Após o primeiro beijo na trave, já estava de relacionamento sério. Jogo rápido, pois desde pequeno aprendera que oportunidades não podem ser desperdiçadas. Não podia passar batido!
Logo trabalhou na aparência, meio desajeitado, pois era o seu primeiro pedido de namoro. Ensaiando o que ia falar, a ansiedade o dominava. Lá estava, de social, sem brincos, parecia um pastor rs, tudo no intuito de marcar positivamente a sua mãe, uma senhora conservadora. Senhora essa que a teve como uma mãe.
Os filmes nas tarde de domingo era a marca e, uma arma perfeita para matar aquela vontade de sentir o seu corpo. Corpo esse que parecia a Serra de Petrópolis, perfeito, cada declínio uma imagem de tirar o fôlego, deixando na memória, a viagem que era se aventurar naquelas curvas. Sem medo, se deleitava, pois era uma adrenalina que movia aquele rapaz apaixonado.
Gabriela, acanhada, foi demarcando território por onde passava. Família, amigos, famosa mineira – sempre indo pelas beiradas – ganhando cada vez espaço. Ela é decidida, forte e determinada! Desde pequena aprendeu a viver só, independente, muito ensinou àquele que achava que ela não tinha nada a oferecer no que diz respeito a vida. Sempre uma surpresa.
Brigas, indas e vindas, o relacionamento deles foi se desgastando, perdendo forças. Os anos foram passando e nada de progredir. O andar em círculo ia definhando.
 Enquanto Gabi trazia mimos, ele a surpreendia com certas infantilidades. Será um mal do homem? Não dar valor ao que a mulher faz para tê-lo por perto? O homem, que antes fora sendo formado, vem a ruir por conta de sua mentalidade baixa, deixando ser influenciado por aqueles que entrara no relacionamento com intuito de obstruir a felicidade que ali habitava. Tolo, Santos vinha com as mãos destruindo tudo que fora construído: os sentimentos de um bom relacionamento.
Anos foram passando, tudo já não estava como antes. Qualquer coisa é desagradável, tudo era briga. Ela lutando para manter a chama acesa. E ele, bom, brigava, sem perceber, indo na contramão.
Infelizmente ou felizmente, uma hora a pessoa cansa de lutar e passa a pensar mais em si.
Quando Gabi toma a decisão de seguir seu caminho em carreira solo, ele a vê linda e maravilhosa trilhando outro destino. Santos, com a vida bagunçada, entra em depressão por vê-la partir, sem saber o que fazer, desorientado por ver ela puxando a sua âncora e indo remar no mar da vida. Logo se desespera e começa a nadar atrás do amor da sua vida. Porém, tarde demais.
Sabe o que é interessante? O destino!
No início do namoro, Gabi e Santos tinham uma música que marcaram a sua paixão (todos tem uma canção que o fazem lembrar do seu grande amor), e era qual?  “Too Little, Too Late” da Jojo. Surpreendente é a letra dessa canção:
“...É apenas um pouco tarde demais
Um pouco errado demais e eu não posso esperar
Mas você sabe todas as coisas certas para dizer
Você sabe que é apenas um pouco tarde demais
Você diz que sonha com meu rosto
Mas você não gosta de mim, você só gosta de iludir
Para ser sincera, não importa mesmo
Você sabe que é apenas um pouco tarde demais...”
Essa música, que marcou o amor deles a mais de oito anos atrás, desenhou a vida desse casal. Gabi, com seu jeito bobo, se ateve a letra. Já ele, não deu importância a sina que Jojo quis dizer.
O destino é imprevisível e impetuoso. Bondoso mas doloroso. E sobre não desperdiçar as oportunidades, pois bem, o que aprendeu na infância, não foi aplicado. Pois é sabido que, oportunidade vai e muito das vezes não volta. Perdeu.
O que resta a Santos fazer? Pedir direção e conforto a Deus, pois ela, já disse Adeus.
Israel dos Santos Lopes
Enviado por Israel dos Santos Lopes em 16/01/2019
Código do texto: T6552109
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Sobre o autor
Israel dos Santos Lopes
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 26 anos
15 textos (421 leituras)
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Israel dos Santos Lopes