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Uma matemática fanática

Era uma vez,uma mulher que adorava números,ela,literalmente,havia nascido para contar,desde quando,ela era um bebê no ventre de sua mãe,ela já contava cada chute que a mesma dava lá dentro.
Quando,ela nasceu ,conforme,foi crescendo,na escola,ela já era a melhor aluna de lá,os professores se orgulhavam dela,e já lhe davam até fórmulas e exercícios matemáticos de turmas mais avançadas para que ela respondesse e ela respondia, naturalmente,sem problema algum,a não ser,os problemas que ela respondia, é claro!
Ela até tinha ganhado prêmios das olimpíadas de matemática das escolas públicas do Brasil,tudo,que envolvia matemática para ela na escola,desde o ensino primário até o ensino médio lhe parecia ser fichinha.
Assim que ela terminou o colegial,ela logo prestou o vestibular,passou e entrou em sua tão sonhada faculdade de matemática,agora, a matemática que ela começaria a aprender seria um pouco mais árdua e aplicada,muito mais científica e detalhada em si,seriam coisas que iam além do que os leigos poderiam imaginar,foi, lá,onde,ela acabou conhecendo um homem também matemático mas não mais fanático que ela por números,mesmo assim,ambos compartilhavam o mesmo amor pela matemática.
Eles começaram a namorar, mas,sempre que iam se beijar,ela tinha que fazer certos cálculos que não tinham nada a ver com o momento que eles estavam vivendo naquela ocasião,toda hora,ela parava para rascunhar , escrever fórmulas matemáticas que saiam de sua mente  instantaneamente, ninguém, conseguia entender nem mesmo seu namorado também matemático,eles já haviam se formado com requinte desde então como sendo os melhores alunos daquele curso matemático,e em todo tempo de curso ,eles não tiveram tempo sequer de fazerem amor uma noite sequer nem de viajarem juntos nem nada disso,pois,ela sempre se concentrava em sua vida que nada mais era do que números que a fazia viajar em suas próprias equações algébricas um tanto quanto infinitas,ela dizia que queria chegar ao enésimo número, sendo que ele é infinito, incontável,matematicamente falando,mesmo assim,ela insistia,o tanto dela parar a todo momento, é que a vida dela era apenas a trabalhar a contar número por número de sua vida,como os batimentos de seu coração,os segundos ,minutos e horas do seu relógio,contar as estrelas do universo,tudo isso era o que ela tentava,mas,nunca sem obter sucesso, é por isso que ela só vivia para contar, seu fanatismo numérico a levaria a loucura,mas,sua genialidade continuava a mesma.
Um dia,seu namorado,lhe perguntou o seguinte: Por que você não para de contar consigo mesma sequer um momento para que possamos conversar tranquilamente,sem suas próprias interrupções?, só assim poderemos namorar normalmente!
Ela logo lhe respondeu: Espere ,eu estou agora no milionésimo primeiro número ,não me interrompa,se não eu vou perder as contas,enquanto ,eu não conseguir atingir o infinito número ,eu não ficarei satisfeita,foi então que ele, claramente percebeu de que ela havia enlouquecido de tanto contar para si mesma e ele resolveu lhe abandonar sentada ali no banco de um parque de onde eles dois estavam sentados,tudo ela contava pássaros ,borboletas,tudo ao seu redor era motivo de matemática,de divisão, subtração, multiplicação e adição e entre tantas outras coisas mais.
Infelizmente,sua matemática havia levado-a a loucura ao total desvario de sua mente calculista,era o fim,não tinha mais o que fazer,de tanto estudar os infinitos números dessa antiga ciência,ela acabou enlouquecendo por si só e ninguém poderia ajudá-la,foi então que seu namorado,teve uma ideia ,ele resolveu voltar até onde ,ela estava sentada e convencê-la de que ela já havia atingido ao número infinito da matemática muito mais que o PI ,tudo através,do amor que eles sentiam um pelo outro que fizera alcançar esse número máximo, o enésimo matemático que seria o valor deles dois, não ao quadrado mas sim ao cubo que daria o valor infinito da matemática que nunca ninguém jamais conseguira alcançar muito menos desvendar nem Pitágoras nem Arquimedes chegaram perto de sua tamanha genialidade,disse seu namorado que inventou essa história tudo por amor que ele sentia por ela,mesmo ela tendo ficado louca.
Ela, então,emocionada com lágrimas nos olhos, perguntou: É mesmo? Então quer dizer que finalmente,eu consegui chegar ao número enésimo da matemática?
Eu achei que eu já tinha chegado a um zilhão!
Ele lhe respondeu,também emocionado com lágrimas em seus olhos, você passou do zilhão ,há muito tempo , você finalmente,chegou ao número enésimo,meu amor!
Então,eles,dois, emocionados por aquele momento único e especial,juntaram seus rostos um ao lado do outro e conseguiram atingir não só o incontável número enésimo como também o mais importante número ordinal de suas vidas que tinha sido o primeiro beijo deles.

Autor: Wilhans Lima Mickosz
Wilhans Mickosz
Enviado por Wilhans Mickosz em 08/04/2021
Código do texto: T7227071
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Sobre o autor
Wilhans Mickosz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 31 anos
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Wilhans Mickosz