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A MORTE IMINENTE.

   Tinha mais ou menos seis anos de idade.
   Quando chegava a época de ferias escolares, toda a família praticamente se mudava para a cidadezinha mais próxima chamada Itaperanga, onde a maioria dos parentes  habitava. E era realmente uma festa esses encontros familiares. Parentada toda reunida, conversas de velhos tempos e a meninada aproveitando para brincar a vontade. Feliciano aguardava esse período de ferias escolares com ansiedade. Passava todo o tempo escolar fazendo planos e imaginando os tipos de brincadeiras que iria ter. Só quem teve uma vida nas cidades interioranas  bem pequenas consegue imaginar como são. chegou o dia tão esperado. Tudo arrumado, o Pai já estava lá esperando. foram na viagem seu Irmão mais velho , a mãe, cachorro, gato , papagaio e uma bagagem completa para dois meses de ferias . Estava em período de cheia do Rio Tocantins, a cidade de Itaperanga ficava nas margens do rio e propiciava um banho dos melhores . Feliciano não sabia nadar . estava com planos de aprender . Sua mãe já sabia , que ia ser uma das missões : ensinar ele a nadar. Até porque era um fator de segurança, toda criança dessa idade criada as margens do Rio tinha por obrigação saber nadar.
   Primeiro dia  a meninada foi para a beira do rio aproveitar, depois de um joguinho de bola, as águas do banho.  Feliciano, mais influído que cachorro novo, no meio da molecada. Todo mundo tirando salto da rampa. A mãe aproveitou , foi também para lavar umas roupas que vieram sujas da viagem.
   Feliciano vendo todos pularem na água, também se alvorou de pular. Esqueceu que não sabia nadar. Ainda escutou os gritos do irmão: "não pula que tu não sabe nadar" . Tarde demais , começa se afogar, o irmão mais velho , mas  também de pouca idade ,pula atras. tenta puxar, os dois se agarram e começam afundar. Nesse sufoco todo, a mãe que estava um pouco afastada escuta a gritaria. Pula no Rio e começa a nadar com os dois para a margem.Consegue tira-los  da água com Feliciano  desacordado. A muito custo voltou a si.
   Apos varias décadas passadas,  em conversa com ele, perguntei-lhe se ainda lembrava da sensação de ter a morte tão próxima. Me revelou fatos detalhados daquele dia :
    ____ É uma coisa incrível a sensação de afogamento. A gente se debate dentro da água, buscando um apoio que não encontra. O pulmão parece que vai explodir, a asfixia nos obriga a respirar dentro da água e ai que esta o perigo, a água invadindo suas vias respiratórias. Depois de um certo momento se perde a noção de tempo. Pode durar minutos, segundos que parecem horas. A sensação de estar perdendo a vida é horrível.
   ____ E  você teve alguma visão na hora? Dizem que quando se está próximo da morte se ver luzes, clarões, até mãos te puxando por um túnel.
   ____Nada disso ocorreu. Era como se a cabeça estivesse prestes a explodir. E depois teve a perda da consciência.
   ____Como você consegue lembrar desses detalhes, apesar da pouca idade na época ?
   ____É uma experiência que nunca se esquece. E com o passar dos anos a memória tardia cada dia se enriquece em detalhes ocorrido.
         E  essa foi a história verídica da quase morte de FELIX CHAVES.
Felix Chaves
Enviado por Felix Chaves em 27/11/2017
Reeditado em 28/11/2017
Código do texto: T6183333
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felix Chaves
Palmas - Tocantins - Brasil
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