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A vidraça da janela


A noite serenou e logo esfriou.
Olhando pela vidraça da janela embaçada
Katherine comecou a lembrar-se do dia em que Maicon partiu.
Ele parecia saber que não mais voltaria.
Naquele instante ela sentiu  um calafrio;
Um medo! Pois tudo tornou-se lúgubre.
Começou a limpar a vidraça da janela com suas mãos afim de não perder Maicon de vista.
Mas quanto mais ela limpava , mais o seu vulto se distânciava...
Quando ele entrou no carro e saiu em alta velocidade.
Suas lágrimas já se confundiam com as marcas das suas mãos...
Quanta ilusão pensar:
Que ele ao olhar para trás desistiria e voltaria correndo para os seus braços.
Mas não foi bem assim!
Quando Katherine fechava as cortinas.
Ouviu passos e se pôs  trêmula.
Pois tinha sentido uma  sensação estranha e parecia ter visto o vulto de Maicon.
Arrepiou-se, mais uma vez...
Pois estava naquela casa muito próxima da montanha.
Ela tinha muito medo de animais selvagens que sempre apareciam por ali.
Tentou se aproximar da lareira para se aquecer e aproveitar para tomar um vinho...
Na tentativa de esquecer e adormecer para não lembrar por não acreditar que por um motivo torpe de ciúmes Maicon saiu daquela forma, numa noite gélida.
Mal dava para enxergar as rodovias.
Mais uma vez ela foi despertada de seus pensamentos com uma voz muito mais próxima da porta, ela deu um passo para trás, pegou uma arma por segurança, mas trêmula, que se quer conseguia segurar a arma, mas se manteve firme.
Os passos à voz muito próxima, já batia na porta.
Ela perguntou: Quem é?
 - Sou o policial Jeff senhora, preciso lhe falar!
Ela quase desfaleceu, mas abriu a porta.
O policial entrou e disse: Não trago boas notícias...
O Sr. Maicon sofreu um grave acidente e não resistiu ele corria muito e o carro capotou...
Katherine,- não, não pode ser. Meu Deus! Chorava copiosamente...
Pois lembrara que ele havia falado que nunca mais voltaria para casa e muito menos para ela.
Consumido de ciúmes , pois Katherine era uma mulher muito bonita e não passava despercebida por ninguém.
Mas era uma mulher íntegra e jamais havia  traído Maicon.

Mary Jun
Mary Jun
Enviado por Mary Jun em 17/01/2019
Reeditado em 19/01/2019
Código do texto: T6552855
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Mary Jun
Recife - Pernambuco - Brasil, 54 anos
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1 e-livros (75 leituras)
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Mary Jun