DESGELO

É noite, o frio faz arder na alma, a chama das incertezas que refletem nos ossos trêmulos. Ainda lúcido, tateio indeciso a fechadura do acolhimento...

O abrir da porta faz ranger invernos passados. Os olhos vacilam e o breu interior clareia a mente. Candeias acesas estalam e viram serpentes!

O fogo indeciso pelo vento, fixa-se nos olhos compenetrados e incomplacentes... Pensamentos propícios a noites sombrias surgem.

Corre solidão nos olhos e nos ponteiros turvos das horas. Serram as pálpebras da discórdia. O silêncio acalenta o som do coração que se faz sentir e ouvir remitente.

Frestas da consciência permitem alucinações no sono e o susto desperta em degelo, o ausente.

Amanhece com silvos, luz e orvalho. O consciente enganado, outra vez se faz penitente!

(@RLi5boa - RG-DF)

RLisboa
Enviado por RLisboa em 15/07/2005
Reeditado em 27/08/2023
Código do texto: T34520
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